sábado, outubro 29, 2011

Modo outonal

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que...... reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

William Shakespeare
Quanto tempo passamos para aprender?

Provavelmente terei passado parte do meu tempo, a aprender, outra parte a esquecer-me de que aprendi, e outra a parte a lembrar-me de que aprendi. Terei-me muito provavelmente lembrado do que aprendi por ter errado e por poder estar a errar. Futuramente irei aprender  porque errei por ter errado, ou estar a errar.
Porque é disto que a vida consta: aprender por ter errado, aprender por errar, aprender para não errar. Mas sempre estas palavras: aprender e errar. No fim descobre-se que se aprendeu porque se errou, e errou-se para se aprender. Maioritariamente não aprendemos por fazermos o certo, sim o errado. Pensamos que aprendemos, mas voltamos a cair no mesmo erro. Aprendemos e erramos, erramos e aprendemos.







quarta-feira, outubro 26, 2011

Só para relembrar

Está em vigor desde o ínicio deste ano, mas recuso-me a escrever de acordo com o Novo Acordo Ortográfico. Tudo bem que tenha que ler à maneira nova, mas não vou escrever de maneira nova. Gosto de substantivos com letras maíusculas, de p's, c's,t's, e do h mudo. Portanto, a não ser que me apontem uma arma, eu não vou usar a nova escrita.
Já me basta ter perdido o meu p de Recepcionista, e já me bastam o raio dos Anglicanismos, quanto mais "brasileirismos."
Já passaram por aqui?

domingo, outubro 23, 2011

Cimeiras

Das cimeiras que a UE faz pouco entendo, leio as conclusões, ouço quem a faz e concluo que é mais do mesmo, e que a coisa não ata e nem desata.
Mas esta semana, a história da cimeiras chamaram-me a atenção pelo simples facto de a França e Alemanha (países com uma crise escondida e os agiotas da UE), resolverem marcar uma outra cimeira para a semana, pelos simples facto de terem decidido que não iriam chegar a acordo nesta cimeira que se está a realizar hoje.
Perante este facto ocorrem-me que a Sodona Angela e Sodono Nicolas ou têm dons premonitórios, ou têm a certeza que "dominam o bairro", ou esta vida de andar em cimeiras e reuniões deve ser um regabofe daqueles. Será que fazem raves nas cimeiras???
Ou festas estranhas???
O que eu sei é que o casalinho político perfeito manda e o resto obedece, e eu não gosto disso. Não é suposto existirem igualdades??
É que a base da UE é a CECA e depois a CEE que foi criada com um Tratado de Roma que tinha como base um mercado comum Europeu, uma política comum Europeia, um desenvolvimento económico comum.
E que tal estes senhores voltarem a ter umas aulitas de história Europeia????

sábado, outubro 22, 2011

Yue Yue

Yue Yue, a menina que foi atropelada duas vezes e ignorada por dezoito pessoas na China, acabou por falecer. Não me espanta que tenha falecido porque os ferimentos eram de uma gravidade enorme. Espanta-me sim a desumanidade das pessoas que passaram por Yue Yue e ignoraram, as pessoas que a atropelaram e ignoraram o facto como se uma criança fosse uma caixa de papelão ou saco de plástico que aparecem na estrada.
Espanta-me o tamanho acto de egoísmo a que assistimos, ao acto de ignorar e deixar passar ao lado, como se fosse a caixa de papelão ou saco de plástico que alguém tira da estrada e põe na berma, mas que antes disso todos se desviam porque dá trabalho tirar a caixa ou o saco de plástico da estrada.
Este é o retrato de uma sociedade que é desumana para com o próximo, que não mostra nem um pingo de decência nem de sensibilidade e muito menos solidariedade tanto para o próximo, como para o que está ao lado.
Diz um dos jornais oficiais do país que "um egoísmo sem escrúpulos está a crescer na China" e "é suficientemente devastador para abalar os fundamentos da moralidade".

