domingo, dezembro 30, 2012

Para 2013

Podia alongar-me mas prefiro ser sucinta.
Riam, chorem, sonhem, esperem, alcancem  tenham esperança, mas vivam.
Acima de tudo vivam cada dia do próximo ano. Ou pelo menos tentem...
Eu vou fazer a minha parte, façam a vossa.
Ninguém disse que a vida é fácil. Mas ninguém disse que ela não valia a pena!!




Sobre 2012

Creio que ter assumido as minhas fragilidades, tornaram-me uma pessoa mais forte.

sábado, dezembro 29, 2012

Outra espécie de desejo para 2013

As melhores e maiores mudanças que fazemos são as que vêm do nosso interior.

If You Wanna Make The World
A Better Place
Take A Look At Yourself And
Then Make That . . .
Change!

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Espécie de desejo para 2013



"What the world needs now is love, sweet love
It's the only thing that there's just too little of
What the world needs now is love, sweet love,
No not just for some but for everyone (...)"

Amor
O mundo precisa de amor.
Não só o amor romântico como o conhecemos  mas acima de tudo amor entre os homens, aquele amor fraterno que faz o mundo mexer.

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Hora do Vitinho (161)

Festas felizes

Amigos,
Este não foi o Natal que merecíamos. Muitas famílias não tiveram na Consoada os pratos que se habituaram. Muitos não conseguiram ter a família toda à mesma mesa. E muitos não puderam dar aos filhos um simples presente.
Já aqui estivemos antes. Já nos sentámos em mesas em que a comida esticava para chegar a todos, já demos aos nossos filhos presentes menores porque não tínhamos como dar outros. Mas a verdade é que para muitos, este foi apenas mais um dia num ano cheio de sacrifícios, e penso muitas vezes neles e no que estão a sofrer.
A eles, e a todos vós, no fim deste ano tão difícil em que tanto já nos foi pedido, peço apenas que procurem a força para, quando olharem os vossos filhos e netos, o façam não com pesar mas com o orgulho de quem sabe que os sacrifícios que fazemos hoje, as difíceis decisões que estamos a tomar, fazemo-lo para que os nossos filhos tenham no futuro um Natal melhor.
A Laura e eu desejamos a todos umas Festas Felizes.
Um abraço,
Pedro.


Olá Pedro!!Boas Festas!!E bom post no facebook. Atrevo-me a dizer que tal como o post de Setembro, também este vai ter um número elevado de partilhas e de comentários. Mas adiante Pedro, adiante...Eu não votei em ti, mas infelizmente o acto de ter exercido o meu direito a votar ajudou que fosses nosso 1º ministro. E sinceramente, verdade seja dita pensei que fosses fazer um bom trabalho, melhor do que o do governo anterior. Achei mesmo, que apesar da dívida e do empréstimo que nos foi feito, que nos irias levar a bom porto com as promessas e com o governo que apresentaste. Mas Pedro, pá...eu e muitos sentem-se enganados, defraudados com este quase ano e meio de governação. Não estava à espera que cumprisses tudo o que tinhas prometido, isto porque os políticos mentem e tu não és excepção à regra. Contudo eu e muitos deram-te tolerância nos primeiros meses, por o défice estar maior do que aparentava, pelas contas estarem mal, por serem necessários mais sacrifícios do que os que seriam necessários. Mas a tolerância passado todo este tempo é zero, e a paciência para ler os teus posts e ouvir as tuas declarações já passaram o limite do razoável, assim como passou o facto de atribuires as culpas ao governo do Zé. Contas feitas já governas este país há tempo suficiente para teres   visto e revisto as nossas contas em conjunto com o Vitor, já sabes muito bem quanto temos que pagar. Mas o problema Pedro, não só é só da forma, é do conteúdo. Apesar de vires mostrar a tua solidariedade para os que não tiveram uma mesa farta e o mesmo número de prendas, isso a mim não me serve de nada Pedro. Nem a mim, nem a ninguém, por um motivo muito simples: Pedro tu não vives com 500€ por mês e nem a Laura deve viver. O teu ordenado e o da Laura dão muito bem para que vocês tenham o mesmo nível de vida de anteriormente. E...Pedro nem deixes a Laura dizer que tal como a Maria Cavaco Silva faz compras no hipermercado, porque então é que a porca torce o rabo! E nem te lembres de dizer que tens marcas brancas em casa. Ao contrário do que pensas isso não te torna humilde, muito pelo contrário. Mas adiante porque já estou a divagar.
Pedro, pedes para que façamos um esforço a olhar para o futuro dos nossos filhos e netos?? E eu ?? Eu não tenho filhos ou netos, estou a fazer um esforço para o futuro de quem? Dos meus gatos? Mas Pedro...referes-te a que futuro? O futuro negro do próximo ano? Pá....já está negro, negríssimo !Vais conseguir arranjar novos tons de negro para que não vejamos o futuro de outra cor que não essa? E o teu esforço Pedro, onde fica? Onde fica o esforço dos teus ministros, secretários de estado e semelhantes? Onde está o esforço do parlamento, dos grandes gestores deste país? Onde está o esforço dos teus amigos? Onde está o esforço do estado? Ai estão a esforçar-se? Até acredito que estão, mas Pedro, se estás no direito de me exigires mais e mais, eu também tenho o direito de exigir o mesmo a ti e aos teus amigos.
Pedro, se não tens que me sustentar (faço os meus descontos  logo tenho direito a tudo), eu também não tenho que o fazer. Se afirmas que nós vivemos acima das nossas possibilidades e temos que aprender a (sobre)viver porque carga de água o nosso governo e semelhantes vivem acima das possibilidades e da realidade económica? Pedro achas correcto pedires tanto, quando o exemplo não vem de onde deve vir, isto é de cima? De que serve pagar uma divida se tu a aumentas? De que servem as inúmeras medidas que apresentas, quando são precisas menos mais? De que serve anunciares cortes na despesa estatal, quando o que queres é aumentar a receita?
Oh Pedro, deixa-me que te pergunte: frequentaste mesmo alguma aula de economia? E o Vitor?
Pá....eu tenho quase a certeza de que não. Porquê? A resposta é simples: a receita do estado só aumenta verdadeiramente se consumirmos. Tu precisas do nosso consumo para que a receita suba e o défice baixe, não precisas só de cortes. Aliás, como se vai vendo os cortes não estão a ter qualquer utilidade.

Pedro, posto isto vens pedir para que continuemos a cortar pelo futuro dos nossos? Achas mesmo que esse apelo funciona? E quando chegarmos definitivamente ao tempo de uma "sardinha" para três? Vais continuar a pedir? Pedro...nós temos dado tudo...E tu? O que nos dás em troca? Mais cortes, mais aumentos? Onde é que está o estado social, o acesso gratuito ou quase a serviços básicos como uma consulta? Continuas a pedir esforços? Oh Pedro...sintoniza bem a tv, porque os noticiários que vês não são os mesmos que vemos. Pedro, já não se pode cortar nem mais, nem em mais nada. Não suportamos mais austeridade ao contrário do que diz o Fernando Ulrich.
O nosso futuro e o futuro dos nossos não está no que nos tiras todos os dias, sem dares nada em troca. O nosso futuro e o dos nossos está em sobrevivermos neste "país", e isto está cada vez mais complicado.

Continuação de festas felizes.
Um abraço,
Inês

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Menino que chora

Não faço ideia se está amaldiçoado ou não, mas esta relíquia está no meu quarto há pelo menos 25 anos.



