domingo, setembro 30, 2012

O "Consultor"

António Borges pode ter um curriculum académico e profissional bastante bom, que põe uns tantos a um canto.
Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
O "consultor" nomeado pelo PSD para as privatizações, esquece-se da outra coisa quando fala: da realidade em que se vive actualmente, uma realidade bem feia.

Provavelmente tem esperança em ocupar um lugar de ministro quando houver remodelação governamental, mas não convém nesta altura mandar mais lenha para um fogo que está a ganhar enormes proporções: rotular os patrões de ignorantes não lhe ficou nada bem. Muito pelo contrário, só vem acicatar mais mau estar num país que não está bem e nem se recomenda.




sábado, setembro 29, 2012

Manias

Umas das manias facebookianas que não entendo são as mortes. Meia volta aparecem fotografias de alguém conhecido/famoso que morreu por exemplo ontem, ou há duas horas, quando a pessoa em questão está viva e recomenda-se. Ou as notícias de que morreu tal e a tal pessoa já se finou há uma catrefada de tempo.
Há alguns minutos apareceu no facebook uma fotografia do Camilo de Oliveira a dizer que este tinha falecido hoje, cuja morte tinha sido confirmada por pessoa X. 
Mas o senhor está o contrário de estar morto: vivo,vivinho da Silva.

Mas que mania é esta de publicar este tipo de notícias e de fotografias?
É um bocado mórbido e doentio. Digo eu.

quinta-feira, setembro 27, 2012

Voltas e voltas

Life goes around
up and down
up and down
That's the way
life goes around.




quarta-feira, setembro 26, 2012

Transmissão de conhecimentos falados em Português

O "oi oi oi oi oi vem dançar kuduro", tornou-se no tema de abertura de uma novela brasileira.

Trocou-se o "vem dançar kuduro" pelo "vem dançar/ balançar com tudo, mas o resto mantém-se.

Oi oi oi oi oi oi
Oi oi oi oi oi oi

terça-feira, setembro 25, 2012

Hora do Vitinho (151)

Mitt Romney

“(...)Quando há fogo num avião, não há para onde ir. Não se pode obter oxigénio do exterior do avião porque não se conseguem abrir as janelas. Não sei porque não se abrem. É um problema grave. Portanto, é muito perigoso(...)”.


Temo que um dos requisitos para ser candidato à Presidência dos EUA pelo partido Republicano é não ter a noção do ridículo e dizer umas boas calinadas, umas boas piadas para ser alvo de gozo por esse mundo fora.

Mitt Romney tem esse requisito e já se fez valer dele por algumas vezes. A vez mais recente é afirmar não entender porque raio as janelas dos aviões não se abrem como as dos carros. Ou melhor, Mitt Romney não sabe porque é que as janelas de um avião não se podem abrir, porque motivo estas estão seladas.



segunda-feira, setembro 24, 2012

Hora do Vitinho (150)

Vou só ali voltar à adolescência e já volto.
Pelo caminho vou questionar sobre Deus....porque fizeste este moço gay???Porquê????



Ora bem

Ora bem, para além de dizer que sou a dona dos brincos aqui em baixo, digo também que a "fazedora" dos brincos, fez também a pulseira e o porta-moedas e a bolsa que dá para guarda o que se entender
Tudo isto é hand made, giro nas horas e com um  preço acessível.
Posto isto, desafio-vos a clicarem aqui, a gostarem, a partilharem, a dar uma vista de olhos, a comentarem, saberem preços e encomendarem.

Eu nunca vos peço nada, portanto façam lá a vontade à dona do estaminé e cliquem aqui.












domingo, setembro 23, 2012

Domingo à noite

Entre ver gordos a dançar na Sic e peixeirada juntamente com bate bocas e afins, escolho a segunda hipótese.
Apesar de ambas serem más, confesso que prefiro ver peixeiradas e afins feitos por quem tem o noção do que faz (considero uma comédia), do que ver o que há quem faça tudo para emagrecer. Entenda-se que não gosto de pesos pesados e afins.
Considero que é uma forma de exploração feita sem que o explorado tenha toda a noção de ridículo.Quanto aos que estão enfiados na casa, esses sabem bem o fazem.

sexta-feira, setembro 21, 2012

Elucidações

No dia em que entender o porque de existirem pessoas que devassam a vida de outras, sem as conhecerem de lado nenhum, vou ser uma pessoa muito mais elucidada.

