Psicoterapia pessoal

sábado, outubro 16, 2010

Não gosto do Outono,odeio-o mesmo.Não me dou nada bem com esta mudança de estação.Não gosto do cair da folha,de ver as árvores despidas,dos dias mais pequenos e das noites maiores.Deixa-me deprimida e tenho que estar sempre muito atenta a mim mesma nesta altura do ano.Eu gosto de sol,e preciso de sol,de o sentir na minha cara.
Sou basicamente um girassol humano nesta altura,porque ando sempre à procura do sol,para o sentir na cara,para me aquecer o corpo e a alma.

Para mim o Outono é fim de qualquer coisa,é a queda é a morte.E por causa disso não gosto,é uma maldita estação do ano que me deixa estupidamente melancólica e introspectiva,mais do que o que já sou...que bom...porque ainda interiorizo mais as coisas...
Encontrei este texto no google e achei-o interessante.O autor chama-se Georges Stobbaerts e segundo percebi ensina há uns bons anos Aiki-Do e Yoga é também entendido numa outra série de assuntos.


"Se o que fazemos é uma arte de viver, então é preciso aprender a viver ao ritmo das estações, o que é um excelente meio de estar em harmonia com a natureza.
Somos também um instrumento de música que é preciso afinar regularmente nesta sinfonia cósmica. Afinar o nosso ritmo de vida e a nossa consciência interior com o ritmo da natureza só nos pode trazer paz interior, equilíbrio e coragem na vida. Muito especialmente no Outono que marca uma grande mudança de ciclo entre a plena actividade solar do Verão e o período que se prepara de repouso, o Inverno. Este período é muito conhecido por certas medicinas tradicionais que o consideram difícil, em que, muitas vezes, após a euforia da «rentrée», aparece a depressão.
A estação do Outono é perigosa para o homem que se identifica com a energia exterior.
É um período de combate pela luz, a fim de vencer as trevas.
Simbolicamente, a energia da natureza retira-se para o interior da terra, ela interioriza-se.
A energia solar, tão importante e vivificadora no Verão, diminui. Todo este movimento da natureza manifestar-se-á. A força que estava no exterior transfere-se para o interior.
Tal como o fruto se separa da árvore, tal como a semente se separa do fruto, a alma separa-se
do corpo. O Outono é a hora da separação. Separa-se o espiritual do material. À maneira de uma triagem necessária, existe separação a fim de preparar uma vida nova. As árvores perdem as folhas e despem-se. É preciso saber rejeitar o que nos estorva. É preciso aprender a separarmo-nos de tudo o que não somos nós próprios. O Outono é também uma zona de passagem da semente e da renovação. Após a recolha do passado, de que a semente é símbolo, o Outono é a promessa do futuro. É preciso preparar a vida nova.
A vida é mudança de que não se deve ter medo! Não mudar é contrário à vida. Pessoas há que levam a vida sem mudar. E, ao fazê-lo, passam ao lado de uma vida plena, mais rica e mais viva.
Entre as mudanças mais determinantes e mais fecundas conta-se a do trabalho interior sobre si mesmo, como nos ensina a sabedoria. A aprendizagem através dos nossos movimentos e no profundamento do conhecimento de si que um enraizamento na realidade do sopro nos ensina permite aprender a deixarmo-nos conduzir sem medo a toda a mudança. Respondemos assim à verdadeira natureza do nosso ser: evoluir, amar, dar, partilhar, crescer…
Ousai pois a mudança sem medo."

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