Conta a lenda que este e outros quadros dos "meninos que choram" foram por pintados por Bruno Amadio, que assinava como Giovanni Bragolin, 
Conta a  história que Giovanni Bragolin, tanto que ansiava por fama que fez um pacto com o Diabo que o inspirou a pintar os famosos quadros.
Exste quem atribua aos quadros mensagens ligadas ao satanismo e ao suposto pacto que o mesmo teria efectuado com o Diabo para que os seus quadros vendessem com sucesso. Neste pacto teria de pintar crianças sofredoras. Outro boato sustenta que o pintor se deslocou a um canal de televisão e pediu em directo às pessoas que possuíssem o quadro para se livrarem do mesmo para evitar mais sofrimento. Arrependido pediu perdão por todo mal que a sua ganância havia causado a tanta gente. 
Outra versão é que o quadro retrata um menino de um orfanato visto por Giovanni e que anos mais tarde, durante um fogo que ocorreu nesse mesmo orfanato, o espírito da criança ficou preso no mesmo. Desde então  que corre o mito de que quem possui o quadro sofre todo o tipo de desgraças pois o mesmo é amaldiçoado. 
Vários incêndios ocorridos em casas em Inglaterra, destruíram tudo o que existia dentro das moradias acidentadas. Diz-se que todas as casas tinham uma réplica do quadro “O menino que chora”, e que era a única coisa a ficar intacta. Diziam que a criança saia do quadro durante a noite para tentar matar as pessoas da casa e que depois incendiava a mesma. 
A polémica foi tal que o Jornal “the Sun” pediu a todos os ingleses para queimarem os quadros, para a maldição ir embora.
Conta-se ainda que o olhar da criança seguia qualquer pessoa que passasse junto a ele e que o mesmo era amaldiçoado. Hoiuve quem defendesse que o quadro não deveria ser queimado, porque uma grande maldição se apoderaria de quem o fizesse. Assim portanto o quadro teria que ser deitado a um rio que corresse para sul e a pessoa teria de se afastar do local sem nunca olhar para trás. Se o mesmo fosse deitado para o lixo, misteriosamente aparecia na casa de quem o tinha feito, alguns dias mais tarde. Conta-se também que a criança do quadro teria sido morta num ritual satânico e portanto a imagem estava amaldiçoada. 


domingo, dezembro 23, 2012

Apontamento Natalicio

Desejo a todos um Feliz Natal.


sábado, dezembro 22, 2012

Casas de banho

Se há coisa que me irrita nas casas de banho públicas (para além da falta de papel),é o seu tamanho. Está certo que sou magra, mas rogo pragas pelo facto de ter que deixar a mala de viagem fora do espaço minúsculo.Não cabemos as duas na casa de banho!!!E se me levam a mala enquanto faço as necessidades? Saio da casa de banho quase de calças na. mão a dizer que foi roubada?
Devia ser bonito...

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Promessas

Se o mundo não acabar dia 21 prometo que vou para um convento, redimir-me dos males que fiz neste mundo de antro, pecaminoso, leviano e de maus caminhos. 
E vou cumprir todos os votos exigidos pela ordem religiosa. Afirmo ainda que vou no óptimo caminho para o celibato!!Em linha recta, e das grandes!!


Sobre o fim do mundo

Apesar de Vladimir Putin saber quando o mundo acaba, para muitos o fim da nossa existência é amanhã.
E vamos deixar de existir por vários motivos, a saber:
Vinda do Anti-Cristo;
Inversão dos pólos magnéticos;
Colisão do planeta Nibiru com o nosso planeta;
Queda de um meteorito na terra;
Vinda de Cristo que vem cá abaixo ver isto;
Tempestades, terramotos, maremotos e afins;
Nova ordem mundial e semelhantes.

Mas a brincar, a brincar, o dia de amanhã assusta-me um bocadito. Andam por aí muitos esgroviados das ideias que são capazes de coisas terríveis, como suicídios em massa (já aconteceu), ou massacres, atentados. Mentes doentes são perigosas, ainda mais num tempo em que abunda informação pela net, teorias da conspiração, e formas de "salvamento".
Isto sim assusta-me verdadeiramente, isto sim é um sinal do fim do mundo.

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Bom de ouvir



E melhor ser alegre que ser triste
Alegria e a melhor coisa que existe
E assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
E preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba não
Fazer samba não e contar piada
E quem faz samba assim não e de nada
O bom samba e uma forma de oração
Porque o samba e a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Poe um pouco de amor numa cadencia
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba não
Porque o samba nasceu la na Bahia
E se hoje ele e branco na poesia
Ele e negro demais no coração.
Vinicius de Moraes

terça-feira, dezembro 18, 2012

Uma fotografia por dia (22)


Coisas de gaja

Gaja que é gaja gosta de lamber montras.
E gaja que é gaja gosta de lamber montras a preços acessíveis.

Esta gaja que vos escreve, é pessoa para lamber 20 montras, entrar duas e três vezes nas lojas das respectivas montras, dizer delicadamente que só está a ver e sair da loja sem nada, (deve existir muita empregada de loja que deve odiar a gaja magra com óculos azuis e pretos).

Esta mesma gaja tem dificuldade em comprar roupa, e apesar de ter um centro comercial perto de casa, como é uma indecisa nata, acaba sempre por fazer compras no Barreiro, onde tem sempre mais uma opinião ou duas, antes de trazer da loja alguma coisa, ou não trazer nada.

Esta gaja que vos escreve faz muita compra no Grupo Inditex e semelhantes tem uns achados de "marcas", e também da loja de roupa da terra. Contudo em Novembro esta gaja que vos escreve encontrou no Chiado e no Barreiro, uma loja com roupa gira, colorida e barata e açambarcou uma camisola e um casaco, ficando a deitar olhinhos a muitas outras coisas e a rogar pragas pelo facto de a loja não existir aqui para o Oeste.

Contudo esta gaja que vos escreve, ia a deambular descansada da vida nas Caldas da Rainha (essa bela localidade), quando vê que no lugar da extinta Mango (aberta durante mais de 10 anos, mas que fechou no fim do mês passado), o logotipo da dita loja que viu no Chiado e no Barreiro.

Basicamente, esta gaja que vos escreve deu pulinhos de alegria interiores, por ter mais uma montra para lamber, mas uma montra de que desgostou. Em suma, vai abrir a Tally Weijl aqui para os meus lados e a minha pessoa está contente da vida!!!Só espero não me sentir defraudada, como me sinto por vezes com o Grupo Inditex e semelhantes.




segunda-feira, dezembro 17, 2012

Hora do Vitinho (160)

Pergunta

Se já inventaram uns bombos Lindor, para quando uns bombons dodot, evax ou ausonia?

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Choque

Estou em estado de choque com mais um massacre nos EUA, o segundo maior de sempre. 
Nunca iremos saber o que leva alguém a cometer esta insanidade, mas a lei de uso e de porte de arma tem de ser revista urgentemente.
Contudo, ter licença de pose de arma e poder comprá-la quase ao mesmo tempo em que se bebe um café é inconcebível seja onde for.

Muito sinceramente espero que Obama consiga fazer com que esta lei do século XIX seja devidamente alterada e reajustada, se bem que sei que tal é difícil, tal é a mentalidade de muitos dos Congressistas.

Primeiro post do Andrei

Um dos desgostos que tinha com o Nokia era não conseguir entrar na plataforma do blogger.Mas até nisso tenho a vida facilitada.O Sony miro deixa-me fazê-lo sem qualquer problema.Tem um mundo de aplicações sem fim, o instagram (que andava desejosa de experimentsr.....Enfim é um mundo nnovo...Só o teclado é que me mexe com o sistema: demoro uma eternidade a escrever.

Andrei

Depois de procurar e de pensar, segui o sábio conselho do meu pai e comprei um "Andrei".
Este aqui:

E até agora estou contente com o dito, apesar de agradecer o manual que vem com o Andrei e com o que está disponível online. Basicamente é um mini computador.
Apenas rogo pragas por na terrinha não haver Wi-fi ou hotspots, e por não ter conseguido descobrir ainda que raio de luzes o bicho tem. 
E já comprei a bolsa para o bicho, não vá o diabo tecê-las.Porque em termos de esbardalhar telemóveis sou   perita no assunto. E a avaliar pelo aspecto este não é daqueles que cai na sanita e consegue ficar fresco e fofo.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Universidades

Querem sentir a adrenalina de estudar numa Universidade Norte Americana assombrada?
Basta irem aqui e escolher.

