quinta-feira, maio 12, 2011

Parabéns

Esta notícia foi retirada por inteiro do jornal Sol:

"O Tribunal da Relação do Porto considerou que o psiquiatra João Villas Boas não cometeu o crime de violação contra uma paciente sua, grávida de 34 semanas, pois os actos não foram suficientemente violentos, apesar de este forçar a vítima a ter sexo com base em empurrões e puxões de cabelo.
O tribunal deu como provado os factos, que têm início com a vítima a começar a chorar na consulta e com o médico a pedir para esta se deitar na marquesa. O psiquiatra começou então «a massajar-lhe o tórax e os seios e a roçar partes do seu corpo no corpo» da paciente, como se pode ler no acórdão.
A mulher, que estava grávida e numa situação de fragilidade psicológica, levantou-se e sentou-se no sofá, tendo o médico começado a escrever uma receita. Quando voltou, aproximou-se da paciente, «exibiu-lhe o seu pénis erecto e meteu-lho na boca», agarrando-lhe os cabelos e puxando a cabeça para trás, enquanto dizia: «estou muito excitado» e «vamos, querida, vamos».
A mulher tentou fugir, mas o médico «agarrou-a, virou-a de costas, empurrou-a na direcção do sofá fazendo-a debruçar-se sobre o mesmo, baixou-lhe as calças (de grávida) e introduziu o pénis erecto na vagina, até ejacular».
Para o colectivo de juízes, o arguido não cometeu o crime de violação, porque este implica colocar «a vítima na impossibilidade de resistir para a constranger à prática da cópula». Diz o acórdão que para que tal acontecesse era preciso que «a situação de impossibilidade de resistência tivesse sido criada pelo arguido, não relevando, para a verificação deste requisito, o facto de a ofendida apresentar uma personalidade fragilizada».
O colectivo de juizes considera que o «empurrão» sofrido pela vítima por acção física do arguido não constitui «um acto de violência que atente gravemente contra a liberdade da vontade da ofendida» e, por isso, «impõe-se a absolvição do arguido, na medida em que a matéria de facto provada não preenche os elementos objectivos do tipo do crime de violação».
Mas um dos três juízes, José Manuel Papão, não concorda com a absolvição e juntou ao acórdão uma declaração de voto em que considera «que a capacidade de resistência da assistente estava acrescidamente diminuída por estar praticamente no último mês de gravidez, período em que se aconselha à mulher que na prática de relações sexuais observe o maior cuidado para evitar o risco da precipitação do trabalho de parto".


Os parabéns à Justiça Portuguesa por este excelente Acórdão. É sempre bom saber que podemos confiar em médicos e juízes. E por favor, mantenham este Doutor a dar consultas porque precisamos de mais profissionais assim. E não, não vão recurso porque ninguém se aproveitou de ninguém e não houve sequer violência física e psicológica. Foi tudo consentido!!!!
E não, não façam justiça pelas próprias mãos, porque o Senhor Doutor não conseguiu resistir aos seus impulsos sexuais, e já se sabe que nestas coisas temos que fazer o que homem manda!!!

18 comentários

  1. Infelizmente Inês, muitas mas muitas situações destas acontecem e nem chegam aos tribunais.
    E ainda dizem que os "JUIZES" não se podem comprar....
    Sou a favor de que se faça em muitos casos justiça pelas próprias mãos.

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  2. ... eh pah eu queria comentar... mas nem sei o que dizer. haja ridículo.

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  3. E para aquelas pessoinhas que acham que um estatuto é tudo na vida, um DR torna as pessoas santas, perfeitas.
    Esta notícia demonstra bem que um porco, um nojento, um psicopata louco tanto pode ser um médico, como um varredor de ruas.
    Uma palavra NOJENTO!

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  4. Estes foram os comentários eliminados:

    Ricardo deixou um novo comentário na sua mensagem "Parabéns":

    ... eh pah eu queria comentar... mas nem sei o que dizer. haja ridículo.


    Petra deixou um novo comentário na sua mensagem "Parabéns":

    Infelizmente Inês, muitas mas muitas situações destas acontecem e nem chegam aos tribunais.
    E ainda dizem que os "JUIZES" não se podem comprar....
    Sou a favor de que se faça em muitos casos justiça pelas próprias mãos.