A título pessoal esta atitude não é somente falta de escrupulos e egoísmo. É o retrato de uma sociedade que põe constantemente em causa a liberdade de expressão, a liberdade das pessoas, que menospreza e maltrata as mulheres e as crianças, que muitas vezes desconhece a noção e a extensão das palavras Direitos Humanos.

quinta-feira, outubro 20, 2011

Khadafi


Khadafi foi-se. Morreu de morte bem morrida, bem matada e bem confirmada segundo consta. Fico muito contente. Ficamos com menos um filho da mãe neste planeta, e se há muito filho da mãe que se devia evaporar, os desta estirpe podem ir todos de uma só vez, que a malta agradece.
Mas no meio de tudo isto, fico com a dúvida sobre quem vai governar o país, quem vai ajudar no processo de transição para uma democracia em condições, que de preferência não tenha fundamentalistas e fundamentalismos para estragar a coisa.
Os rebeldes Líbios tinham uma causa em comum: acabar com o regime e tratar da saúde a Kadhafi. Ambos já estão feitos. Mas agora existe o "e agora????"
E agora, quem vai dar conta do grande recado que é unificar o país??Quem vai ajudar?Quem tem vontade para o fazer sem fazer uma transição diplomática que dure anos e anos??
E agora???Quem vai governar um país africano em desgoverno cuja grande fonte de economia é o petróleo???
Há candidatos???
Será que vão colocar um anúncio no jornal, ou vão surgir candidaturas espontâneas? 

quarta-feira, outubro 19, 2011

Reflexão

Entre as inúmeras citações e pensamentos que tenho guardados, tenho excertos do Livro do Desassossego de Fernando Pessoa. Hoje por acaso abri o documento que os contém e deparei-me com este texto que considero uma excelente reflexão.


"Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades. Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje - tantas vezes e em tanto o contrário do que eu a desejara -, que posso presumir da minha vida de amanhã senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade? Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir. Nunca fui senão um vestígio e um simulacro de mim. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto."

Fernando Pessoa - O livro do desassossego

domingo, outubro 16, 2011

Pitbull

Não tenho um especial prazer em ver o magricela do Marc Antony que parece estar a precisar de um cinto para as calças não cairem, nem em ouvir o ahhhhhhhhhhhh que grita a dada altura.
Mas o facto é que o Ai ai ai ai ai ai ai meio aciganado meio dor de dentes e restante ficaram aqui entranhados, e não quer sair.
É impressão minha ou a letra tem o seu que de "sacana"????
Mas quem é que raio quer que lhe chova em cima????

Indignação

Indigna-me a nova taxação do IVA, não me passa pela cabeça acreditar que um salário de 1000 € na Administração Pública é um bom salário, garante qualidade de vida e que por esse facto os "sortudos" vão ver-se sem Subsidio de Férias e Subsidio de Natal.E a justificativas dadas não servem, nem a mim e julgo eu que a ninguém
Indigna-me ler que desde 1974 o nosso salário mínimo subiu menos de 100 €, e revolta-me ver os nossos políticos, gestores, directores e administradores que acumulam salários milionários, ou abdicam destes em troca de reformas que também o são.
Indigna-me o facto de todos os dias ver injustiças, de desde 1974 existir um favorecimento dos que nos "governam", os tachos e as panelas de pressão, as cunhas, os bons veículos, e o arsenal tecnológico da Apple.
Indigna-me viver num país em que uma oposição politica de opõe porque fica bem, e não mostra e não apresenta alternativas. Indigna-me ver que vivo num país em que os nossos políticos, sem excepção estão mais ocupados em opinar contra isto, aquilo e outro, em gerar a confusão, do que em sentarem-se a uma mesa e pensarem em conjunto "ora bem. Como é que vamos resolver isto???"
Indigna-me ouvir dizer que temos que fazer sacrifícios, quando muitos não sabem o que significa a palavra, assim como não consta no dicionário da vida destes a palavra crise.
Indigna-me ver que os próprios militares estão prestes a manifestarem-se.
Indigna-me ver no facebook a imagem de um artigo de jornal onde está escrito que Salazar abdicou de 25% do salário. Foi um gesto exemplar, mas indigna-me terem que dar o exemplo de um ditador para uma questão destas. Salazar abdicou do salário, endireitou as finanças, e a minha família fez kms a pé para irem para a escola. 
Indigna-me ver que um prato de sopa é considerado um bem de luxo,enquanto que o golfe é um bem essencial.
Indigna-me ver muita personalidade que fala, fala e fala, não diz nada, mas não fundo quer e pede sangue.
Indignam-me as manifestações, as indignações, as greves, porque são o sinal vivo do que está mal. Indigna-me quem usa ou tenta usar a manifestação que me indigna pelo facto de ser necessária, para fazer propagar a violência. Mesmo que me digam que o que eu vi foi "manipulação", não deixo de me revoltar contra pessoas que querem tornar violento algo se quer pacífico. Violência gera apenas mais violência, nada mais. Gera destruição, sangue, horror e terror. E isso indigna-me e muito.