Pessoalmente gostei bastante das assombrações do Universidade do Ohio, da Universidade Estadual de Cal, do Colégio de Bradford e da Universidade de Notre Dame.

terça-feira, dezembro 11, 2012

Manoel D'Oliveira faz 104 anos



"Aniki-bébé
Aniki-bóbó
Passarinho tótó
Berimbau, cavaquinho
Salomão, sacristão
Tu és polícia, tu és ladrão"



Alucinações natalicias

Tia - "Inês. Vai ver se o Menino Jesus já está a descer a chaminé!!"
Inês - "Já lhe vejo os pés tia!!Já lhe vejo os pés!!"

Inês, há quase 25 anos a ser a comédia familiar na época de Natal da família paterna.



segunda-feira, dezembro 10, 2012

Nobel da Paz 2012

A União Europeia recebeu o Nobel da paz 2012.
Tem todo o sentido.
A UE não se encontra em guerra económica, nem instável socialmente.
Para além do mais todos estamos cientes do diálogo que existe entre os países membros e do grande espirito de entre ajuda e de união existentes. A moeda que usamos não foi criada nem pensada para proveito de uns e desproveito de outros. A economia é sustentável.
Não existem favoritas, nem agiotas e muito menos explorados.

Posto isto afirmo que para o ano a Ângela Merkel e o Vitor Gaspar vão receber o Nobel da Economia.


sábado, dezembro 08, 2012

People help the people



Confesso que da primeira vez que ouvi, parei o que estava a fazer para prestar atenção à musica e à letra.

Enquanto aspiro penso

Verdade seja dita, quando nos habituamos e habituamos outros de que somos fortes, outra coisa não se espera de nós. Espera-se que eu seja uma fortaleza impenetrável.
E sou, admito que sou uma fortaleza, mas com algumas fissuras.
Há quem diga que sou grande, uma heroína. Provavelmente há quem me considere um milagre, alguém quase sobrenatural.
Há quem me questione e se questione como consegui ultrapassar uma vida que não foi, não é, e nem será fácil.
Há quem se pergunte e me pergunte como eu consigo rir, levar a coisa com algum riso e boa disposição.
Há quem me diga que não sabe como eu aguento, como eu não me deixo levar na onda, como ainda não me  fui verdadeiramente abaixo.
Há quem se interrogue e me interrogue de onde vem a "minha força", de como eu consigo relativizar as coisas e de não dar mais importância do que elas merecem.

A resposta é simples:
Quando se cresce num ambiente disfuncional, vivendo com uma doente mental e assistindo a consultas, internamentos, tentativas de suicídio/chamadas de atenção, têm-se duas soluções: a mais fácil e a mais difícil.E eu optei pela mais difícil  Podia ter-me "acomodado" com o que vivi o observei, ter crescido nessa sombra, usar a "sombra" como forma de vida, desistido de lutar, pensar que aquele seria o meu modo de vida.
Ao invés, optei por "puxar" por mim mesma. Criei a minha defesa. Tornei-me numa pessoa um pouco dura, em alguém que afirma que os afectos não se medem por beijos abraços e mimos, mas pelos gestos, pelas atitudes. Ao "puxar" por mim, "obriguei-me" a crescer de forma diferente de muitas pessoas, provavelmente tornei-me numa pessoa mentalmente forte. Aprendi a não aceitar rótulos e estigmas, vi que viver colado a uma doença mental e a tirar dividendos dessa mesma não nos traz nada de bom. Nunca aceitei as palavras coitadinha e pena na acepção mais corriqueira, assim como nunca quis ser vitima ou vitimizar-me de algo.
Sempre quis viver, e quero viver.
E o que faço para o conseguir não me torna melhor do que ninguém. Faço apenas o que me compete como pessoa.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

PPC 2012

Já tenho o destinatário do PPC 2012.
Apesar de só ter feito ainda uma análise por alto,parece-me ser um blogue interessante.
Agora debruçar-me sobre o dito, "conhecer" a pessoa e pensar no belo do postal.
Provavelmente vai ser um postal da UNICEF.


Sobre as tecnologias

Tenho o meu actual telemóvel há quase dois anos e meio. Apesar de já ter caído na sanita, não tenho tido razões de queixa do dito. E tem um câmara que a meu ver é bem boa.

Mesmo sendo um smartphone da idade da pedra e já eu andando de olho num outro, o raio do telemóvel consegue ainda surpreender-me e fazer-me sentir uma nulidade nas tecnologias.

Ontem fiz a actualização de software do dito e para além de ter a net de outra maneira, magia das magias....Tenho uma protecção de ecrã que não consigo tirar!!

Já fui ao perfil, aos temas, às definições, até à ajuda do telemóvel e....nada!!!Não consigo modificar esta treta!!

Posto isto, sinto-me muito ultrapassada pelas tecnologias e tenho até medo do me vai acontecer quando o trocar por outro!!

Obscuridade

O facto de saber que vivo e vivemos dias obscuros, tristes e cinzentos, faz-me querer encontrar algum colorido nem que seja pela musica.



O Boom, badoom, boom bass fica nos meus ouvidos.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Tempo de


Não faço parte das pessoas que se limitam a responder às ofertas que mais lhe agradam ou a cumprir os "mínimos" que o Centro de Emprego pede. Mas até o ramo do Turismo e associados está cheio, ou já não tenho idade, ou faltam as qualificações.
Mas como sempre vou à procura em todo o lado e mais do que nunca quero "voar", e uma experiência no estrangeiro não é uma carta fora do baralho, muito pelo contrário.

terça-feira, dezembro 04, 2012

Uma fotografia por dia (21)


Missão Sorriso

Como criança que fui, nesta altura do ano sorria e tinha um olhar iluminado, risonho, com esperança.

E se como adulta sei que o meu sorriso pode ajudar quem mais precisa, porque não fazê-lo?
Façam-no vocês também. Sorriam e façam sorrir quem se encontra do outro lado.
Basta clicarem aqui, e oferecerem o vosso melhor sorriso.
Porque o Natal também é feito de coisas tão simples como o nosso sorriso.


segunda-feira, dezembro 03, 2012

Existe pois

Das estapafúrdias pesquisas do blogger que me aparecem, encontrei uma que vai de encontro a um antigo post.
Aqui está a prova de que estes doces existem 






E somos nós que a escrevemos, independentemente do seu final.
Escrevemos, riscamos, apagamos, rasgamos as folhas, voltando a escrevê-la e a reescrevê-la todas as vezes que achamos necessárias.
Por instinto ou por vontade, ou sem nenhum deles, com as nossas emoções ou sem elas, a nossa história é escrita por nós mesmos, mais ninguém. E o capítulo final, a última frase, somos nós que a escrevemos,acreditando ou não se já estava escrito algures, no céu, nas estrelas, no horizonte.



domingo, dezembro 02, 2012

Dead can dance




(...)
You build me up then you knock me down.
You play the fool while I play the clown.
We keep time to the beat of an old slave drum.
You raise my hopes then you raise the odds
You tell me that I dream too much
Now I'm serving time in disillusionment.

I don't believe you anymore...I don't believe you.
(...) 
You build me up then you knock me down.
You play the fool while I play the clown.
We keep time to the beat of an old slave drum.
You raise my hopes then you raise the odds
You tell me that I dream too much
Now I'm serving time in a domestic graveyard.

I don't believe you anymore...I don't believe you.

Peso

Existem os que dormem bem no Inverno com aqueles fantásticos edredons de aquecimento.
Já eu sou moça de cobertores. Gosto de sentir o peso dos cobertores em cima de mim. Sinto-me mais "agasalhada", tapada. Basicamente gosto de dormir com peso.
E este ano ando bastante comedida no peso deles.

