terça-feira, janeiro 31, 2012

Hora do Vitinho (112)


Descobri, um pouco tarde, que afinal todos os meus livros são histórias de amor. Só que as daninhas estavam tão bem disfarçadas que eu próprio não tinha reparado. Às vezes, amo entre duas pessoas, outras de amor entre uma pessoa e uma ideia. 
Idalina enamora-se por «uma dança sem música». Sam Espinosa apaixona-se por uma mulher uns anitos mais velha (duzentos, coisa pouca), Greg quase é salvo da perdição por uma sósia de Angelina Jolie. 
O amor está no ar e também, como diria um poeta, o amor está no mar. O amor não salva, nunca salva, mas alguém tem uma ideia melhor? 
Tão sensacional descoberta levou-me a cogitar no seguinte: e qual será a melhor forma de amar? Carente de modelos reais na vida humana, decidi procurá-los na natureza. Com a ajuda da televisão, claro, Canal Odisseia, National Geographic, Canal Panda, essas coisas. Pode-se lá chegar à natureza, nos dias que correm, senão pela televisão! Três rolos modelos logo me saltaram à vista: o Amor do Louva-a-deus; o Amor do Cisne; o Amor do Urso Polar. 
Após alguma esmiuçação, concluí que qualquer um me parece bem, e tem as suas vantagens e desvantagens. No romance do louva-a-deus, a fêmea devora o macho depois da cópula. É natural, toda a gente sabe que a gravidez estimula o apetite. E seria bem pior se ela o devorasse antes da consumação. 
O cisne acasala para a vida. É bonito. Lembra certos parzinhos que encontramos sobretudo na noite boémia, muito perfeitos, muito encapsulados, o mundo é deles, o mundo são eles. Gosto, mas como nunca experimentei sinto-me sempre um bocadinho do outro lado da vitrina, a definhar de inveja. Pronto, confesso. 
O que, esse sim, me toca profundamente é o amor do urso polar. É esquivo, dura pouco – pelo menos a parte do encontro. Urso polar e ursa polar namoram e acasalam brevemente, e logo se apartam, cada um para seu lado, para todo o sempre, a fêmea talvez com uma cria, o macho continuando a sua caminhada, glaciares fora, de nenhures em direcção a nenhures. Vai solitário e triste, o nosso urso? Talvez. Eu gosto de pensar que vai de coração cheio, e que a brevidade do encontro é compensada pela intensidade da memória. Tanto quanto sei, não há ursos com Alzheimer. 

Rui Zink - O Amante é Sempre o Último a Saber

Mupis

Com medo de ferir as susceptibilidades das mentes mais sensíveis, o Metropolitano de Lisboa recusou publicitar as imagens da rede social gay Manhunt. Imagens como as que se encontram aqui retiradas do P3.














Como diz o artigo, nos mupis podem constar imagens de modelos em lingerie, de abdominais e de um pouco da zona pélvica de um ente masculino. 
Acrescento eu que para além, ainda temos a publicidade às grandes marcas (e da boa, daquela pujante, que nos faz parar e ficar a olhar), com grandes modelos e grandes produções que remetem para o ousado,mas imagens de uma rede social não podem constar???
Porquê???
Por ser uma rede social??? 
Ou por ser uma rede social direccionada para gays???
Será que um homem pode ficar gay e uma mulher lésbica ao olhar para as imagens??
Querem ver que afinal esta coisa da homossexualidade sempre é uma doença, ou um defeito de fabrico??
Já agora, esclareçam-me o século em que vivemos e também a sociedade em que estamos inseridos....

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Consulta







Com quase meio ano de atraso, a minha pessoa vai ao oftalmologista daqui a pouco, ver como as coisas andam e esperar que estejam iguais como estavam há quase um ano e meio atrás.Bom mesmo era dizer-me algo como "olhe que você está a ver melhor!!!" Isso é que era fantástico, mas impossível.
Para variar vou a um médico novo, onde por acaso toda a gente aqui da terrinha vai. Não mantenho o mesmo médico, porque é um médico de uma óptica e esse facto pressupõe que eu compre lentes nessa mesma óptica, coisa que não volto a fazer, porque estas são de longe as piores lentes que tive até à data. Se podia ter reclamado com as lentes, claro que podia, mas a resposta seria algo como "a menina é que fez esses riscos, a fábrica não lhe vai dar outras lentes", apesar de ter sabido há algum tempo que as sacanas das lentes vieram com problemas de fábrica.E caras que as malditas foram!!!!