    Petra deixou um novo comentário na sua mensagem "Parabéns":

    E para aquelas pessoinhas que acham que um estatuto é tudo na vida, um DR torna as pessoas santas, perfeitas.
    Esta notícia demonstra bem que um porco, um nojento, um psicopata louco tanto pode ser um médico, como um varredor de ruas.
    Uma palavra NOJENTO

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  5. Vou tentar ser "advogada do diabo" visto que TODOS sabemos que saúde , justiça e educação são os pilares para um país civilizados.. ora tanto nuns como noutros sabemos que funcionam mal... e porquê? porque somos governados por gente ignorante, de gabinete que se limita a "deitar cá para fora " leis desconhecendo o terreno! Não estou a defender o final da sentença- pelo contrário.. mas tirar julgamentos de uma notícia parece-me leviano.. ou tiveram acesso ao processo? Ou desconhecem que os jornais gostam de vender? Conhecem as circunstâncias? Será que o advogado de defesa conseguiu fazer bem o seu papel ou limitou-se a ganhar o seu? Atacar juízes não...os juízes interpretam a lei.. e perante os FACTOS dão a sentença... mas não são eles que fazem as leis... elas antes de serem publicadas passam pela Assembleia da República, pelo primeiro Ministro e pelo Presidente da República.. que passa a decreto...ora é como tudo.. eu leio um texto eu dou-lhe a minha interpretação tu dás a tua outra dará outra... até se chegar a um consenso...como tal culpe-se o nosso código civil que não protege os lesionados...não há pedófilos à solta? assassinos com termo de residência? a culpa é dos juízes? Ou das leis que os obrigam a agir assim? Em pleno séc. XXI pensar que a justiça deve ser feita pelas próprias mãos.. é bastante mau.. quer dizer A viola B por isso merece que A vá violar também... eu sou assaltada e isso dá-me o direito de roubar? A justiça deve ser à catanada? Nem comento..há juízes nojentos, médicos nojentos, professores nojentos, comerciantes nojentos, psicólogos nojentos, jogadores nojentos, o que não justifica que seja tudo metido no mesmo saco!

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  6. Bons e maus há por todo lado...gosto de ler opiniões onde se diz que há juízes comprados... gostava de saber onde se passa..advogados ainda vá.. agora juízes.. e logo quando um julgamento é feito por um colectivo...A sra estava grávida.. mas era paralítica? Porque continuou no consultório? porque não gritou em vez de chorar? porque não disse nada ao director do hospital? na volta gostou.. depois viu que poderia tirar proveito da situação...há montes de casos desses.. deixam as coisas acontecer e só mais tarde se lembram...Com pessoas indefesas como crianças o caso era diferente.. agora uma mulher adulta??? Bastava uma joelhada nos testículos e um berro que de certeza que não acontecia.. Acho que é um caso de oportunismo e digo-o porque tenho em casa um juiz que conta histórias incríveis onde a imaginação das pessoas não tem limites...o juiz antes de decidir alguma coisa..estuda o processo, reúne testemunhas, fala com os advogados...verifica muito bem as provas... e no final limita-se a aplicar a lei...justa ou injusta é a lei. não vivemos numa anarquia...façam-se leis justas... vivemos num país onde quem vai preso é o inocente e quem vem para a rua é o ladrão...e num jogo de luta.. o óbvio é o mais fraco que perde! Veja-se os erros médicos que MATAM as pessoas.. acontece o quê ao médico? Uma mera suspensão...que dizer dos Casapianos? Quem foi preso? O elo mais fraco..dos outros ninguém lá está e foram condenados! Alguns saíram do tribunal directos à TV e aos jornais dar entrevistas... não se generalize nem se fale do que se desconhece! NOJENTO é... agora não se conhecem as circunstâncias nem o processo para estar a dar palpites...e muito menos dizer à boca cheia que a justiça deve sr feita "olho por olho, dente por dente".. porque ainda não chegamos a viver como os primatas.. o país está em crise e recessão.. mas nem tanto...não há pessoas perfeitas...há erros mas não devem ser penalizados à vontade do freguês...

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  7. Ricardo: ficaste sem palavras assim como eu.

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  8. O novo Código Penal aplicado há dois anos para evitar a sobrelotação de prisões preventivas.. foi elaborado pelos juízes?? pergunte-se ao bastonário a opinião...Foram os juízes que o fizeram..? não me parece... Foi mais que falado, mais que discutido por todos os envolvidos e resultou? .. Francamente... este povo com esta mentalidade de catana e sachola...faz-me sentir triste...tomara eu que os juízes fossem subornados.. não andava de Seat de certeza!
    Informem-se melhor do funcionamento dos tribunais e das funções de um juiz...ok Petra?