Cada maluco com a sua mania...eu tenho esta....

terça-feira, novembro 27, 2012

Transbordo

E veio a gota de água que fez o copo transbordar.


ipt.olhares.com

sexta-feira, novembro 23, 2012

Ano Novo

Para mim hoje é dia de Ano Novo. Faço a módica idade de 32 anos.
Para desejos de Ano Novo, peço apenas alguma felicidade e alguma sorte. Se alguns dos meus desejos se realizarem, serei concerteza uma pessoa um mais feliz.


terça-feira, novembro 20, 2012

Optimus

Não sou paga para fazer publicidade, mas adoro o anúncio de Natal da Optimus.
Colocar os Moonspell com velhotes em locais onde Judas perdeu as botas e ter imaginação e ser criativo.
E o Roberto Leal a tocar bombo????

segunda-feira, novembro 19, 2012

Hora do Vitinho (159)

Gadelhas

Julgo que a maior parte das pessoas deixa a gadelha (cabelo) crescer durante o Inverno, para aquecer as orelhas e o pescoço.
Já eu, ando sempre com as orelhas e o pescoço menos quente. E hoje não foi excepção: "decidida" a cortar as pontas, acabei por cortar uns quatro dedos de cabelo, e a gadelha ficou "a meio" do pescoço, mas comprido à frente do que atrás.
Eu juro que tento imensas vezes deixar o cabelo crescer, mas não dá. Perde volume, "cola-se" à cabeça, as pontas reviram todas, acho que fico com a cara bem mais magra e mais comprida...enfim, sofro dramas "gadelhares", se é que me fiz entender.


domingo, novembro 18, 2012

Hora do Vitinho (158)

Pachachinha

Pega-se na máquina fotográfica, agarra-se na mãe, põem-se os "modelos" a jeito e faz-se o seguinte:
"Vá mãe!!!!Diz pa...cha...chi...nha para te rires e ficares na bem na foto!!!"
"Pa...cha...chi...nha!!"
E eu parto-me a rir que nem uma perdida.
O modelo mãe fica bem na foto ( é muito fotogénica ), enquanto que eu perdida de riso fiquei mal mal mal!!

sábado, novembro 17, 2012

Espécie de resolução

À beira de fazer 32 anos dou por mim a pensar em comprar um creme anti rugas para os olhos. Não que tenha muitas rugas (sou muito abençoada pela boa pele que tenho), mas porque sim.
Terá que ser coisa barata para eu não me autoflagelar pelas diversas formas de preguicite aguda de que sofro para gastar uns minutos a "besuntar" e a limpar a cara. A desculpa para a preguicite nesta altura do ano é sempre:
"Está um frio do caraças e vou eu pôr coisas frias na cara????Está tudo doido!!!"

Ideal mesmo era encontrar uma promoção do género leve 3 e pague 2. Provavelmente iriam fazer companhia na prateleira aos outros cremes, leite de limpeza e anti-olheiras. Eu tenho tudo, mas não uso nada

Talvez faça disto uma espécie de resolução de ano novo.
A ver vamos....


 

Enfarda brutos

Ganhei o hábito de comer marmelada com bolachas.
Mesmo marmelada com bolachas: um camadão de marmelada para cada duas bolachas maria.
E em minutos devoro um pacote de bolachas com marmelada.

sexta-feira, novembro 16, 2012

Popota 2012

Na minha opinião a bicha este ano está mais composta.
Fico contente, nos últimos anos tenho visto muita chicha e muitos "movimientos sexy's" na Popota.


quinta-feira, novembro 15, 2012

Romantismo

Se um dos cúmulos do romantismo é puxar o autoclismo e imaginar as ondas do mar, outro dos cúmulos é este:
Ahahahahahahaha

Uma fotografia por dia (21)



Façamo-nos ouvir mas sem uso à violência.
Contestemos sem uso à violência.
Reivindiquemos da mesma forma.


Sobre a manifestação de ontem

Repugno todo e qualquer tipo de violência. Violência gera mais violência e gera o caos social.
Repugno os mentores dos actos de ontem, as pessoas de cara tapada, os miúdos que estavam em frente à AR cujo objectivo era atiçar os ânimos.
Depois de mais de uma hora a arremessarem objectos contra a polícia, outra coisa não seria de esperar. Por muito que não se queira a polícia viu-se obrgada a intervir. E não serve de nada as expressões "venham para  o nosso lado", ou "a polícia é do povo". As forças de segurança por muito que não o desejem são obrigadas a intervir e a fazerem-se mostrar. Caso não o façam estão sujeitos a processos disciplinares, suspensões e muitas outras coisas.

Tenho apenas pena das pessoas que foram apanhadas nas bastonadas que não fizeram mal, das pessoas que levaram com os pedras do passeio em ricochete, de todos os profissionais que sofreram.

Quanto aos mentores do pavoroso e repugnante acto de ontem, deixem de ser cobardes e mostrem a cara. Um verdadeiro lutador mostra e dá a cara pela luta, não se esconde atrás de máscaras, de camisolas ou de lenços e não incita à violência e ao caos.

Portanto, actos destes são para mim inqualificáveis e repugnantes. Não têm qualquer justificação, são vergonhosos, desprovidos de bom senso e de atitude. Incitam ao ódio.

Manifestem-se, façam greves, façam-se ouvir, mas não assim. O caminho para o diálogo e para a solução e um futuro não passa nunca por estes actos.
Não compactuo e não concordo com actos extremistas, sejam encabeçados por grupos, partidos, movimentos.


terça-feira, novembro 13, 2012

O "hotel de Vale e Azevedo"

Quer-me parecer que Vale e Azevedo e a sua advogada pretendiam que a sua cela fosse um hotel, ou num hotel.
Temos pena, mas é o que há por cá e mesmo que seja "bera" (como é que um advogado diz "bera" à comunicação social???), os outros "dignos" hóspedes do EPL, devem estar em hotéis iguais. Assim sendo, não há lugar a reclamações. Pode não ser um "Marriot" das prisões, mas também não é a Pensão Estrela.

segunda-feira, novembro 12, 2012

Uma fotografia por dia (20)


Estátua de D. Pedro IV no Rossio de luto.

“Ich Bin Ein Berliner”

Sabiam que a Alemanha teve a sua dívida perdoada em 2005?
Eu não me lembrava.

sábado, novembro 10, 2012

Casamentos

Em conversa disse que acha as músicas das entradas das noivas demasiado banais. Apesar da marcha nupcial e da Avé Maria serem muito bonitas, são mais do mesmo. Para mim tornaram-se banais.

Por mim se eu me casr a música que quero ter na minha entrada no local é o Say a little prayer da Aretha Franklin.
Simples, linda, fantástica e maravilhosa.

Não sei se a igreja permite, mas eu sou moça de me querer casar pelo civil. Logo deduzo que não entraves quanto à escolha da música.


sexta-feira, novembro 09, 2012

Carta a Isabel Jonet

Gostava de lhe perguntar sobre o facto de o número de famílias que pedem ajuda ao Banco Alimentar Contra a Fome estar a aumentar a olhos vistos.
A meu ver, o problema não é o facto de se comer menos bifes. Esse é um mal menor.
O problema (pelo menos) o meu é esta frase, que resume o pensamento da Presidente do BA:
"Cá em Portugal podemos estar mais pobres, mas não há miséria"
 

Num país em crise, e à beira do colapso financeiro e social estas são as últimas declarações que a presidente do BA poderia e deveria fazer.

Estas palavras não podem e não devem ficar impunes.
A ser verdade que esta é uma questão política, só fica mal à senhora. Não se mistura o trigo com o joio, e até o mais ignorante sabe o caos social em que o país se encontra.
Se a senhora não souber, que vá dar um passeio pela baixa e que observe o número de pedintes e o quanto aumentaram.
E se isso não é miséria, nem o aumento das pessoas que recorrem, ao BA, à Cáritas e todas as Instituições de Solidariedade, Igrejas e semelhantes, questiono sobre o que é a miséria. A questão é que por enquanto a nossa miséria ainda vai sendo dissimulada, mas isso não quer dizer que não exista. Infelizmente existe e todos os dias vai aumentando e fazer-se notar cada vez mais. E para se saber este facto não é preciso ser-se presidente de nada, ou ter-se um bom cargo, um bom estudo. Para se saber, basta apenas ver as notícias em qualquer um dos canais generalistas.