Eu numa consulta de oftalmologia sou como que uma saga de tira e mete lente, tira e mete, e volta a tirar e meter, a perguntar "então vê melhor com qual, esta ou a outra??"E os meus pobres neurónios "perdem o norte" e a dada altura já não sabem a quantas andam e perguntam "então Inês???Qual é que é a lente pá???"
E o peso do raio dos óculos com a pala à Camões??
E hoje vou fazer a minha pergunta da praxe: se há algum tipo de operação para o meu caso, e já agora peço ao Senhor Doutor novo que me escreva num papel qual é o nome da minha doença dos olhitos. Que é incomum já eu sei, porque por norma o problema que temos num olho, também temos no outro. E eu tenho tudo à escolha do freguês no olho esquerdo e um bocadinho de miopia (espero que continue a ser um bocadinho) no olho direito.

Depois da consulta, segue-se a compra das lentes e da armação.E eu sou esquisita. Se mudo de lentes, quero mudar de armação.Para escolher a armação experimento umas 10 e se não ficar contente peço mais.Mas desta vez vai ser tudo em contenção de despesas.Desta vez andei a fazer uma "prospecção de mercado" no que respeita a armações e descobri que a óptica onde vou tem uma marca de armações baratinha e bem fashion. Não quero umas lentes com os tratamentos todos, porque na prática não servem para nada, a não ser para a minha conta bancária encolher e a factura da óptica aumentar.Talvez até ponha os tratamentos base, mas mesmo os base.

Até um post sobre uma consulta e compra de lentes e armação se revela um testamento....

domingo, janeiro 29, 2012

Matrix



Para mim, existem os filmes de acção, os de ficção cientifica e o Matrix, a trilogia completa.
Eu que não sou de forma alguma fã de ficção cientifica e de acção (ambos na sua forma pura e dura, e provavelmente na mais soft também), sou uma fã assumida da trilogia. Não sei se pelo filme em si, se pela história. Provavelmente por ambos, e sim o protagonista ajuda e muito.O que é certo é que ontem vi o Matrix 1999 e quando dei por mim, já estava quase a meio do filme.
Hoje segue-se o Matrix Reloaded, e amanhã o Matrix Revolutions (o único que não vi).
Para mim cativante nestes filmes é não só a história, mas também aquela espécie de filosofia (ou filosofia mesmo), que o guião tem.
Afinal, o que seria de nós se acordássemos e descobríssemos que somos uma espécie de autómatos, que a nossa realidade, não é a nossa realidade, que tudo o que vivemos, fazemos e concebemos estava digamos que previamente programado desde a hora em que estamos dentro de um útero?


(...)I don't know the future...I didn't come here to tell you how this is going to end, I came here to tell you how this is going to begin. Now, I'm going to hang up this phone, and I'm going to show these people what you don't want them to see. I'm going to show them a world without you...a world without rules and controls, without borders or boundaries. A world...where anything is possible.

Matrix 1999

sábado, janeiro 28, 2012

 
Se não puderes ser um pinheiro no topo da colina
Sê um arbusto no vale – mas o melhor arbusto na encosta do monte.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
e dá alegria a um caminho.
Se não puderes ser almíscar, sê então apenas uma tília,
Mas a tília mais viva do lago.
Não podemos ser todos capitães, temos de ser tripulação.
Há alguma coisa para todos nós aqui.
Há grandes obras e outras menores a realizar,
E é a próxima tarefa que devemos empreender.
Se não puderes ser uma estrada, sê apenas uma senda.
Se não puderes ser o sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso.
Sê o melhor de o que quer que sejas!

Douglas Maloch
Sê qualquer coisa mas sê.
Sê seja lá o que for, uma semente, uma folha, uma plantinha, uma erva, uma migalha, um grão de areia.

Adenda: poema erradamente atribuído a Pablo Neruda. 

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Comprometimentos

Estou e estarei sempre, acima de tudo comprometida comigo mesma e com as minhas convicções. Descartar-me algum dia de meu comprometimento é a minha anulação como pessoa e o desrespeito por mim mesma, pela minha auto-estima, pelo que sou.
E ver de repente pausada e posteriormente terminada uma relação (não tinha muito para andar, verdade seja dita), à moda do século XXI onde eu não fui tida e nem achada, vem ressalvar mais o meu comprometimento.
Contudo, o fim de relação não me impede de continuar a apreciar, e de sorrir quando dou por mim a ouvir uma qualquer love song, ou uma song que fale do love. 