Uma fotgrafia por dia (9)


E por esta altura apanha-se limo.
E cheira tanto a mar.

quinta-feira, setembro 20, 2012

Hora do Vitinho (149)

Hã???

Se o problema para a maioria de nós é suportarmos um estado altamente despesista, é esta a solução que apresentam???O Banco de Portugal e o Ministério das Finanças não supervisionam a nossa divida e acompanham os memorandos?
São necessárias novas estruturas para o fazer?
Ou é uma medida de estimulo ao emprego para os amigos dos Tios Pedro, Vitor e Miguel?
O Carlos Moedas estava descontente, em risco de ir para o desemprego, ou no limiar da sobrevivência??


Com os novos estatutos, a estrutura dirigida por Carlos Moedas , secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, passa a reger-se pelas normas aplicadas ao pessoal dos gabinetes governamentais, uma mudança justificada pelo Governo, no próprio diploma, com a «similitude e a especificidade das suas funções».

No caso dos vencimentos, o limite máximo a atribuir aos elementos recrutados no sector privado – quando estes optem pelo estatuto remuneratório do posto de trabalho de origem –, passa a ser a remuneração-base prevista para o respectivo governante.

A ESAME já tem profissionais com remuneração acima da tabela da Função Pública – como é o caso de Pedro Ginjeira do Nascimento, um elemento recrutado para a categoria de especialista com um vencimento de 5.776 euros–, mas José Abraão, Federação Sindical da Administração Pública, explica que a equiparação a membros de gabinete «reduz ainda mais as restrições para recrutamentos acima da tabela» nas vagas que ainda estejam por ocupar. A estrutura pode nomear até 30 elementos e apenas nove lugar estão actualmente ocupados.
Definitivamente estamos no bom caminho....sem sombra de dúvidas.
Isto é continuar a gozar com as pessoas....


quarta-feira, setembro 19, 2012

Hora do Vitinho (148)

Ontem "via-a", hoje ouvi-a e decidi que seria o Vitinho de hoje.E por sinal enquadra-se no post abaixo.

"(..)
And it's you when I look in the mirror
And it's you that makes it hard to let go
Sometimes you can't make it on your own
Sometimes you can't make it
The best you can do is to fake it
Sometimes you can't make it on your own".

Uma fotografia por dia (8)


terça-feira, setembro 18, 2012

Situação

Tendo como base a situação em que vivemos e que um bom vinho do Porto está cada vez menos acessível às nossas bolsas e por isso mesmo é consumido menos vezes, proponho a substituição do  provérbio 
"És como o vinho do Porto. Quanto mais velho melhor", pela seguinte expressão:
"És como a aguardente. Quanto mais velha mais potente."

segunda-feira, setembro 17, 2012

Some nights

"Some nights, I stay up cashing in my bad luck
Some nights, I call it a draw
Some nights, I wish that my lips could build a castle
Some nights, I wish they'd just fall off."


(...)

This is it, boys, this is war - what are we waiting for?
Why don't we break the rules already?
I was never one to believe the hype - save that for the black and white
I try twice as hard and I'm half as liked, but here they come again to jack my style.

(...)

So this is it? I sold my soul for this?
Washed my hands of that for this?
I miss my mom and dad for this?

No. When I see stars, when I see stars, that's all they are
When I hear songs, they sound like a swan, so come on
Oh, come on. Oh, come on, OH COME ON!"





Para além do gostar bastante da música, atrevo-me a dizer que de certa forma esta se enquadra nos dias que estamos a viver.

Sobre a casa dos segredos

É como uma comédia de fim de semana: serve para a malta se entreter, dar umas gargalhadas e ter alguns momentos de indignação.
E pronto....está tudo dito.

