Metades

terça-feira, dezembro 14, 2010

De vez em quando ou de quando vez para além de me dar para a introspecção,dá-me para a reflexão, para o pensamento, a semi-filosofia,sei lá...dá-me possivelmente para pseudo-dissertar sobre qualquer coisa...
Estava para aqui e pensar nas metáforas da alma gémea, da metade da laranja,do testo da panela (não me lembro de mais nenhuma), quando me ocorreu assim do nada se é aceitável ou saudável tentarmos encontrar alguém que se encaixe nas ditas metáforas. É normal que criemos esterotipos do que consideramos ser a chamada pessoa ideal,mas até que ponto isso será aceitável?É aceitável termos uma lista pré-concebida de que a pessoa tem que ser:
alta/baixa
gorda/magra/assim-assim
loira/morena
olhos claros/olhos escuros
gostar do mesmo que nós
ser do mesmo clube de futebol
sensível/insensível
bem-humorada/muito séria
sentido de humor apurado/falta dele
ciumento/desprendido
.....
Muito sinceramente isto só me lembra a lista de compras de um supermercado, e ponho-me a pensar se esta espécie de pré-requisitos e funcional ou não, se toda a gente tem esta lista ou não, se o chavão encontrei a pessoa da minha vida funciona tendo esta lista ou se é preferível sentir o repentino clique, as borboletas no estômago, os pêlos dos braços em pé por alguém que sem saber nem o como nem o porquê encaixa connosco sem os pré-requisitos por nós concebidos que podem muito bem ser utópicos, completamente irracionais ou surreais.

Digam-me de vossa justiça....esta minha "teoria" pode levar-me a caminho de uma ida a um psiquiatra ou tem algum fundamento???



Até acho que a música encaixa com esta pseudo-dissertação/teoria/dissertação.

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