Como esta por exemplo:

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Modas

Anda agora a proliferar no facebook a moda dos signos.Páginas sobre signos para dar, vender e oferecer.Fotografias com as casas, os quartos, os carros dos signos (só falta o álbum casa-de-banho para cada signo).
Como gaja e curiosa que sou,quando vejo alguém a colocar uma qualquer foto, relacionada com qualquer coisa do seu signo, tenho que ir ver a dita página para ver o que me calha na rifa.
E o que calha na rifa, são quartos cor-de-rosa princesa, vestidos de noiva de fugir, portáteis que me metem medo, sapatos a imitar pele de cobra, tudo coisas que gritam Inês, e Sagitário.
A minha conclusão é muito simples, ou eu estou mal no meu signo, completamente desenquadrada da mulher sagitariana, ou esta malta da "astrologia", anda com as estrelas todas trocadas.Mas que dá para eu me divertir e gozar um bocado dá (sim.....eu partilho muitas das maravilhosas coisas da mulher sagitariana), mas não convém que a malta que tenta acertar com o meu signo saiba.

Gratificante

Não há coisa melhor do que dar o tempo, o "conhecimento", o toque, o meu jeito, num projecto pequenino, mas que tem tudo para crescer e fazer-se valer.E sim...confesso que me faz feliz, orgulhosa e levanta a minha auto-estima ouvir dizer "Eh pá!!!É mesmo isto!!!Este texto está muito bem escrito!!!"
Ainda não está nada à vista, mas dêem uma vista de olhos a um bebézito que todos acreditamos que se vai tornar um "bebezão".

terça-feira, janeiro 24, 2012

Óscares

Sou contra o Acordo Ortográfico, acho que estão a "abrasileirar-me" o Português, e tenho a coisa má quando faço o download de legendas para um filme que estão em Português do Brasil. O que é nacional é bom e eu gosto muito do meu Português de Portugal, e gostava muito de ter visto o Camané nomeado.  Mas também gosto sempre de ler notícias como esta aqui em baixo, retirada do Diário de Notícias:

Não há fado entre os nomeados para os Óscares mas há samba. A música 'Real in Rio', samba escrito pelos brasileiro Sergio Mendes e Carlinhos Brown, com letra de Siedah Garrett, é uma das duas canções nomeadas para os Óscares.  
Espero bem que dia 27 de Fevereiro (acho que é a data da cerimónia), se agradeça em Português. A minha pessoa ia ficar bem contente da vida.



segunda-feira, janeiro 23, 2012

Finalmente...

Coisa nunca vista aqui é um texto da Margarida Rebelo Pinto. Mas há que dar o seu a seu dono, e eu gostei do que li, sobre os príncipes, os sapos, as pessoas certas que podem estar ali ao virar da esquina. Digamos que gostei do conceito da "coisa", e dos extraordinários.
 
"Se está à espera do Dia dos Namorados para arranjar um, não fique sentada. Faça como uma amiga minha que cada vez que sai do carro, vira o retrovisor para o lado do condutor, retoca o batom e diz com uma convicção demolidora o Príncipe pode estar em qualquer lado. E pode mesmo.
 
É uma questão de fé, totalmente arbitrária e aleatória, mas pode acontecer. Até porque nós, os extraordinários, somos poucos, mas andamos por aí. Isto é o que diz outro amigo meu que por acaso é mesmo extraordinário e já encontrou a pessoa certa, pelo menos por enquanto. Foi ele que um dia me explicou o que era esse maravilhoso conceito da pessoa certa.
 

A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco.
 

Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.
 

Os verdadeiros Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que no futuro nos vão levar à Tour d'Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
 

O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta.
Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é que passa de vez em quando férias com os amigos.
 

O Príncipe que sabe o que quer não é o melhor namorado do mundo; é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja um lugar na mesa para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir com uma história de encantar. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Pode ou não ter moto, mas tem quase sempre um cão. Gosta de ler e sai pouco à noite porque prefere ficar em casa a namorar e a ver o Zapping. Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos do mundo e vai à padaria num feriado. O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes.
 

Claro que com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas poéticas, como é que não nos enganamos?
É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois, é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica."

Margarida Rebelo Pinto - Vou contar-te um segredo

Podia ter guardado o texto para o abençoado (para uns), amaldiçoado (para outros), indiferente (para outros), banal (para outros) dia dos namorados. Mas não me apeteceu.

domingo, janeiro 22, 2012

Matrix

Muito mais que um filme de ficção cientifica, com grandes efeitos especiais, Matrix deixa-me a pensar sobre o que somos, o que não somos e o mundo em que vivemos. E se amanhã acordássemos e descobríssemos que o mundo em que vivemos não existe como tal, e não fosse mais do que o produto da nossa imaginação, ou de algo transcendente??


sexta-feira, janeiro 20, 2012

Shame on you

(....)Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações. Descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns 30 anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem 1300 euros por mês”(...)Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República.(...)