Cátia Máriza?????Máriza????
Afinfar???
Mamas que explodem???
Emigras de trazer por casa??
O Hélio Imaginário????
Uma cornuda??
Gajos que se acham a última bolachinha do pacote??
Gajas que não saem do salto porque nem sequer o têm??

Daqui a duas semanas metade anda à porrada, a outra metade anda a comer-se.

Poupem-me e ninguém se atreva a dizer novamente que aquele é um retrato da sociedade portuguesa. 
A ser verdade, existem duas hipóteses:
1ª Nós somos acéfalos e eles inteligentes...
2ª Somos seres de outro planeta....

domingo, setembro 16, 2012

E tu Paulo???

Paulo Portas é um estratega. E um bom estratega. Hoje pôs uns quantos a um canto.
Para além disso, sabe que tem que agradar aos eleitores garantidos e aos seus potenciais, bem como não ser ele o causador oficial da crise no governo (que já está instalada). 
Portanto o discurso dele foi o politicamente correcto e teve ainda uma jogada de mestre ao mencionar as PPP's e o famoso corte na despesa do Estado (o que tantos pedem que seja feito).

Provavelmente não passaria pela cabeça de PPC que estas medidas viessem a público, ainda mais da boca do "parceiro" de coligação.
Paulo Portas sabe que muito provavelmente irão fazer ouvidos de mercador ao que ele hoje disse. E na verdade isso pode dar-lhe bastante jeito: CDS abstém-se no orçamento de estado e a coligação é quebrada. Não pode existir coligação quando um dos partidos não é "ouvido", e levado em linha de conta.

Uma fotografia por dia (7)


sábado, setembro 15, 2012

No dia

Fotografia de  André Brito


No dia em que nos soltarmos das amarras que nos prendem e das algemas a que somos agrilhoados emocionalmente, seremos verdadeiramente livres.
Nesse mesmo dia iremos encontrar-mo-nos com nós mesmos e conhecermos a nossa verdadeira essência.
Nesse mesmo dia iremos reconhecer o nosso verdadeiro eu, a nossa matéria, aquilo de que somos verdadeiramente feitos.
Até esse dia chegar iremos viver presos a nós mesmos e ao mundo que nos rodeia. Estagnados, agrilhoados sem sabermos o que se passa, mas a sentirmos que algo não está bem. Somos livres, mas estamos presos. Presos a nós próprios, ao que nos rodeia, aos nossos sentimentos, ás nossas emoções.

Desafiada pela Malena. 

Hora do Vitinho (147)

Ser Amado

"Às vezes, é preciso conseguirmos o que não se consegue: parar de amar por um momento, para se ser amado por quem se ama.
Seria bom podermos parar para nos sentirmos amados sem ser de volta, na confusão de duas pessoas a amarem-se. Se não amássemos quem amássemos, talvez pudéssemos receber o amor dela e saber como era.
Mas não é provável. Se não a amássemos, não quereríamos saber. Ser amado seria um pedido, uma intromissão, um desconforto à espera de uma resposta nossa, de uma desilusão, de uma insensibilidade àquele amor que não queremos para nada, que nos apanhou e embaraça. Se calhar, na vida e na morte de quem ama e quem se ama, só se sente o não ser amado e o já não ser amado e, quando muito, o já ter sido amado. A ausência e a tristeza, por muito grandes que sejam, não são tão grandes como a presença, a alegria e a angústia do amor vivo, que ocupa os corpos todos e as almas todas.
É pena que enquanto se é amado por alguém nunca pareça que se é. Amado, de certeza, incondicionalmente, como é amado - também sem saber - quem amamos.
A maior sorte é pensar que a pessoa amada, à força de ser tão amada, quase por uma questão de empatia e reciprocidade, começa a enganar-se que nos ama também. É a que me cabe, graças à Maria João e ao amor com que a amo.
Ela ama-me também. Sem ser por arrasto - e com atraso. É isto que ela me diz. Eu não acredito. Mas cada vez tenho menos razões para não acreditar. É muito. É muito mais. Obrigado, meu amor."

Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público' (26 Julho 2012)

sexta-feira, setembro 14, 2012

O meu manifesto

Não vou estar presente em nenhuma manifestação amanhã, mas tal facto não impede que exprima a minha opinião sobre o tema. Existem muitos mais como eu. Ou estão a trabalhar ou não podem ir. Eu faço parte dos segundos, não daqueles que ficam sentados no sofá a ver a banda passar. 
O facto de fazer parte do segundo grupo, não significa que não apele a que se manifestem de forma pacífica, sem o uso o à violência apesar de considerar essa uma questão muito difícil de gerir. 
Esse mesmo facto não me impede de criticar o nosso governo hoje, amanhã e depois. Um governo que deixou toda uma sociedade numa situação insustentável, num Titanic que já está partido. 
A alternativa? Não sei....confesso que não sei. Além disso olho para os partidos e não vejo ninguém capaz de governar este país, de cortar num estado estupidamente despesista e em pessoas e empresas que são congéneres.

Mas o que me faz e fará revoltar as vezes necessárias é observar a injustiça de que estamos a ser alvo. Todos os dias.
Basicamente querem-nos tirar até os nossos ossos e isso não podemos permitir de forma alguma. Merecemos dignidade, temos direito a essa dignidade. Assim como merecemos a nossa liberdade, neste caso a liberdade de nos queixarmos, de querermos ser ouvidos, de contestarmos as medidas dos que nos governam. Assim como temos direito à "famosa" equidade. 

Eu acredito em que precisamos da Troika no país. Precisamos de financiamento externo para nos recuperarmos de anos e anos de má gestão. Mas ao mesmo tempo que digo que precisamos da "ajuda externa" para nos equilibrarmos, defendo firmemente que o prazo precisa de ser ajustado, que a forma de pagamento e os juros necessitam urgentemente de serem revistos. Defendo que o plano devia ser revisto e deveria ter sido logo de início, no momento em que se soube que o desvio orçamental deixado pelo governo PS era muito maior e mais grave do que o dito e pensado.

É isso que eu defendo e afirmo: a ajuda externa é necessária, mas os seus moldes precisam de serem revistos rapidamente. E repensados, reformulados, reestruturados. 
Sustentar um estado altamente despesista, enquanto nos obrigam a cortar sucessivamente nas nossas vidas, não se coaduna com um programa de resgaste, nem com as medidas apresentadas por estes dias que visam a restruturação económica do país e o nosso regresso ao mercado. Esse facto é impossível, não tem fundamento.

Este é o meu pedido, a minha manifestação: recuem nas medidas anunciadas. Chegou a altura de cortar onde sempre foi necessário, de a equidade se aplicar a todos os cidadãos do país, não a alguns. De se reajustar o plano, revê-lo, adaptá-lo ao povo, ao país e às nossas necessidades. Só tendo um plano realista com uma solução realista, podemos sair do buraco onde estamos enfiados. 

Só quando forem tomadas e executadas medidas duras a estado que sofre de obesidade mórbida é que ficarei mais contente.

Eu não quero dar o que é meu por direito para sustentar um estado que para além de obeso e guloso, tem na sua figura alguém que não quer admite recuar em nenhuma das medidas e principalmente naquelas que afectam a grande maioria dos portugueses.

Chega de pagar um estado despesista, com maus hábitos e vícios, uma criança mimada e prepotente!!Chega!!!






Aonde????

Aonde, pergunto eu???
Aonde???

quarta-feira, setembro 12, 2012

Hora do Vitinho (146)

Subentendo da letra que com a companhia certa consegue-se e pode-se governar o mundo. Governar mais e melhor.
Pelo menos o nosso o mundo.


terça-feira, setembro 11, 2012

Hora do Vitinho (145)