Façam-se as petições necessárias para a sua demissão e exiga-se um pedido de desculpas público. Todos somos merecedores de o ouvir, estando na miséria ou não.

Carta aberta - Uma canja para a Jonet

Caríssima Isabel Jonet,

gostaríamos de lhe dizer frontalmente, com o mínimo de mediações, que o nível das suas declarações é aviltante, sobretudo para aqueles com quem se diz preocupar e em nome dos quais desfruta o brunch da beneficência. Queremos dizer-lhe, antes de lhe devolver cada um dos insultos para citar nas vernissages, que o movimento que lhe escreve luta sobretudo para que ninguém se habitue ao empobrecimento. O nosso combate, todos os dias, é pelo pleno emprego e pela justa distribuição do trabalho, única via que identificamos para não ter que contar com o seu negócio a cada vez que falta capital ao mês. Fala-lhe um grupo de pessoas, jovens e menos jovens, desempregados, precários, sub-empregados, gente que se empenha quotidianamente para derrotar quem, como a senhora e a Merkel, insiste em mascarar de caridade o saque que estão a fazer às nossas vidas.

Sabemos que preside à Federação Europeia dos Bancos Alimentares Contra a Fome, posição que ocupa desde Maio de 2012, e que a sua influência aumenta na proporção da miséria nos vai impondo. Sabemos que é rica e privilegiada e nunca falou da fome com a boca vazia. Sabemos que sabe que não falta miséria para alimentar de matéria-prima a sua fábrica. Sabemos que olha para os pobres com desdenho, nojo, pena. Sabemos que na hora de fazer a contabilidade aquilo que a move é a sua canja, o seu ceviche, não o caldo dos outros.

Afirma que vamos ter que "reaprender a viver mais pobres", quando a senhora só sabe o que é viver mais rica, que "vivíamos muito acima nas nossas possibilidades" quando é sua excelência que tem vivido às nossas custas, que "há necessidade permanente de consumo, de necessidade permanente de bens para a satisfação das pessoas" quando em nenhum momento da sua vida a falta de verba lhe deu tempo para ganhar água na boca. Atira-nos à cara, com a lata da Chanceler, que os seus filhos "lavam os dentes com a torneira a correr" e que se nós "não temos dinheiro para comer bifes todos os dias, não podemos comer bifes todos os dias", quando cada vez mais o problema das pessoas é ter casa onde os filhos possam lavar os dentes e onde os bifes nunca ganharam a tradição dos que são fritos no conforto das Arcádias. Em tempos sombrios, poucos provaram o lombinho do seu talho predilecto, aquele que sempre visita com generosidade, antes dos fins-de-semana que costuma fazer com requinte, no crepúsculo alentejano.

Deixe-nos explicar que enquanto pensava que à sua volta "estava tudo garantido, alguém havia de pagar", éramos nós, os nossos pais e avós, que lhe aviavam a mesada. Perceba que a cada momento em que delira com a cegueira de que "cá em Portugal podemos estar mais pobres, mas não há miséria", abastece-se à confiança do nosso fiado e das nossas dores de barriga. Entenda, que o tamanho dos seus disparates não abafa os murmúrios da pobreza e a miséria. Deixe-nos dizer que um milhão e meio de desempregados, com a fome e a subnutrição visível das urgências dos hospitais às cantinas das escolas públicas, a cólera já sobra às páginas dos jornais do dia. Deixe-nos dizer-lhe que o tempo não é de substituir o "Estado Social" pelo "Estado de Caridade", mas de pelo menos ter tanto cuidado com os pobres como com aquilo que se diz.

Pode caluniar os nossos pais, que nem o histerismo fútil com que os brinda não a torna capaz de encontrar exemplo de quem troque a bucha pela ida ao Super-Rock. Pode gritar, sem sequer dar ao luxo do fôlego, que eles "não souberam educar os filhos", que a cada desabafo nos permite desvendar um pouco mais o véu das suas intenções, da origem do seu soldo.

O seu mundo, caríssimo Jonet, é um decalque da propaganda do Governo, um corpo torpe atirado à máfia de capatazes e dos carcereiros, aqueles que lhes têm ajudado a arranjar mais e mais margem de lucro no plano financeiro da sua pérfida empresa.

O mundo de Jonet é o mundo da classe dominante, do privilégio, da riqueza, do poder desmesurado, dos estereótipos que ajudam a lavar o sangue que lhe escorre das unhas. No mundo de Jonet, as PPPs, os submarinos, a exploração, o assalto dos governantes, são propaganda subversiva ao serviço de gente acomodada, inútil, descartável. No mundo de Jonet "não existe miséria" como "em Portugal", não é assim? Em suma, no mundo de Jonet não se vive o que é preciso para se ganhar um pingo de vergonha.

Se estiver disponível, teríamos todo o gosto em entregar-lhe esta carta em mãos.

Sem cordialidade mas com muito mais educação,

Seus detractores,

O Movimento Sem Emprego.



Uma fotografia por dia (19)


Aqui a escrita em bom Português, para mim é irrelevante.

Pequeno prazer

Um dos pequenos prazeres que tenho é andar por ai com a máquina fotográfica e usá-la ao "calhas".
Fotografar por aqui, por ali, a preto e branco ou a cores.
Sabe-me bem quando vejo as fotos e digo "olha que esta foto ficou muito bem".

quarta-feira, novembro 07, 2012

Carta Aberta

CARTA ABERTA A ANGELA MERKEL


Cara chanceler Merkel,
Antes de mais, gostaríamos de referir que nos dirigimos a si apenas como chanceler da Alemanha. Não votámos em si e não reconhecemos que haja uma chanceler da Europa. Nesse sentido, nós, subscritores e subscritoras desta carta aberta, vimos por este meio escrever-lhe na qualidade de cidadãos e cidadãs. Cidadãos e cidadãs de um país que pretende visitar no próximo dia 12 de Novembro, assim como cidadãos e cidadãs solidários com a situação de todos os países atacados pela austeridade. Pelo carácter da visita anunciada e perante a grave situação económica e social vivida em Portugal, afirmamos que não é bem-vinda. A senhora chanceler deve ser considerada persona non grata em território português porque vem, claramente, interferir nas decisões do Estado Português sem ter sido democraticamente mandatada por quem aqui vive.

Mesmo assim, como o nosso governo há algum tempo deixou de obedecer às leis deste país e à Constituição da República, dirigimos esta carta directamente a si. A presença de vários grandes empresários na sua comitiva é um ultraje. Sob o disfarce de "investimento estrangeiro", a senhora chanceler trará consigo uma série de pessoas que vêm observar as ruínas em que a sua política deixou a economia portuguesa, além da grega, da irlandesa, da italiana e da espanhola. A sua comitiva junta não só quem coagiu o Estado Português, com a conivência do governo, a privatizar o seu património e bens mais preciosos, como potenciais beneficiários desse património e de bens públicos, comprando-os hoje a preço de saldo.

Esta interpelação não pode nem deve ser vista como uma qualquer reivindicação nacionalista ou chauvinista – é uma interpelação que se dirige especificamente a si, enquanto promotora máxima da doutrina neoliberal que está a arruinar a Europa. Tão pouco interpelamos o povo alemão, que tem toda a legitimidade democrática para eleger quem quiser para os seus cargos representativos. No entanto, neste país onde vivemos, o seu nome nunca esteve em nenhuma urna. Não a elegemos. Como tal, não lhe reconhecemos o direito de nos representar e menos ainda de tomar decisões políticas em nosso nome.