(...)Porém, o Presidente da República não esclareceu o valor da pensão relativa ao Banco de Portugal (BdeP).
(...)O Presidente da República acumula duas pensões, a de professor catedrática na Universidade Nova de Lisboa e a de reformado do Banco de Portugal, que totalizam cerca de dez mil euros.



Estou com muita pena do nosso PR, uma reforma da CGA de 1300 € é coisa pouca, mais uma reformazita do Banco de Portugal. Claro que não dá para as despesas, pobre dele....coitado...só espero que receba ajuda do banco alimentar e da cáritas o quanto antes...

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Hora do Vitinho (111)

Bendito o dia. Bendita a hora. Bem digo eu, com o mais doce amor, que a hora em que a conheci e me apaixonei por ela foi a hora da minha glória, o momento mais sentido, aberto e despreocupado da minha vida. Ela não é como o calor. Ela é rara ser como ele, embora possa. Ela é como o clima; ela é como Portugal, de norte a sul e de litoral a interior. O meu amor nasceu ontem. Eu nasci um segundo depois.
Miguel Esteves Cardoso

Facebook

Depois de ser "acusado" de criar namoros, casamentos e posteriores divórcios, o facebook é agora acusado de causar depressões nas pessoas. E não sou eu que o digo. Quem o diz é um artigo da revista Visão, intitulado: "conhecer a vida dis outros no Facebook pode causar depressões"

Quanto mais se visitam páginas dos outros nas redes sociais, maior poderá ser a impressão de que essas pessoas são muito mais felizes. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Utah Valley University, segundo o qual, a consequência imediata é que muitos internautas ficam deprimidos por causa da felicidade dos outros. (....)

O facebook é uma criação do demónio....

quarta-feira, janeiro 18, 2012

And now something completely different

Ele há o original do Elvis.
Ela há a fantástica cover dos UB40 (aconselho a ver no Iconcerts).
Ela há a versão teen dos A Teens (medo muito medo).
Ela há para aí muita cover da dita.
Ela há a espantosa cover dos Pearl Jam.

Conselho: esqueçam o vídeo, o Eddiezito pegou muito bem na dita a meu ver.

terça-feira, janeiro 17, 2012

No Porto

No Porto parece que se aprendem coisas importantes. Não sou eu que o digo, é o Futre.
Ele pode ser um grande cromo, um bon vivant, mas ninguém o bate na espontaniedade com diz e fala das coisas. Essa é que é essa, digo eu.

O Rio da Posse

Que somos todos diferentes, é um axioma da nossa naturalidade. Só nos parecemos de longe, na proporção, portanto, em que não somos nós. A vida é, por isso, para os indefinidos; só podem conviver os que nunca se definem, e são, um e outro, ninguéns.
Cada um de nós é dois, e quando duas pessoas se encontram, se aproximam, se ligam, é raro que as quatro possam estar de acordo.
O homem que sonha em cada homem que age, se tantas vezes se malquista com o homem que age, como não se malquistará com o homem que age e o homem que sonha no Outro.
Somos forças porque somos vidas. Cada um de nós tende para si próprio com escala pelos outros. Se temos por nós mesmos o respeito de nos acharmos interessantes, (...) Toda a aproximação é um conflito. O outro é sempre o obstáculo para quem procura. Só quem não procura é feliz; porque só quem não busca encontra, visto que quem não procura já tem, e já ter, seja o que for, é ser feliz (como não pensar é a parte melhor, de ser rico).
Olho para ti, dentro de mim, noiva suposta, e já nos desavimos antes de existires. O meu hábito de sonhar claro dá-me uma noção justa da realidade. Quem sonha demais precisa de dar realidade ao sonho. Quem dá realidade ao sonho tem que dar ao sonho o equilíbrio da realidade. Quem dá ao sonho o equilíbrio da realidade, sofre da realidade de sonhar tanto como da realidade da vida (e do irreal do sonho com o de sentir a vida irreal).
Estou-te esperando, em devaneio, no nosso quarto com duas portas, e sonho-te vindo e no meu sonho entras até mim pela porta da direita; se, quando entras, entras pela porta da esquerda, há já uma diferença entre ti e o meu sonho. Toda a tragédia humana está neste pequeno exemplo de como aqueles com quem pensamos nunca são aqueles em quem pensamos.