Partilha

Apesar de não ser garantia de nada neste momento, é algo de bom, de "seguro".
Dia 14 de Outubro não recebi nenhuma carta em casa a dizer que tinha os meus serviços dispensados.Isto significa que estou efectiva no estabelecimento hoteleiro. Com todas as coadjuvantes e agravantes, claro está, porque isto não é nenhum mar de rosas e ainda está muito longe disso.Penso que nunca vai ser um mar de rosas, mas gostava que os espinhos fossem mais pequenos.
Mas estou efectiva, e apesar de hoje a palavra efectiva ou as palavras sem termo ou termo incerto, não significarem e não garantirem nada, sabe bem pensar que provavelmente vou demorar mais tempo a requerer um subsidio de desemprego, a estar em casa a bater com a cabeça.
É que apesar dos meus espinhos sabe bem esta sensação de semi-segurança. E é por me sentir semi-segura que partilho este pedacinho de felicidade convosco.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Dia da Saúde Mental

Hoje é o Dia Mundial da Saúde Mental.
Não me vou alongar no tema, mas ressalvo o que tenho dito ultimamente. A nossa cabeça é uma máquina indecifrável, hoje todos podemos estar bem, amanhã não sabemos como vamos estar. Sim existem factores que podem influenciar a propensão para o problema, mas neste assunto, há sempre um grande mas....

A Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais garantem o direito de todas as pessoas a gozar do melhor estado de saúde física e mental possível de atingir, assim como a ter acesso à assistência médica, sem ser alvo de qualquer tipo de descriminação.
A Constituição da Organização Mundial da Saúde menciona os aspectos físicos, mentais e sociais do nosso bem-estar, que estão todos estreitamente relacionados entre si. As doenças mentais afectam gravemente o nosso corpo e as nossas relações sociais, enquanto os problemas de saúde física, especialmente quando são graves e prolongados, podem ser fonte de isolamento social e causar transtornos mentais.
Mas muitos países não proporcionam tratamento adequado a quem sofre dessas doenças mentais, ainda que o tratamento seja relativamente pouco dispendioso e fácil de dispensar. A grande maioria das pessoas com problemas mentais, neurológicos ou de dependência de certas substâncias não recebe os cuidados mais elementares. Esses serviços são fundamentais, se quisermos dar a algumas das pessoas mais marginalizadas do mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, alguma esperança de ter uma vida digna.
O programa de acção da Organização Mundial de Saúde, intitulado “Preencher as Lacunas em Matéria de Saúde Mental”, é a resposta mundial à grande procura deste tipo de serviços de saúde. Exorto todos os países a aderirem aos objectivos deste programa e a empenharem-se em alcançá-los. Se fossem dispensados os cuidados apropriados, seria possível tratar dezenas de milhões de pessoas que sofrem de depressão, esquizofrenia, epilepsia e outras doenças.
Devemos derrubar as barreiras que ainda excluem aqueles que sofrem de doenças mentais ou psicológicas. Não há lugar no nosso mundo para a discriminação de quem sofre de doenças mentais. Não pode haver saúde sem saúde mental.