E não estamos sozinhos. No próximo dia 14 de Novembro, dois dias depois da sua anunciada visita, erguer-nos-emos com outros povos irmãos numa greve geral que inclui muitos países europeus. Será uma greve contra governos que traíram e traem a confiança depositada neles pelas cidadãs e cidadãos, uma greve contra a austeridade conduzida por eles. Mas não se iluda, senhora chanceler. Também será uma greve contra a austeridade imposta pela troika e por todos aqueles que a pretendem transformar em regime autoritário. Será, portanto, uma greve também contra si. E se saudamos os nossos povos irmãos da Grécia, de Espanha, de Itália, do Chipre e de Malta, saudamos também o povo alemão que sofre connosco. Sabemos bem que o Wirtschaftswunder, o “milagre económico” alemão, foi construído com base em perdões sucessivos da dívida alemã por parte dos seus principais credores. Sabemos que a suposta pujança económica alemã actual é construída à custa de uma brutal repressão salarial que dura há mais de dez anos e da criação massiva de trabalho precário, temporário e mal-remunerado, que aflige boa parte do povo alemão. Isto mostra também qual é a perspectiva que a senhora Merkel tem para a Alemanha.

É plausível que não nos responda. E é provável que o governo português, subserviente, fraco e débil, a receba entre flores e aplausos. Mas a verdade, senhora chanceler, é que a maioria da população portuguesa desaprova cabalmente a forma como este governo, sustentado pela troika e por si, está a destruir o país. Mesmo que escolha um percurso secreto e um aeroporto privado, para não enfrentar manifestações e protestos contra a sua visita, saiba que essas manifestações e protestos ocorrerão em todo o país. E serão protestos contra si e aquilo que representa. A sua comitiva poderá tentar ignorar-nos. A Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu podem tentar ignorar-nos. Mas somos cada vez mais, senhora Merkel. Aqui e em todos os países. As nossas manifestações e protestos terão cada vez mais força. Cada vez conhecemos melhor a realidade. As histórias que nos contavam nunca bateram certo e agora sabemos serem mentiras descaradas.

Acordámos, senhora Merkel. Seja mal-vinda a Portugal.
 
 
 

Alivio

Obama foi reeleito.
Sinto-me aliviada pelo facto de a maior potência armada do mundo continuar a ser presidida por alguém coerente.

terça-feira, novembro 06, 2012

Então, mas pega-se no dinheirinho dos reformados e nos descontos dos trabalhadores e aplicam-se em acções? Depois vem-se a saber que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social perdeu 1.5 milhões de euros??
Não podiam colocar o nosso dinheirinho em depósitos a prazo, obrigações, certificados de aforro?

Já agora....isto não pode ser punido por lei??
Por exemplo por Gestão danosa, fraude, burla.

segunda-feira, novembro 05, 2012

Uma fotografia por dia (18)

No Barreiro, existe um jardim onde os bancos estão escritos com excertos de poemas .
(2ª e última parte).





Vinhos

Neste fim-de-semana bebi este vinho tinto, de reserva 2009. E recomendo vivamente.
Se forem apreciadores de um bom vinho, a minha humilde pessoa (que não é enóloga, não tem um palato que disseca os 1001 sabores que os vinhos têm, acha que a côr tem algumas variações, mas que gosta de beber um bom vinho) aconselha este que é divinal. Não é barato mas é um vinho fantástico.

sexta-feira, novembro 02, 2012

Uma fotografia por dia (17)

No Barreiro, existe um jardim onde os bancos estão escritos com excertos de poemas .
(parte 1)





quinta-feira, novembro 01, 2012

Uma fotografia por dia (16)

Em vez de uma, hoje ponho várias fotografias.
Tive a oportunidade de ver ao perto e de entrar no Navio Escola Sagres, que esteve aberto ao público ontem e hoje.













quarta-feira, outubro 31, 2012

Halloween

Apesar de termos importado o Halloween aqui para o cantinho à beira mar plantado, afirmo que não alinho na nova tradição.
Faço parte da malta que ia dia 1 de Novembro bater de porta em porta e dizer "Pão por Deus, pão por Deus".
E era encher o saco do pão com rebuçados, maçãs, doces, enfim o que nos dessem. E o que vinha à rede era peixe.

Já diz a frase que a tradição já não o que era, mas eu não gosto da "nova tradição", destas importações que não têm nada a ver com a nossa cultura.
Basicamente máscaras usam-se no carnaval, não nesta noite. E os doces dão-se amanhã.

terça-feira, outubro 30, 2012

Is coming to town...

Polar Post Crossing 2012...I'm in.
 

Para mais informações, basta irem aqui.

segunda-feira, outubro 29, 2012

Hora do Vitinho (157)

O quê???

A única droga que experimentei foi cannabis, nas suas duas formas: erva e haxixe.
E não só tinha idade para ter juízo, como sabia o que fazia quando experimentei. Tive as minhas mocas, conclui que não se pode misturar com alcool, e nunca abusei. Verdade seja dita preferia a bebedeira.  
No âmbito das drogas foi o que me bastou. Não quis experimentar nada mais.

Contudo, acabei de ver o repórter TVI e da minha boca ia saindo aos solavancos a expressão "o quê????"
Sei que existem smart shops no país, ondem são vendidas as chamadas "drogas legais". Apesar do presuposto que só maiores de idade podem comprar (aplica-se o mesmo a tabaco), na maior parte dos casos a lei não é cumprida.

Posto este facto é ver miúdos a entrar nestes estabelecimentos comerciais, para comprarem alguma coisa para fumar, terem a trip, quem sabe para passar o tempo. Contudo estava longe de pensar que os miúdos fumam ou inalam coisas tão diversas como fertilizantes, sais de banho e incenso. Bem como de saber que essas mesmas lojas vendem "substitutos" de cocaína.

Não me espanta a existência destas lojas, onde de facto se vendem chás, fertilizantes, sementes de plantas e afins, mas contudo surpreende-me a existência de uma legislação tão fraca no assunto.

Não estamos a falar de nicotina...a mim parece-me que não.

Mudanças

Mudou a hora e mudou o tempo.
E impressão minha ou ficou mais frio de repente?

"Gajices"

Sempre tive uma problemática com o calçado, na medida em que não consigo usar saltos ou cunhas muito altos. Com saltos arrisco a dar um grande tralho no chão, com as cunhas tenho vertigens por me sentir tão alta. Contas feitas, a minha praia é mesmo o calçado raso
Execpções são poucas, se bem que andam por aí umas botas com cunha engraçadas. Em contraponto assusto-me com os sapatões e botins que desafiam o equilibrio de muito boa gente, gosto de ver galochas e botas estilo pantufa nas outras pessoas, mas não em mim.
Após uma debandada pelo centro comercial e de torcer muito o nariz ao calçado e não só mas também ao preço de alguns, acabei por bater com o nariz nestas botitas aqui em baixo: rasas e elegantes. É o que eu acho.
 
Quem sabe se as ditas não vêm para aos meus pés....

domingo, outubro 28, 2012

Destino, mágoa, arrependimentos

Eu faço parte daqueles que acreditam que temos um destino marcado, independentemente de darmos 1001 voltas a este. A ser verdade que este está escrito nas palmas das nossas mãos, também é certo que não o alteramos.

Para mim, o simples facto de acharmos que podemos reescrever a nossa vida numa página em branco, já está decidido, faz parte da nossa sina.
E do mesmo modo que as páginas em branco nos são dadas a escrever ou reescrever, a borracha que nos é dada para apagarmos algumas das nossas atitudes, nunca apaga por completo o que fizémos.

Fica sempre a marca de algum arrependimento, de alguma mágoa. Deste modo, cabe a nós sabermos e conseguirmos viver com um arrependimento, uma mágoa, que nos irá acompanhar até ao fim dos nossos dias.