O amor perde identidade na diferença, o que é impossível já na lógica, quanto mais no mundo. O amor quer possuir, quer tornar seu o que tem de ficar fora para ele saber que só torna seu se não é. Amar é entregar-se. Quanto maior a entrega, maior o amor. Mas a entrega total entrega também a consciência do outro. O amor maior é por isso a morte, ou o esquecimento, ou a renúncia — os amores todos que são os absurdiandos do amor.

No terraço antigo do palácio, alçado sobre o mar, meditaremos em silêncio a diferença entre nós. Eu era príncipe e tu princesa, no terraço à beira do mar. O nosso amor nascera do nosso encontro, como a beleza se criou do encontro da Lua com as águas.

O amor quer a posse, mas não sabe o que é a posse. Se eu não sou meu, como serei teu, ou tu minha? Se não possuo o meu próprio ser, como possuirei um ser alheio? Se sou já diferente daquele de quem sou idêntico, como serei idêntico daquele de quem sou diferente.
O amor é um misticismo que quer praticar-se, uma impossibilidade que só é sonhada como devendo ser realizada.
Metafísico. Mas toda a vida é uma metafísica às escuras, com um rumor de deuses e o desconhecimento da rota como única via.

A pior astúcia comigo da minha decadência é o meu amor à saúde e à claridade. Achei sempre que um corpo belo e o ritmo feliz de um andar jovem tinham mais competência no mundo que todos os sonhos que há em mim. E com uma alegria da velhice pelo espírito que sigo às vezes — sem inveja nem desejo — os pares casuais que a tarde junta e caminham braço com braço para a consciência inconsciente da juventude. Gozo-os como gozo uma verdade, sem que pense se me diz ou não respeito. Se os comparo a mim, continuo gozando-os, mas como quem goza uma verdade que o fere, juntando à dor da ferida a consciência de ter compreendido os deuses.

Sou o contrário dos espiritualistas simbolistas, para quem todo o ser, e todo o acontecimento, é a sombra de uma realidade de que é a sombra apenas. Cada coisa, para mim, é, em vez de um ponto de chegada, um ponto de partida. Para o ocultista tudo acaba em tudo; tudo começa em tudo para mim.
Procedo, como eles, por analogia e sugestão, mas o jardim pequeno que lhes sugere a ordem e a beleza da alma, a mim não lembra mais que o jardim maior onde possa ser, longe dos homens, feliz a vida que o não pode ser. Cada coisa sugere-me não a realidade de que é a sombra, mas a realidade para que é o caminho.
O jardim da Estrela, à tarde, é para mim a sugestão de um parque antigo, nos séculos antes do descontentamento da alma.
Bernardo Soares - O Livro do Desassossego

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Relaxing



domingo, janeiro 15, 2012

Coisas simples

Gosto de coisas simples, porque a sua simplicidade torna-as especiais. As coisas simples acabam por ser devido à sua simplicidade coisas belas e deslumbrantes.
Gosto de margaridas e gerbéras.




É preciso saber viver

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver, saber viver!

Ano Novo.....

Já diz o outro "Ano novo, vida nova", e no meu caso faz sentido.
Dias após ter escrito parte deste texto, foi tudo ao ar. Na teoria já estava nos ares dias após a passagem de ano por me terem faltado ao respeito (vide posts anteriores um tanto amargos), na prática foi ontem ao ar em definitivo.
Sensivelmente um mês após ter escrito estas linhas, vejo a grande hipótese de voltar a sair da estatística.
Então, toca a fazer uma forçinha para eu sair da estatística, porque quanto eu resto, a minha pessoa está muito bem, obrigada.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Good girls


Eu faço parte das segundas.
Sim, sou um bocadinho má (quem é que não é???),quem é que não tem um lado "cabra" dentro de si que de vez em quando (ou de quando em vez), dá sinal de vida??
E além do mais a vida no céu deve ser uma chatice, deve ser muito calma. O inferno para além de quentinho, deve ser animado, deve ser um regabofe de malta, maltinha e maltosa.

Yep...I'm a bad girl, and i like it. 




Sobre livros


Acabei de ler há pouco tempo o livro "Procuro-te" de Lesley Pearse. Gostei, mas podia ter gostado mais. Lê-se bem, mas a história podia estar mais bem desenvolvida, bem como as personalidades  e vivências das personagens. Dei por mim a dizer "Então um salto enorme no tempo????Caramba!!"








