Folga

quinta-feira, março 03, 2011

Eu sou uma raça um pouco estranha: filha de um alentejano, filha de uma nazarena, nascida e registada nas Caldas da Rainha. Quando estou tensa ponho as mãos na cintura e quase que rodo as 7 saias, como me diziam em Tomar. Em contraponto vem o Alentejo, cuja pronúncia apanho com a maior das faciliadades ou não tivesse eu umas grandes costelas. Devido a esta mistura tenho duas paixões: o mar e o monte,a força e a calma.Por essas 2 paixões fico deliciada com as fotos do joão, e num dia primaveril como o de hoje, vim até à nazaré ver este mar e vim munida da máquina fotográfica. Às vezes tenho perguntas a fazer ao mar,mas ele não me responde, mas deixa-me contemplá-lo e diz-me que as respostas vêm a seu tempo. Verdade seja dita, o mar já me deu muitas respostas a seu tempo, ou fui eu que as descobri a olhá-lo. Há quase 2 anos foi este mar que me fez chorar e ganhar força no que foi o pior momento da minha vida.A época após a morte da minha avó em que me vi a dada altura perdida e sem saber o que fazer, que rumo tomar, para onde me virar. Hoje provavelmente vou fazer-lhe outras perguntas. Acho que lhe vou perguntar o que faço ao instinto e à impulsividade do sagitário, que por acaso fazem parte de mim. Agora vou empoleirar-me em cima de umas pedras, subir o ascensor e já volto.

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