É desta forma que o destino também é feito: de mágoas, arrependimentos e erros. E neste ponto, cabe a nós ter a coragem de dizer que estamos arrependidos, que magoámos e ficámos magoados, que errámos e assumimos esses erros.


sexta-feira, outubro 26, 2012

Mães

Tenho a minha mãe, mas tive e tenho muitas mães. Todas elas me ajudaram a educar e a crescer. Umas já não estão presentes na terra, mas acredito que estejam lá em cima a ver-me.
As outras felizmente ainda estão comigo.
Neste momento estou em casa de uma das minhas mães. E continua a saber-me bem a companhia, o falar de assuntos mais pessoais e mesmo os mais banais. E sabe-me sentir-me bem e saber sempre que me querem bem.

Uma fotografia por dia (15)


quinta-feira, outubro 25, 2012

Hora do Vitinho (156)





" Não há amor como o primeiro. Mais tarde, quando se deixa de crescer, há o equivalente adulto ao primeiro amor — é o primeiro casamento; mas não é igual. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de podermos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltámos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, seguramos as narinas com os dedos a fazer de mola de roupa, juramos fazer três ou quatro mortais de costas, e estatelamo-nos na água ou no chão, como patos disparados de um obus, com penas a esvoaçar por toda a parte.

Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer “Alto-e-pára-o-baile”, amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores — o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.

Podem ficar com a ternura dos 40 e com a loucura dos 30 e com a frescura dos 20 — não há outro amor como o amor doentio, fechado-no-quarto, o amor do armário, com uma nesga de porta que dá para o Paraíso, o amor delirante de ter sempre a boca cheia de coração e não conseguir dizer coisa com coisa, nem falar, nem pedir para sair, nem sequer confessar: “Adeus Mariana — desta vez é que me vou mesmo suicidar.” Podem ficar (e que remédio têm) com o «savoir-faire» e os «fait-divers» e o “quero com vista pró mar se ainda houver”. Não há paz de alma, nem soalheira pachorra de cafunés com champagne, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que toda a gente perde e toda a gente morre e ninguém fica para contar como foi.

Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: «Não pensar, não resistir, não duvidar». Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida — «e não há milagres em segunda mão». É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca".

Miguel Esteves Cardoso - O último volume

A propósito do orçamento de estado

Quando um governo mostra uma completa incoerência e ignorância sobre o futuro orçamento do país, anda para a frente e para trás nas medidas, e não dialoga com os parceiros sociais é sinal de que algo ali dentro está mal, muito mal.

Que a coligação é cada vez mais uma mera fachada, já se sabe. Contudo passar para a praça pública a imagem de "nem o pai morre e nem a gente almoça", não trás credibilidade nenhuma, muito pelo contrário.

E mais: se este avança e recua pretende mostrar um governo flexivel e que ouve os respectivos parceiros sociais, esta é a fórmula errada. A boa imagem de um governoé dada quando o diálogo é feito antes de toda e qualquer medida ser apresentada.

Não desta forma e nunca a brincar com as pessoas.
Esta é uma má imagem governamental.
É uma imagem de uma incoerência.
É uma imagem de completa ignorância.

terça-feira, outubro 23, 2012

Uma fotografia por dia (14)

"Onde a pessoa humana está condenada a viver na miséria, os direitos humanos são violados. Unir-se para os fazer respeitar é um dever sagrado."
P. Joseph Wresinski
 
 
 
 
 

segunda-feira, outubro 22, 2012

As pesquisas do blogger espantam-me

Ora bem, o que é que eu tenho a ver com a assunto?
Com o que gostam ou não gostam?
Por mim até podem gostar de tirar macacos do nariz....



domingo, outubro 21, 2012

Leituras

Veio parar-me às mãos o livro que está aqui em baixo.
Li pouco mais que um capítulo, mas já estou cativada.

sexta-feira, outubro 19, 2012

Uma fotografia por dia (13)


Solidariedade

Paulo Portas diz que o CDS vai votar a favor do criminoso Orçamento de Estado por solidariedade.
Solidariedade para com o governo, com uma coligação que não se vai aguentar até ao fim da legislatura???
Para se "evitar" uma crise política??
Para mantermos a nossa reputação no exterior???

Poupem-me...


terça-feira, outubro 16, 2012

Hora do Vitinho (155)

Não tem nada que agradecer

Vitor Gaspar quer "agradecer" pelo caro investimento que fizeram na sua educação. Bastante dispendiosa por sinal.

Eu digo que Vitor Gaspar não tem nada que agradecer porque existem três motivos possíveis para a sua educação não ser aquela que ensina os princípios básicos da economia:


1º Andou em más universidades (não percebe os princípios básicos da economia);

2º Teve maus docentes (não ensinaram os principios básicos da economia);

3º Baldou-se às aulas (principalmente as que ensinaram os princípios básicos da economia).

domingo, outubro 14, 2012

Bem....

Já pertenço ao grupo de milhares de pessoas que se perderam no labirinto que é o hospital de Santa Maria.

Entra aqui, ali, vai para acolá,vira para um lado, para o outro.
Raio dos elevadores mais antigos que no display não têm -1, mas 01, do segurança, da saída fechada, da alternativa à saída e que é sei lá aonde...

O caos e os labirintos existem e estão personificados naquele edifício.

quarta-feira, outubro 10, 2012

Hora do Vitinho (154)

Saúde mental

Hoje é o dia mundial da saúde mental e todos conhecemos alguém que está deprimido, depressivo, ou que tem uma doença mental mais grave. Eu não vou e não aceito rótulos, mas verdade seja dita muitas pessoas não aceitam que têm uma depressão como medo da "discriminação" de que são alvo.
Uma depressão não torna ninguém inválido mas,  infelizmente existem aqueles que dizem que um
verdadeiro doente depressivo "precisa de ir trabalhar", que "depressão não é doença."
É doença sim e pode matar sim, e destruir.Mas assim como destrói reconstrói:
1º passo: conhecer os sinais.
2º passo: consultar um psiquiatra e falar do que afecta. Tal como noutra especialidades, em psiquiatria para o diagnóstico ser bem feito é preciso falar a verdade e não ocultar nada.
3º passo: tomar a medicação.
4º passo: ter força de vontade (sem esta, os passos acima são inúteis).


O número de depressões e de doenças a ela associadas bem como a taxa de pessoas que se tentam suicidar  e que o fazem está a subir em Portugal. A crise e as dificuldades económicas vão aumentar drasticamente o número de pessoas que vão a um psiquiatra, que tomam anti-depressivos e ansiolíticos.

Imaginemos alguém que tinha um nível de vida aceitável e que de repente se vê privado de tudo. Fica sem trabalho, arrisca-se a perder a casa, faz cortes exorbitantes no quotidiano. Estes factores são acontecimentos drásticos na vida de uma pessoa e podem ser o suficiente para se cair em depressão. E tratando-se de alguém mentalmente frágil, estes acentuam-se ainda mais.

Hora do Vitinho (153)

terça-feira, outubro 09, 2012

Corrosivo

Partilhei esta crónica de Miguel Sousa Tavares no facebook, mas não resisto a colocá-la aqui. Deve ser lida por todos.
Apesar de escrita em Junho fico com a sensação de que Miguel Sousa Tavares teletransportou-se para os meses de Setembro e Outubro antes de a escrever E já agora façam-na chegar a quem (des)governa. Estão aqui uns princípios básicos de economia que lhes serão de bastante utilidade. 

Despedir 40 mil funcionários públicos não cabe na cabeça de ninguém.

HÁ ALGUNS INCOMPETENTES, MAS POUCOS INOCENTES


Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reformas estruturais” — descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego.

Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro electrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo, é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstracção matemática. Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República.

Durão Barroso é uma espécie de cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o cata-vento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o cata-vento vira 180 graus e passa a indicar a direcção oposta.

Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direcção, uma ideia, um projecto lógico. Como é que se começou por brincar ao directório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, excepto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente.

Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista — a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia — e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro — isto é, a Alemanha e seus satélites — se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam.

Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos. O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?

O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as facturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente?

O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens?

Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?

A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva — sim, retroactiva — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.

Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.

Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!

Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem?

E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz. Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz. Pago eu, porque não tenho dinheiro para os juros que eles cobram se lhes ficar a dever...