Agora comecei a ler da mesma escritora a "Melodia do amor", e confesso que para além de ter prendido desde logo, o tipo de história e de escrita se encaixa mais naquilo que estou habituada a ler. E eu que comprei por mero acaso um livro dela, tornei-me fã da escrita dela. E aprendi a não julgar mesmo um livro pela capa.








Na minha estante, também tenho a chamar por mim o "O último segredo" de José Rodrigues dos Santos. Sobre este escritor quero ter comigo a "O sétimo selo" e o "Codex 632", para ficar com a colecção completa.


E as últimas aquisições da minha pessoa (os aqui de cima foram prendas de natal) foram dois livros de Jodi Picoult: "Frágil" e " Uma questão de fé". Caramba....entrei na FNAC e eles chamaram por mim. E importante, muito importante: também quero os restantes livros da senhora (devem faltar-me uns seis, porque  para além destes já tenho "O pacto" e o "Perdido no seu mundo".



E vocês?? O que estão a ler neste momento? Têm sugestões para a minha pessoa acerca de livros e escritores? Acho que dá perceber que a minha pessoa não é esquisita com temáticas, mas gosta de livros que tenham sumo, substância.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Vira o disco

Sei que estou um pouco em modo de vira o disco e toca o mesmo, mas tenho que registar para uma eventual memória futura, futuro esse que não sei se está próximo ou nem tanto.
Para mim pedir para pensar sempre esteve coadjuvado com um "quero pôr um fim a isto e assim é mais fácil", do lado de quem o faz.Até posso estar errada, e admito que posso vir aqui dizer que errei neste pensamento, mas o que me custa é o respeito, e neste caso a falta dele pela minha pessoa.
Pedir para pensar sem me justificar o porquê de é um acto de cobardia, um acto de uma bestialidade bestial, um acto inconsciente ou estupidamente e infantilmente consciente de alguém que eventualmente precisa de se sentir seguro com a insegurança dos outros, que precisa de se sentir superior tendo alguém a rastejar, a pedir, a lamentar.
Pois bem, hoje foi o primeiro dia em que deixei de agarrar no telemóvel e de insistir de querer saber o porquê, e de querer falar para resolver de uma vez por todas o que pode já estar resolvido. Resolvido de um lado, de outro lado, de ambos os lados, para o bom, ou para o menos bom.
Se chorei?Sim,chorei ontem, não de tristeza, mas sim de raiva por não me sentir respeitada.
E eu quero e exigo respeito, porque eu mereço-o, e nunca faria o que me foi ou estar a ser feito. Nunca deixaria ninguém sem uma palavra acerca de um porquê de um pedido de tempo, se fosse eu a fazê-lo. Porque não se faz e porque se trata de uma pessoa e de outra.De duas pessoas. Não apenas uma, provavelmente com o ego de uma ervilha e que quer a insegurança dos outros para se sentir seguro, se for esse o caso, que quer testar os meus limites, que está à espera que me arraste a implorar para voltar.
Não, eu não imploro, e nem me arrasto. Demorei muito tempo a ter a minha auto-estima (que não é muito grande, mas é a que basta),e acima de tudo gosto muito de mim mesma, para deixar que me anulem ou que o tentem. Se na minha ida década de 20 anitos nunca implorei e me arrastei, decididamente que não vai ser aos 31 que o irei fazer.
Se quero falar? Quero e vou falar. Se vou ser ouvida na altura ou depois não sei, porque não sei o que esperar quando o meu contacto está a ser rejeitado de forma automática.
Até posso fazer um monólogo telefónico, escrito, por via sms ou usando as novas tecnologias. Mas vou falar.
É o que lixa tudo...eu querer falar...ou então não.

Facto

terça-feira, janeiro 10, 2012

Hora do Vitinho (110)

Whenever I get gloomy with the state of the world, I think about the arrivals gate at Heathrow Airport. General opinion's starting to make out that we live in a world of hatred and greed, but I don't see that. It seems to me that love is everywhere. Often, it's not particularly dignified or newsworthy, but it's always there - fathers and sons, mothers and daughters, husbands and wives, boyfriends, girlfriends, old friends. When the planes hit the Twin Towers, as far as I know, none of the phone calls from the people on board were messages of hate or revenge - they were all messages of love. If you look for it, I've got a sneaking suspicion... love actually is all around.