Declaração do Secretário Geral da ONU.


Diz o site da RTP o seguinte:

"Cerca de 450 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de um transtorno mental ou de conduta Só a depressão significa viver em média mais de 12 anos com incapacidade. Os especialistas consideram que é fundamental lutar contra a discriminação."

Dá que pensar, não???

Prioridades

 "Desculpa, passou-se isto, aquilo e outro, e levantei-me às não si quantas horas."
"Não preciso de ser a primeira prioridade, mas também não gosto de ser a última."
"Tens razão, desculpa.Mas tive X,Y  e Z para fazer e deixei o telemóvel em casa.Mas estás chateada?"
"Não vês pela minha voz?"
"Mas desculpa."

E não, não é a primeira, nem a segunda e muito menos a terceira vez que acontece
Se não me importasse de ser a última prioridade, ou de não o ser, era porque alguma coisa se passava.
Digo eu....
E não, amanhã não vou nem mais bem disposta nem menos chateada, porque está dito mas não está falado.
Se fosse tudo bonito, era uma chatice.E não, não vou lá nem com falinhas mansas nem com mimos e coisas dessas.

Momento insano do dia (79)

Ah pobres desgraçados dos espermatozóides, passam parte da vida num engano total. E parte da vida para ser o primeiro a chegar. O pior é quando o primeiro desgraçado chega e dá com a cabeça na parede.


4koma comic strip - The Consequences of Sex

Mas com jeitinho ele também pode chegar e não dar com a cabeça em lado nenhum. Mergulha de cabeça.


domingo, outubro 09, 2011

Presunção e água benta

Já diz o ditado que presunção e água benta, cada um toma a que quer. E o Cristiano Ronaldo tomou presunção em grandes doses, toneladas dela.
"Quem gosta de futebol, gosta de ver jogar o Cristiano."
Palavras para quê????O Cristiano é a Selecção, a Equipa, o Treinador, o País.Cristiano é o maior, porque faz grandes fintas aos adversários, e está quase a fazer o favor de jogar pela Selecção, porque não está a 100%.
Os meus parabéns ao Capitão da Selecção, pela modéstia e humildade com que faz questão de nos brindar.

sábado, outubro 08, 2011

E mais estrelas

Assim de repente, parece que as estrelas se tornaram um tema recorrente aqui do estebelecimento blogosférico.
Mas existe um culpado para voltar a falar das estrelas hoje. O culpado é o Público.
Hoje vai haver uma chuva de estrelas e segundo percebi, pode ser vista o olho nu aqui pela malta. Da minha parte vou estar de pescoço erguido a olhar para o céu, e só espero que não tenha a má sorte de ter o céu encoberto hoje à noite. É que quando foi o eclipse total da lua, eu fiquei a ver navios porque o céu estava encoberto.

Se falo em estrelas e em chuva delas, não posso deixar de falar do luar. Assim sendo que tal verem a chuva de estrelas e dançarem ao luar???
Fica a sugestão, devidamente musicada (na minha opinião).

