Hoje (parte 2 de 2)

sábado, dezembro 11, 2010

Parece-me que cada vez menos gosto de mulheres psiquiatras (quando tive os nervos acelerados em Tomar há quase 8 anos fui a uma psiquiatra que me encharcou em medicação,o que só contribuiu para a minha má opinião sobre elas), mas vamos lá contextualizar a coisa.
A senhora minha mãe andava um bocadito ansiosa e de facto a dormir menos bem do que o costume por estar próxima a data do injectável e da consulta.Até aí isto é normal, faz parte dela, mas vendo bem a coisa ela já não andava com muito boa cara e aqueles olhos já andavam a ficar inchados.
Mas como não sou de forma alguma apologista do raio dos internamentos fui deixando a coisa andar porque esta altura do ano não é fácil para quem tem problemas do Tico e do Teco (e sim dias pequenos,cinzentos,muito frios,abafados e noites grandes têm uma influência do catano), e sempre pensei que isto ia ao lugar com o SOS do costume.
O problema é que a minha mãe ontem chegou a Leiria, levou o injectável mas não teve consulta nenhuma porque a psiquiatra faltou.O que aconteceu??Logicamente que entrou em parafuso, e esperou o dia inteiro e a noite (coisa rara e pouco vista ) para que o injectável fizesse alguma coisa, a ansiedade passasse e ela dormisse.
Hoje pouco antes de me levantar sou acordada pela minha mãe que me pede por tudo para ir com ela para o hospital (outra coisa rara).O que eu fiz?Chamei a ambulância e siga para Leiria, antes que a coisa descambe mais e depois tenha aqui um 31 bem armado.
Chegadas a Leiria com cartinha do médico e passada na triagem a minha mãe é atendida por uma psiquiatra que lhe diz que ela devia ter ido ontem às urgências, que não percebia o que ela estava ali a fazer se ontem tinha dito na sala de espera das consultas externa que estava muito bem.Posto isto, a médica entende que não a interna e que se ajusta a medicação a um doente como ela (cujo processo é uma bíblia e ela não faz ideia do que por lá anda) em casa!!!!Eu fico a olhar para ela com cara de parva, a pensar onde vou reclamar e digo: A minha mãe mente.Ela diz que está bem sem estar.Se eu estou aqui com ela e peço para que a medicação seja ajustada aqui,é porque a minha mãe precisa de ser internada.A minha mãe não pode fazer ajuste de medicação em casa porque está aqui dentro de dois dias.
"Vamos ver isso...a sua mãe saiu do internamento no inicio de Setembro"Dizia-me a médica, e eu respondo: "Desculpe mas tenho uma palavra a dizer.Eu não tenho prazer nenhum em vir visitar a minha mãe aqui,e prefiro tê-la em casa.Mas eu convivo com a situação há mais de 20 anos e sei perfeitamente que a medicação da minha mãe não pode ser ajustada em casa.Isso não chega.Se ela vai para casa ela volta aqui passados dois dias.Ela tem que ser internada para ficar tudo bem ajustado.Se não é, vai entrar numa espiral depressiva."
A minha mãe dizia para ser internada e que aquilo não era forma de ser tratada,que tinha mentido nas consultas externas para ver se o injectável fazia efeito.Caramba...não é preciso ser-se psiquiatra para se ver que a minha mãe não estava bem e ela tremia por todo o lado,ela mesma dizia que não lhe podiam ajustar a medicação em casa (coisa rara,porque já a quiseram internar para ajustarem a medicação e ela dizia que não e vinha para casa).
Após termos estado um valente tempo e a minha mãe ter dito a frase "ando com ideias más", a médica lá se decide a interná-la "mas por pouco tempo, para reajustar o sono e acertar a medicação."

Dasssss devem achar que tenho muito prazer em entrar no 4º piso do raio do hospital!!!!

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