Love actually

Assinem aqui sff

Texto retirado do Seminário Sol:

Uma petição online que pede o julgamento do ex-primeiro-ministro José Sócrates por gestão danosa dos dinheiros públicos já tem mais de 30.700 assinaturas. E pode, a qualquer momento, dar entrada no Parlamento e ser agendada para discussão em plenário.
Os assinantes pedem «que se apure onde foram gastos os dinheiros públicos e quais as suas motivações durante os governos do eng. José Sócrates, que duplicou a dívida pública de Portugal e nos conduziu à bancarrota».
A petição já ultrapassou em muito as quatro mil assinaturas exigidas para que o assunto seja debatido pelos deputados em plenário. E qualquer cidadão pode enviá-la directamente aos serviços da Assembleia da República, onde o número de petições cresceu no último ano, de 110 para 132. A maioria, aliás, já chega por via electrónica (77), com as restantes a serem enviadas por correio tradicional (...).
Basta clicarem aqui

domingo, janeiro 08, 2012

Tempo




O tempo perguntou ao tempo
Quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto tempo o tempo tem.


Tenho tempo, até posso eventualmente ter todo o tempo do mundo,dou tempo,mas....nunca me entendi bem com o significado do tempo "no tempo". Estou numa aprendizagem constante,e a vida é assim, feita de aprendizagens.


sábado, janeiro 07, 2012

E mais isto

Já me aconteceu isto, e isto. E esta semana voltou a acontecer novamente. Eu que sou uma gaja que explode, estranhamente estou relativamente controlada, mas com um cinismo aqui a crescer dentro que é de bradar aos céus.Mas ao mesmo tempo que o cinismo cresce, vem a vontade do cá se fazem cá se pagam. Não é atitude de alguém de 31 anos???
Provavelmente não, mas é a atitude a tomar quando a pessoa do outro lado desperta a ultima bolachinha do pacote que há dentro de si.
Como acontece o cá se fazem cá se pagam?Muito simples: não se volta a telefonar nem a mandar mensagens nem nada. Nada de nada, porque o desprezo até faz bem.Se gosto?Não gosto nem de o fazer, nem que me o façam é muito simples.
Antes fiquei triste, agora estou mesmo fodida, com f grande. E sei que uma Inês fodida é bem pior que uma Inês triste.Uma Inês fodida para além de conseguir ser cínica, passa-se da cabeça e diz as verdades, o que deve e o que não deve.E uma Inês fodida é uma Inês sem paciência, e uma Inês sem paciência e fodida diz tudo e mais alguma sem se preocupar.
E eu não sei se a perca toda ou parcialmente, ou a carregue mais um pouco.
Ser impulsiva nestes casos não é bom.

Agora para desanuviar as ideias e acalmar, vou pôr os auscultadores nos ouvidos, e dançar um bocado à minha maneira.Assim acalmo,canso-me e deito-me mais aliviada.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

E mais música

Não vos quero dar música, ou "encher" chouriços.
Mas ouvi esta música na Cidade FM (a rádio da malta jovem), e ficou logo aqui no ouvido da minha pessoa.
Soft, e com um ritmo fantástico.Viciante, boa de se ouvir e de cantarolar.
Gosto disto: é simples e faz sorrir e cantar  


Solidariedade

E porque ser solidário não faz mal a ninguém, muito pelo contrário faz bem, neste fim-de-semana aqueçam-se e ajudem a alguém a aquecer-se.
Ah...e tratem bem dos animais, e das feras...

Eu adoro esta música, consigo ver nela o acto solidário de acender e de aquecer. E é bonito sermos solidários.

Relight my fire, your love is my only desire
Relight my fire cos I need your love
Relight my fire, your love is my only desire
Relight my fire cos I need your love, yeah

Sou





Sou o nascer do sol e sou o seu pôr.
Sou o raio fino e tímido que passa timidamente por entre as nuvens, e sou aquele que ofusca e cega a vista.
Sou a nuvem branca, e sou aquela cinzenta quase negra.
Sou uma chuva fininha, e sou um aguaceiro forte que devasta tudo em minutos.
Sou um ribeiro que corre calmamente, e sou um rio em todo o seu esplendor e fúria, que leva tudo em redor.
Sou uma noite estrelada, e sou uma noite escura e tenebrosa.
Sou um céu azul, e sou um céu cinzento.
Sou estrela mais forte do céu, e sou também a mais fraquinha.
Sou uma brisa de Verão, e sou um vendaval de Inverno.
Sou um mar calmo,e sou um oceano bravo.
Sou uma árvore perene, e sou uma árvore caduca.
Sou um livro por abrir, e sou um livro já gasto de tanto ser lido e folheado.
Sou a lua nova e o quarto crescente, sou a lua cheia e o quarto minguante.
Sou um riso tímido, sou uma gargalhada forte.
Sou calma e sou impetuosa.
Sou forte e sou fraca.
Sou a que espera, sou a desespera.
Sou a que tem esperança, sou a que desespera por falta dela.
Sou a que dá sem querer receber, mas também sou a que quer receber um pouco do outro lado.
Sou tudo, sou nada.
Sou este e aquele, sou aquilo e o outro.
Sou um transbordar de emoções e sou o seu esconderijo.
Sou a minha vida, as minhas rugas, as linhas das minhas mãos.
Sou eu, apenas eu.

