Conversas

terça-feira, julho 27, 2010

Hoje na praia falou-se de família,falou-se de relações,falou-se de porquês,falou-se de opções...
Não é assunto que eu aborde,nem com família,nem com amigos frequentemente.Para os meus devaneios tendi sempre a escolher pessoas mais velhas para falar (tal como optei por fazer os meus rascunhos.Não sei para quem falo mas sempre fica aqui qualquer coisa),por sempre achar que seria melhor compreendida,mas adiante.
Esta coisa das relações até que tem a sua "graça", o seu quê de lógico,provavelmente uma opção,uma escolha.
Ora bem, nunca vi os meus pais em casamentos felizes (influenciou-me bastante),não tive aquela infância despreocupada,nem uma adolescência plena,fui obrigada a crescer devido à doença da minha mãe e isso moldou em muito a minha personalidade e ajudou a que eu criasse a minha capa de dura,pedra,arrogante,etc,etc,etc....
Lógico que a capa se tornou parte de mim e cá continua....e como disse uma vez numa sessão de psicoterapia a única pessoa que conseguir fazer com que eu tire a minha capa será aquela que me irá merecer (não é a palavra correcta mas é aquela que me veio à cabeça).Como ninguém conseguiu fazer a magia para que eu tirasse a minha capa ela cá foi ficando e aqui permanece. Afinal de contas ela dá-me muito jeito para enfrentar certas coisas e só a tiro quando estou sozinha a reflectir sobre as ditas coisas.
Junto com a minha capa e com a minha soberba vida (sim sei que há piores),foi vindo aos poucos a opção de não andar feita doida à procura de relação só para ter alguém.Antes de mais nunca consegui perceber as pessoas que fazem essa busca excessiva só pelo medo de estarem sozinhas,e não faz o meu feitio esse corre corre que o principe encantado foge.Depois vem o meu modo de vida, a minha capa que teve uma grande influência em tudo, e vêm também as minhas prioridades,a minha estabilidade.
Mas dizem-me às vezes que assim nunca vou alcançar estabilidade emocional nenhuma porque me falta a bela da relação,mas fui aprendendo ao longo do tempo que a minha estabilidade emocional depende muito de mim e o factor relação não é nada que lhe esteja inerente.Pode ajudar, mas a minha estabilidade emocional depende de mim mesma acima de tudo.
Para muitos as prioridades sempre foram casar e ter filhos porque só assim alcançam a estabilidade máxima,para mim a minha prioridade é ser feliz com o que tenho,pensar no que posso vir a ter,é viver o momento sem às vezes pensar muito na coisa,é levantar-me de manhã e ir trabalhar,é olhar para a minha mãe e ver que ela está estável,é olhar à minha volta e ver as pessoas bem e felizes.Não nego que não quero alcançar a prioridade máxima do comum mortal,mas sinceramente não penso muito nisso,prefiro viver a vida ao sabor do vento e o que tiver que ser será.

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