Uma fotografia por dia (12)


Post potencialmente acutilante

Os nossos ex-deputados juntamente com a pobre reforma/ordenados auferidos no exercício das suas funções necessitam de uma associação que permita o salutar convívio entre estes, a troca e partilha de ideias bem como de conhecimentos. Possuem também um grupo desportivo para a prática de exercício físico, convívio e fomentação do espirito de equipa que deve existir entre os ex-deputados.

Desta feita, nos últimos cinco anos a associação e o grupo desportivo receberam a miserável quantia de 286 mil euros para os custos inerentes.
Quiçá andam também a construir instalações para acolher os ex-deputados.
Já agora efectuem também peditórios e jantares de angariação de fundos para essa nobre associação e esse grande desportivo.

É um peditório?
É angariação de fundos?
É uma causa?
É caridade?
É auxílio?
É esmola?
É beneficência?

Não se enquadra em nenhuma das questões anteriores, mas serve para ajudar a crescer os nobres e beneméritos associação e grupo desportivo de ex-deputados?

O Estado paga....(com os nossas "esmolas").


segunda-feira, outubro 08, 2012

Gabriela

Adoro a história do Mundinho Falcão e da Gerusa.
Parece-me uma espécie de Romeu e Julieta, com tudo a que se tem direito.

(Já andei à procura do final das personagens mas não encontro). 

Desafios

Juntar a timidez com alguma falta de confiança e gaguez faz com que fique relativamente "aterrorizada" por ter que falar em público. Aterroriza-me, enerva-me e saber que quero dar o melhor não ajuda muito à aparente calma que se deve ter. Dentro de umas semanas vou enfrentar um dos meus maiores desafios pessoais: falar para o público. Muito público neste caso, mesmo muito.Apresentar a minha empresa, explicá-la e despertar interesse.

Este é provavelmente o maior desafio da minha vidinha e, consequentemente o enfrentar de um dos meus maiores medos: falar para plateias. Mas vou fazê-lo, com maior ou menor engasganço, vou fazê-lo.

domingo, outubro 07, 2012

2000

Têm um ordenado de 2000€ por mês?
Escondam-no.

Acabam de ser considerados ricos neste país.


sábado, outubro 06, 2012

Uma fotografia por dia (11)

Marmelos.


sexta-feira, outubro 05, 2012

Eu pecadora me confesso

Não resisti aos convites e pedidos do facebook e, fui experimentar a jogar o Farmville 2, para ver quais eram as modificações.
E para além da imagem gráfica ser muito boa (eu gostei) e de ter umas coisas novas, pude constatar que ainda não perdi o jeito para a "coisa".

(Deixei plantado trigo, demora quatro horas a crescer).

Pergunta (não me espanquem)

Sou só eu, ou há por aí mais gente que não gosta da colecção de acessórios e de calçado desenhados pela Anna dello Russo para a H&M?
Os lagartos fazem-me lembrar as faianças Bordalo Pinheiro...
O azul ofusca-me a vista (e eu adoro azul)....
Não gosto de dourados.
Perdoem-me os fashions blogues, as pessoas fashion, quem adora a colecção e segue tudo o que é tendência,mas.... o que seria do mundo se todos gostássemos de amarelo????


Sobre o último 5 de Outubro como feriado

O problema nem é hastear a bandeira ao contrário, nós também de pernas para o ar e fazer toda a espécie de malabarismos para sobrevivermos.
O problema não é a cerimónia ser feita à porta fechada e, desse facto mostrar o medo que a "classe" política e restantes têm da população.
O problema, meus caros é apenas este: a manifestação e as queixas do povo. E quantos e quantas não se revêm na Dona Luisa Trindade,  que teve a coragem de poucos e foi a voz de muitos??
Como se terão sentido os "convidados", ao saírem do Pátio da Galé ao som da "Firmeza" de Fernando Lopes Graça?
Podemos ser o "melhor povo do mundo", mas já não estamos a dormir...
Imagem do Diário de Notícias - 05/10/2012

quinta-feira, outubro 04, 2012

Uma fotografia por dia (10)


quarta-feira, outubro 03, 2012

Alunos

Como fomos uns alunos mal-comportados e não aceitámos o aumento da TSU, colocaram-nos as orelhas de burro e, puseram-nos sentados num banco virados para a parede no fundo da sala de aulas com o aumento do IRS e restantes impostos como o tabaco.

Só faltou colocarem-nos em fila indiana com a mão estendida, para levarmos com a menina de cinco olhos na mão, tudo digno do tempo da "outra senhora".

E a bem da equidade acabou-se com a classe média neste país.

terça-feira, outubro 02, 2012

Palavras

Porca miseria Benfica!!!!

Porca miseria Pedro Passos Coelho!!

Porca miseria Vitor Gaspar, amanhã vais lixar a malta outra vez!!! 
(preparemos a vaselina, se ainda houver).

segunda-feira, outubro 01, 2012

Hora do Vitinho (152)

Cobras

Se eu vivesse em Setúbal andaria assustada da vida por saber que anda uma cobra à solta nos canos da cidade.
Só a perspectiva de poder ouvir um psssss psssss pelos canos do lava loiça ou da casa-de-banho, me iria tirar o sono. Não iria dormir descansada.

domingo, setembro 30, 2012

O "Consultor"

António Borges pode ter um curriculum académico e profissional bastante bom, que põe uns tantos a um canto.
Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
O "consultor" nomeado pelo PSD para as privatizações, esquece-se da outra coisa quando fala: da realidade em que se vive actualmente, uma realidade bem feia.

Provavelmente tem esperança em ocupar um lugar de ministro quando houver remodelação governamental, mas não convém nesta altura mandar mais lenha para um fogo que está a ganhar enormes proporções: rotular os patrões de ignorantes não lhe ficou nada bem. Muito pelo contrário, só vem acicatar mais mau estar num país que não está bem e nem se recomenda.




sábado, setembro 29, 2012

Manias

Umas das manias facebookianas que não entendo são as mortes. Meia volta aparecem fotografias de alguém conhecido/famoso que morreu por exemplo ontem, ou há duas horas, quando a pessoa em questão está viva e recomenda-se. Ou as notícias de que morreu tal e a tal pessoa já se finou há uma catrefada de tempo.
Há alguns minutos apareceu no facebook uma fotografia do Camilo de Oliveira a dizer que este tinha falecido hoje, cuja morte tinha sido confirmada por pessoa X. 
Mas o senhor está o contrário de estar morto: vivo,vivinho da Silva.

Mas que mania é esta de publicar este tipo de notícias e de fotografias?
É um bocado mórbido e doentio. Digo eu.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Voltas e voltas

Life goes around
up and down
up and down
That's the way
life goes around.




quarta-feira, setembro 26, 2012

Transmissão de conhecimentos falados em Português

O "oi oi oi oi oi vem dançar kuduro", tornou-se no tema de abertura de uma novela brasileira.

Trocou-se o "vem dançar kuduro" pelo "vem dançar/ balançar com tudo, mas o resto mantém-se.

Oi oi oi oi oi oi
Oi oi oi oi oi oi

terça-feira, setembro 25, 2012

Hora do Vitinho (151)

Mitt Romney

“(...)Quando há fogo num avião, não há para onde ir. Não se pode obter oxigénio do exterior do avião porque não se conseguem abrir as janelas. Não sei porque não se abrem. É um problema grave. Portanto, é muito perigoso(...)”.


Temo que um dos requisitos para ser candidato à Presidência dos EUA pelo partido Republicano é não ter a noção do ridículo e dizer umas boas calinadas, umas boas piadas para ser alvo de gozo por esse mundo fora.

Mitt Romney tem esse requisito e já se fez valer dele por algumas vezes. A vez mais recente é afirmar não entender porque raio as janelas dos aviões não se abrem como as dos carros. Ou melhor, Mitt Romney não sabe porque é que as janelas de um avião não se podem abrir, porque motivo estas estão seladas.



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Maira Gall