O fim do mundo e as crianças


 Sim estamos em 2012, o dito ano em que mundo se fina e que a malta vai desta para melhor.Numa pesquisa filtrada no google surgem no espaço de uma semana cerca de 23.100.000. resultados.Coisa pouca e ainda por cima estamos em ano bissexto.
Mas o mais interessante é ver a perspectiva do fim do mundo pelos olhos de um jovem, nos ido ano 2000 (outro ano do fim do mundo, e também bissexto).


... Mas por outro lado, há que salientar que eu com 11 anos fiquei traumatizado com o fim do mundo.
Para quem me lê há pouco tempo e não sabe, a minha avó paterna é testemunha de Jeová. Isto só para vos situar.
Ora bem, a senhora andou 2 anos a levar-me ás congregações, a assistir às celebrações, a ouvir leituras da bíblia e tal. Aquilo a dada altura já me estava a começar a ficar entranhado na cabeça (o método da imersão é o melhor para converter uma criança) e uma certa noite de verão, a minha avó resolveu falar do armagedão. Em 2001 as coisas não eram como agora, que qualquer bandalho vai ao google e se vê banhado com milhentas informações sobre tudo e mais alguma coisa. 
E pronto, a minha avó fez o favor de me dizer que o mundo ia ser destruído, e que íamos todos ao julgamento final, e que as pessoas que não pregassem a palavra do senhor, ou tivessem fé e yada yada yada – ou por outras palavras, que não fossem testemunhas de Jeová – morriam. E isso incluía os meus pais. Ora, por muito inteligente que uma criancinha seja, não deixa de ser uma criancinha, e ser portanto um bocado mais imbecil do que cresce (na maioria dos casos), e isso resultou numa noite de intensas insónias a rezar (Oh sim, eu já ia na fase em que já rezava até para ir ao WC) e a chorar porque pensava que os meus pais iam morrer porque não andavam de bíblia debaixo do braço a oferecer revistas aos transeuntes que não querem ser incomodados.
 Devo dizer que este post e esta citação em particular me fizeram dar gargalhadas em frente ao pc.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Inspiração ou talvez não



Enquanto fumava um cigarro (esta noite fuma-se bem na rua porque não está um frio que corrói o corpo), dei por mim a pensar que prepassam mil e uma ideias pela minha cabeça, mas pura e simplesmente não as consigo ou talvez não as quero escrever ou transcrever para aqui.
Não sei se estão demasiado ordenadas ou desordenadas, coerentes ou incoerentes, se sim se não, se nim se talvez.
Ainda há pouco olhei para os meus textos do MEC, e para outros tantos que leio, devoro, quase que decoro, que me dão conclusões, animações, frustações e nada. Nada de nada. Nem um "é isto mesmo que eu quero para postar, e debitar. É disto que eu preciso."
Não me apetece escrever sobre o amor ou desamor, a situação política e económica do país, fazer a apologia do "Ano Novo Vida Nova", e de apresentar resoluções de Ano Novo que sei que não vou cumprir.
Não me apetece debitar sobre a lógica da batata frita, ou a falta de lógica desta.
Não me apetece ir buscar textos antigos e voltar a postá-los escrevendo antes "ide aqui ler se faz favor."
Não me apetece nada, não sei se não me apetece não me apetecer, ou se me apetece este não apetecer.

Não faço a menor ideia de quem escreveu, mas lá que me revi é verdade, verdadinha.


quarta-feira, janeiro 04, 2012

Hora do Vitinho (109)

segunda-feira, janeiro 02, 2012

A minha agenda, a minha agenda

E pela enésima vez comprei uma agenda, e pela enésima vez olhei para ela e disse: "vou dar-te todo o uso que mereces e mais algum!!!"
Comprar agendas e jurar que vou usá-las são como que resoluções de ano novo que eu faço.
© Brainstorming
Maira Gall