" (...)Dancing in the moonlight
everybodys feeling warm and bright
its such a fine and natural sight
everybodys dancing in the moonlight (...)"


sexta-feira, outubro 07, 2011

Hora do Vitinho (102)

Andei muito tempo para descobrir este som puro anos 80.
Esta música tem um je ne sais quoi, um grande grande je ne sais quoi.


quinta-feira, outubro 06, 2011

Amália

Faz hoje 12 anos que Amália Rodrigues faleceu. Não me vou pôr a divagar e a dissertar sobre a mulher que foi, o legado que deixou, porque concerteza que existem e existirão pessoas que o farão hoje muito melhor do que eu.
De Amália, que faleceu faz hoje 12 anos, e que toda a gente conhece e canta por pouco que seja, deixo da minha parte estes dois fados. "Uma casa Portuguesa", e o "Barco Negro".
Existem mais, muitos muitos mais, que tão bem nos cantam, cantam e choram a saudade, a alegria, a tristeza, o amor, o destino, mas eu destaco estes.
O primeiro porque nos canta.
O segundo porque é um poema belíssimo,






quarta-feira, outubro 05, 2011

Vou ali e já venho




A vossa opinião não sei mas até quero ficar a saber.
Por aqui as moves do Jagger são apreciadas ou nem por isso??
Pessoalmente não as aprecio nada, acho que o esqueleto do Jagger um dia se desconjunta e nunca mais se junta.
Mas este moço que canta, o Adamzito pode fazer as moves que quiser, e bem entender. Penso que a ala feminina não se incomoda.



Vou só ali babar-me com este pedaço "de qualquer coisa" e já volto.
 Quanto a vós, experimentem as moves do Jagger e digam-me qual o efeito que surtem nos outros.
Será que as moves fazem moves no ser humano?

terça-feira, outubro 04, 2011

Help

Andava eu toda contente a pensar que tinha sido ostracizada, mas o meu pobre estabelecimento blogosférico já está maléfico!!!!
Como é que se trata da maldição???
Socorro!!!!

Adenda à hora do Vitinho (101)

O raio do youtube de vez em quando faz-me estas partidas e troca-me as voltas!!!
Eu sei que o Blogger tem a pré-visualização, e verdade seja dita eu uso-a na maior parte das vezes. Ou quando não a uso visualizo o post depois de publicado. Depois existem as infimas vezes em que não o faço e me deparo com o código para o vídeo, mas sem o dito.

Ora o vídeo do Vitinho é este:

Coisas de gaja

E hoje pela enésima vez voltei a olhar para o arsenal de limpeza da tez e voltei a dizer:
"Inês!!!Se gastas dinheiro nestas coisas tens que as usar!!Mau!!!Ganha juízo!!Vais fazer 31 anos!!Deixa de ser preguiçosa!!"
(Não me lembro já é da ordem de uso dos ditos....)




E hoje descobri também que não são só as princesas e as rainhas que têm castelos. As torneiras também têm o seu castelo.


E hoje, dei um salto a uma sapataria onde vou habitualmente, agradeci o facto de ter umas botas de cunha que ainda estão (ou voltaram a estar na moda), e de neste Outono/Inverno e Primavera existirem botas com um salto que eu consigo usar. Salto alto, mas largo para eu me conseguir equilibrar bem nos ditos, e não me esbardalhar no chão.
Mas eu não gostei nada do preço!! O dono da loja disse-me que são Made in Portugal, e que a qualidade das ditas é boa. Disso eu não duvido, porque tudo o que eu compro lá dura mais do que o habitual nestes meus pés que são de tudo menos de cinderela. Mas custam 75€!!!75€!!!


Imagem retirada do Catálogo online da Bershka
Estão esta botinha aqui em cima??A minha pessoa gosta muiiiiiito delas, já esteve de olho nelas. E custam menos 25€ do que as que eu vi. Logicamente que não são feitas cá na terra,até podem serem feitas por mão-de-obra bem barata (o que não duvido e a ser verdade não me espanta).
Mas...
Oh senhores que fazem as coisas completamente Made in Cantinho à beira-mar plantado: a malta quer muito comprar coisas feitas cá, porque sabe que ajuda à nossa economia, e que "o nacional é bom". Mas não podem moderar os preços???É que a malta não ganha toda uma pipa de massa, e estamos em crise. Por muito que a malta queira impulsionar a economia, não pode gastar parte de um ordenado assim do nada. E por esse facto a malta acaba por ir ao grupo Inditex e afins, a comprar calçado Made in qualquer lado menos cá.