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  9. Petra: é triste o mundo em que vivemos. A justiça é muitas vezes injusta. E é por coisas como esta que infelizmente acontece a justiça do povo. O que eu sempre achei é que deviam existir juízes talhados/especializados em casos destes, que lidam com pessoas (adultos ou crianças que foram vitimas de abusos), assim como deve existir uma cooperação entre os vários profissionais que actuam num processo destes. E isto não é opinião minha. Isto foi dito na Sic por especialista na matéria, tanto da medicina como do direito.Se esta cooperação funcionasse bem, casos como este seriam evitados.

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  10. Malena: percebo-te perfeitamente. Arranjam-se umas boas testemunhas e o caso fica resolvido.

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  11. Marge: é perfeitamente normal que todas as pessoas dêem os seus palpites.Uns concordam outros não.

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  12. http://www.dgsi.pt/jtrp.nsf/d1d5ce625d24df5380257583004ee7d7/1c550c3ad22da86d80257886004fd6b4?OpenDocument

    Aqui está o processo....
    Fiz a palpação mamária a C… levantou-se eu também me levantei, estávamos sentados, e faço essa palpação mamária sem estar a pensar que pudesse acontecer mais nada do que isso” e, mais adiante, “(…) a paciente abraça-me, põe aqui…está com uma barriga grande, eu estou deste lado, a C… está aqui à minha frente, ou estava, e eu… a C… põe-me mas de uma forma carinhosa, põe-me os braços assim aqui por cima do pescoço, estivemos assim, não posso dizer alguns segundos (…) e eu digo «está grávida» ou quer dizer, há ali um momento em que eu não estou…não é uma recusa, mas é uma notação (…) e a C... diz qualquer coisa do género «eu quero» ou «eu quero estar consigo» (…) entre uma situação de ternura e algum erotismo (…)”. Só em resposta a outras perguntas que lhe foram colocadas no sentido de concretizar como e em que circunstância se tinha realizado cópula é que o arguido refere que depois de ter dito «está grávida» “(…) A C… voltou-se de costas para mim, segurou no sofá onde estava (…) despiu-se da cinta para baixo, eu também infelizmente e houve uma coisa muito rápida”.
    Mais à frente o arguido negou ter introduzido o pénis na boca da ofendida.

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  13. Diz que contou à mãe que ele a masturbava e que a mãe, ao vê-la tão ansiosa, lhe disse para o fazer se isso lhe fazia bem... ora se isto é para ser respondido à catanada vou ali e já venho... e lendo tudo vê-se as contradições...enfim...é TUDO nojento.. menos chegar ao consultório e matar o médico com uma caçadeira!

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  14. Marge: o acórdão está aqui devidamente linkado, caso não tenhas reparado.Vem inclusive com o artigo.

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  15. No carro o pai ia a conduzir, a assistente estava ao lado e a mãe estava atrás e viu-a a enviar os sms e perguntou o que estava a fazer e ela disse que eram para o médico.

    Se, com tanto detalhe, nos atemos aos depoimentos do arguido e da ofendida é porque estamos a julgar um crime de violação, um crime muito especial, que se perpetra, por regra, em privado, sem a presença de quaisquer testemunhas.

    Eu nunca mandei sms aos meus médicos...é a palavra do médico contra a de uma desequilibrada... e quem perde? E a culpa é do juiz.. perante isto.. o JUIZ FOI NOJENTO?

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  16. Inês perante a mesma situação.. achas que em vez de gritar e denunciar na hora punhas-te a chorar? Trocavas sms com o médico? Olha a mim só me lá via uma vez...e não lhe dava tempo para se excitar...o que tivesse à mão era com o que levava...e aí o juiz já julgava de outra forma...

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  17. Marge: só um pequeno apontamento: neste blogue sempre imperou o bom-senso e o respeito pelas pessoas que aqui comentam.
    Posto isto, eu não admito que passes nenhum atestado de burrice às pessoas que comentaram especificamente este post e que muito menos envolvas nomes, como o da Petra.
    Qualquer pessoa tem o direito de comentar, como tu o tens, mas não admito nada que passe o bom-senso e o respeito.
    E não tentes fazer brigas aqui. Não vale a pena o esforço.

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