Sobre o facebook

sexta-feira, agosto 17, 2012





Hoje abri o facebook e encontrei uma fotografia de uma adolescente a apontar uma arma a um bebé que estava ao colo. Debaixo da imagem a legenda tipica "partilhar até mais não para que a imagem chegue não sei aonde e a pessoa seja apanhada pelas autoridades".
Ver este tipo de imagens e outras com as variantes de bebés, crianças, animais e velhotes, irritam-me solenemente

Se por um lado entendo a necessidade de partilha quando o fim é válido, por outro a partilha da desgraça alheia porque "se toda a gente partilha e põe um gosto eu também" não é bonito, muito pelo contrário. Por melhor que seja a intenção de quem partilha, muitas vezes o raio da imagem não passa de uma montagem que alguém fez para se divertir. Apenas isso...muitas partilhas, muitos gostos, diversão e nada mais.

Se eu partilho algumas imagens?Algumas, as que são fidedignas, que vêm do IPO, da Ajuda de Berço, da União Zoófila, cujo apelo e aviso tenha passado na televisão. Essas imagens e páginas partilho, agora as outras não.

Para desgraças já bastam as minhas e as das pessoas que me rodeiam. Por essas ainda posso fazer algo, as outras não consigo e fazer e nada. E não partilho, nem ponho gostos.Não faz parte do meu feitio partilhar desgraças que não são mais do que montagens. Mesmo que não o sejam de que me adianta fazer um "gosto", mesmo que esteja escrito que 50.000 "gostos" ou partilhas garantem a cura, ou dão dinheiro para a criança, ou para o animal? Quem me dá a garantia de que a partilha traz alguma benesse??

Não entendo este "hábito"...
Partilhem anedotas, frases conhecidas, paisagens, a música da Fanny...eu faço esse tipo de partilhas (não a música da Fanny), e até vejo imagens giras. Agora a suposta desgraça alheia, não obrigada. Dispenso-a por completo.


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