Vira o disco

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Sei que estou um pouco em modo de vira o disco e toca o mesmo, mas tenho que registar para uma eventual memória futura, futuro esse que não sei se está próximo ou nem tanto.
Para mim pedir para pensar sempre esteve coadjuvado com um "quero pôr um fim a isto e assim é mais fácil", do lado de quem o faz.Até posso estar errada, e admito que posso vir aqui dizer que errei neste pensamento, mas o que me custa é o respeito, e neste caso a falta dele pela minha pessoa.
Pedir para pensar sem me justificar o porquê de é um acto de cobardia, um acto de uma bestialidade bestial, um acto inconsciente ou estupidamente e infantilmente consciente de alguém que eventualmente precisa de se sentir seguro com a insegurança dos outros, que precisa de se sentir superior tendo alguém a rastejar, a pedir, a lamentar.
Pois bem, hoje foi o primeiro dia em que deixei de agarrar no telemóvel e de insistir de querer saber o porquê, e de querer falar para resolver de uma vez por todas o que pode já estar resolvido. Resolvido de um lado, de outro lado, de ambos os lados, para o bom, ou para o menos bom.
Se chorei?Sim,chorei ontem, não de tristeza, mas sim de raiva por não me sentir respeitada.
E eu quero e exigo respeito, porque eu mereço-o, e nunca faria o que me foi ou estar a ser feito. Nunca deixaria ninguém sem uma palavra acerca de um porquê de um pedido de tempo, se fosse eu a fazê-lo. Porque não se faz e porque se trata de uma pessoa e de outra.De duas pessoas. Não apenas uma, provavelmente com o ego de uma ervilha e que quer a insegurança dos outros para se sentir seguro, se for esse o caso, que quer testar os meus limites, que está à espera que me arraste a implorar para voltar.
Não, eu não imploro, e nem me arrasto. Demorei muito tempo a ter a minha auto-estima (que não é muito grande, mas é a que basta),e acima de tudo gosto muito de mim mesma, para deixar que me anulem ou que o tentem. Se na minha ida década de 20 anitos nunca implorei e me arrastei, decididamente que não vai ser aos 31 que o irei fazer.
Se quero falar? Quero e vou falar. Se vou ser ouvida na altura ou depois não sei, porque não sei o que esperar quando o meu contacto está a ser rejeitado de forma automática.
Até posso fazer um monólogo telefónico, escrito, por via sms ou usando as novas tecnologias. Mas vou falar.
É o que lixa tudo...eu querer falar...ou então não.

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