Hotel Room Service

sábado, julho 16, 2011

No meu estabelecimento hoteleiro não acontecem coisas destas.
Primeiro porque somos funcionários muito recatados e zeladores do respeito.
Segundo porque o elevador é pequeno, só dá para estarem duas pessoas com espaço.Três pessoas lá dentro já complicam as coisas.
Terceiro porque os meus hóspedes são muito recatados e respeitadores.
Quarto: no acto do check-in eu confirmo sempre se têm cinto de castidade e peço para o ver.
Quinto: os hóspedes não podem fazer barulho a partir de determinada hora. Existem crianças, existem pessoas idosas, logo tem que haver silêncio.
Sexto: os hóspedes que são casados, têm que o confirmar através de um inquérito expressamente concebido para o efeito.
Sétimo: se os hóspedes vivem juntos têm que o comprovar através de um outro inquérito.
Oitavo: se os hóspedes têm os filhos e os levam, tem a moral de não prevaricar no mesmo local onde estes se encontram.

Conclusão: o meu estabelecimento hoteleiro tem o nome de um Santo. Tendo o nome de um santo estavam à espera do quê???

De pessoas que pedem quartos para "descansar?"
De pessoas que vêm em aflição "ai que eu não aguento, dê cá a chave e depois dá-me o BI!!!!" ?
De preservativos esquecidos por usar?
De uma parte da cama partida (uma parte pequenina e discreta)?
De pessoas que perguntam "quanto custa?"
De pessoas que perguntam "podemos fumar no quarto?" 
De pessoas que encontram sempre a mesma recepcionista??
De pessoas que levam flores?
De pessoas que levam o belo do saco de plástico (esta coisa do saco de plástico deixa-me  com dúvidas existenciais acerca do que lá está dentro)???

Nós somos muito recatados, puritanos. Não permitimos poucas vergonhas, a não ser que seja única e exclusivamente para a procriação, e ao estilo da idade média, em que a única posição permitida pela Igreja Católica era a de missionário.  


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