Enternecida

Estou absolutamente, completamente, tudo acabado em ente, emocionada, abismada, enternecida (etc....) com esta declaração de amor.
E fala a moça quase anti-lamechices e coisinhas românticas e que olha de lado para ramos de rosas.


Hora do Vitinho (101)

"Tu és uma chata!!!!"
"És umas nervosa, andas sempre em stress!!"
"Fala mais devagar!!"
"Café????Queres outro café???"

Aqui a malta entende-se, não se apontam qualidades, isso é chato. Vai-se logo aos defeitos, o que é bem mais prático.


Ele....tem um ar de fanfarrão, e de ninguém se mete comigo.Tem tanto de calmo como de stressado, ou uma coisa ou outra.É chato.

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segunda-feira, outubro 03, 2011

Château

Mas como é que aquele modelo de bom-senso, de saber estar, de postura, aquele icone da moda e do social, aquele modelo de sanidade mental, que é o Zezito Castelo Branco está envolvido nesta coisa sórdida?
Aquele modelo de castidade e de pureza, aquele pedaço de mau caminho que faz mulheres solteiras e casadas, viúvas, comprometidas  e divorciadas sonharem com ele noites e noites seguidas???
Como????Mas como????

Que grande regabofe que para aqui vai.....

domingo, outubro 02, 2011

Blogger

O meu estabelecimento blogosférico está a aparecer-vos como um sítio maldito ou nem por isso???

Desse lado conseguem ver tudo em condições???

sábado, outubro 01, 2011

Hora do Vitinho (100)


Um dia hei-de encontrar…» Assim começam quase todos os sonhos de amor e esperanças de amizade. Quem assim sonha, já está meio derrotado, já está meio desiludido porque, em vez de esperar pelo encontro que deseja, já está a procurar. Imaginando parcialmente a pessoa que se quer encontrar, como se ela já existisse, com as medidas que o coração encomendou, está a fechar-se em si mesmo. E assim se fecha também ao mundo.
   O encontro de duas pessoas só se torna um encontro de almas se ambas estiverem abertas uma para a outra. Mesmo o maior amor não impede as almas contrárias de se magoarem. É por isso que se têm de conhecer profundamente; para se aceitarem como são, sem exigirem uma à outra o que não têm, nem são, nem querem vir a ser. Duas almas só se dão em amor quando uma e outra aceitam tudo o que a outra lhes dá. Incluindo o que não querem.
   Mas é maior a dor que vem do desconhecimento do que aquela que sabe por que sofre. Todas as almas são muito imperfeitas. É mais bonito conhecer-lhe imperfeições do que embrulhá-las em ilusão.
   O amor é um processo contínuo de conhecimento e aceitação. Não é um arrebatamento. Não é uma loucura. É um acto de inteligência, de curiosidade e de carinho sem fim. Não pode amar, nem ser devidamente amado, quem não suportar a verdade ou for incapaz de resignação.
   O amor é um perpétuo encontro, em que cada encontro quer ser o último; (…) É preciso ter-se amor à alma inteira. É preciso ter-se amor à verdade. Isto só se alcança com o sofrimento, que é a prova de amor mais certa que há.
   Encontrar é, ao mesmo tempo, juntar e opor, abraçar e empurrar. As contrariedades são essenciais - à curiosidade, à atracção, ao desejo (por espúrio que seja) de superá-las. É através delas, as diferenças, que se estabelece a distância entre um e outro, sem a qual não pode haver amor. Quem ama alguém ama por quem é. Eu amo alguém que me está sempre a lembrar quem ela é - e não a mim.
   O amor não é um fim nem um meio - é uma condição. É por isso que o verbo amar é o que mais se parece com encontrar.

Miguel Esteves Cardoso


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