O que eu gostava

O que eu gostava de não ter falado mal dos (des)governantes nestes últimos dias.
O que eu gostava de nem sequer ter falado deles.
O que eu gostava de continuar a viver no meu país e pensar "para o ano isto melhora". Fui uma crédula, admito, mas fomos milhões de crédulos.
Mas estamos no Titanic que por esta altura já está partido em duas partes. O "amigo" Pedro deu a machadada final, e o "amigo" Gaspar enterrou ainda mais o machado.
Paulo Portas deve estar a sentir a esta hora que não lhe espetaram uma faca nas costas, mas sim um cutelo. (convocar os órgãos do partido nesta altura não augura nada de bom).
Caramba, foram dadas normas para os ministérios responderem às perguntas feitas pela comunicação social e afins. Só falta um lápis azul.
Não quero viver numa Grécia amotinada, mas não quero viver num país que não nos governa, que não nos dá, só nos tira. Quero uma solução para o país em que vivo, quero igualdade, quero a classe média de volta,  quero qualidade de vida.

Se partilham de parte da minha opinião, mesmo que uma ínfima parte, cliquem aqui.

Há 11 anos

Há 11 anos estava boquiaberta a olhar para a televisão.
A pensar em como era possível alguém cometer uma barbaridade em prol de uma causa que matou milhares de pessoas e que arruinou a vida de outras tantas para sempre.
Parecia que estava a ver um filme. Ainda hoje, quando vejo as imagens dos aviões a baterem nas torres e destas a caírem, tenho a mesma sensação.

segunda-feira, setembro 10, 2012

Exigências e dignidade

Depois da fornicação de sexta-feira, surge a super hiper mega probabilidade de virmos a ser sodomizados esta quinta-feira. A frio, sem óleos, margarinas, manteigas ou vaselinas.

José Sócrates levou-nos à falência, Pedro Passos Coelho está a dar o último passo para nos tirar a dignidade que tínhamos não para viver, mas para sobreviver.
José Sócrates deixou-nos com tostões, Pedro Passos Coelho até as migalhas nos quer tirar.
Os governos de Sócrates e de Santana Lopes foram dissolvidos por muito menos.
Se estas medidas forem a avante e nada as travar nem "uma sardinha para seis pessoas" bastará. Será uma sardinha para quase 11 milhões de portugueses.
Estamos a um passo de termos o salário minimo mais baixo dos últimos 40 anos.
A indignação e a revolta gerou-se nos últimos dias de uma maneira que muitos provavelmente não esperavam, (basta ver os comentários feitos à declaração do "amigo" Pedro). E não se gerou só nos movimentos cívicos e apartidários, mas no seio do próprio PSD. Creio nunca ter visto uma Juventude partidária vir a público assumir-se contra as medidas anunciadas. Dentro do CDS já se exigem explicações a Paulo Portas que tem estado num silêncio agora especialmente absurdo.

Quanto tempo falta para porem um travão na pobreza em que nos querem deixar?
Para travarem a pouca dignidade que nos querem tirar?
Eu mais o meu pequeno ordenado não temos e nem devemos continuar a sustentar uma sociedade política e económica estupidamente viciada, nem contribuir para ajudas de custo, subvenções, reformas antecipadas, viaturas de estado, e ordenados milionários que por aí andam.
Eu e o meu pequeno ordenado não queremos contribuir para alimentar o vício de quem está no topo, e do topo observa todo um país a ir à ruína,e que se limita a dizer "assim não pode ser", mas nada faz.
Exigimos uma verdadeira equidade.
Exigimos um real corte na despesa do Estado.
Exigimos os nossos direitos.
Exigimos o retorno dos subsidios que foram retirados.
Exigimos o retorno de reformas em condições.
Exigimos um verdadeiro SNS, em que não se morra, ou sofra por não ter dinheiro para ir uma urgência.
Exigimos uma taxa de IVA adequada às nossas necessidades, e aos nossos rendimentos.
Exigimos o fim do fosso entre ricos e pobres e a volta da classe média.
Exigimos dignidade.
Exigimos viver.

Vocês e os vossos ordenados exigem?

Uma fotografia por dia (6)


domingo, setembro 09, 2012

Voltando à fornicação das medidas de austeridade

E o António José Seguro que não venha fazer-se de virgem ofendida, ou afirmar solenemente que não fazia ideia do que vinha por aí.
Afinal de contas reuniu de emergência com o "amigo" Pedro a semana passada.
Agora quero ver como vai ser a posição do PS para o lindo, fantástico e maravilhoso Orçamento de Estado.

sábado, setembro 08, 2012

Sobre as medidas de austeridade e a fornicação

Ontem, pelas 19 horas e 45 minutos senti que estava a ser fornicada. Mas como tinha tido um dia bastante fornicado não dei importância, porque já estava fornicada.
Quando cheguei a casa reparei que tinha sido fornicada pelo Pedro Passos Coelho. O PPC foi mais um que me fornicou o dia. A diferença é que eu não fui a única fornicada. Comigo foram fornicados muitos Portugueses.
Como queria ver a proporção do fornicanço fui à net para ler notícia, afinal de contas quis saber em quanto e como eu estava fornicada.
Em 17%. Fodida com uma subida de TSU dos 11 para os 17%.
Aquele que me fornicou afirma que esta medida e a redução da TSU para as empresas vai promover  o emprego, em especial nas pequenas e médias empresas, que também fornicadas estão. Até pode promover o emprego, mas não promove o aumento do salário minimo nacional.Uma pessoa que receba o SMN vai ser fornicada em 34 €. E esta fornicação de 34 € faz muita diferença na vida de uma pessoa, e em especial das que ganham mal (grande percentagem da população).


PPC acredita que assim promove o aumento do emprego, mas e o consumo?
Como é que vai promover o consumo com a fornicação de somos alvo? Estes 7 pontos percentuais fazem a diferença na vida de muitos de nós. e o consumo das famílias portuguesas? vai baixar. Ainda mais.
E com um nível de consumo baixo os cofres do estado não enchem, mais estabelecimentos e empresas vão fechar. Não há consumo, não há lucro, não entra dinheiro nos cofres do estado, não aumenta o PIB. Aumenta apenas a nossa fornicação e o facto de estarmos fartos de sermos fornicados.

E como vem sendo costume de há muito tempo para cá (é o medida que é tomada por todos os governos), ninguém fornica os abaixo enunciados:
Ninguém fornica os que:
Acumulam reformas;
Acumulam cargos;
Optam entre uma reforma e um ordenado;
Os consultores;
Os gestores;
Os administradores;
Os presidentes de muitas instituições;
E toda a nossa classe política.


Modus operandi


(...)" Depois de cada pancada, de cada golpe arrasador, reerguemo-nos. Ainda que passemos por um inferno, voltemos a passar, uma e outra vez, e pareça que não fazemos senão passar por um inferno, acabamos por conseguir chegar ao outro lado. Marcados. Praticamente destorçados. Mas sobrevivemos. Depois começamos a refazer-nos. Não voltamos a ser os mesmos, mas refazemo-nos. Porque algo como isto é apenas outra forma de mudarmos. Todos temos de mudar."(...)


Dorothy Koomson - Bons sonhos meu amor  




E é este o nosso Modus operandi....

quinta-feira, setembro 06, 2012

Palavra odiada no momento

Síndrome.
"Não tem isso, tem o que chamamos de síndrome....".
Não vai dar ao mesmo?

Para mim não passa de um mero eufemismo, de uma forma de disfarçar a realidade.
E eu certas situações dispenso muito bem os eufemismos, passo muito bem sem eles. Prefiro mil vezes que chamem os bois pelos nomes a "paninhos quentes", dizerem que não é y, mas o síndrome de y.
Altera a realidade?Não. Apenas a atenua e disfarça.

quarta-feira, setembro 05, 2012

Hora do Vitinho (144)




Minha querida, se soubesses! Lembras-te da canção do Zé Mário? “O que eu andei p’ra aqui chegar…”. Foi quase isso. Um caminho longo e penoso, mas fi-lo parado. Três anos vivendo como um autómato cinzento - o que nem é difícil, tantos o fazem… -, apenas a memória a cores fortes. Porque à noite, em casa, no escuro, punha os auscultadores e pintava-nos obsessivamente com a música por moldura. E os quadros amontoavam-se na minha cabeça, tão límpidos como o génio agarotado do teu querido Mozart.

Que ouvias em altos berros! Ainda tinha o chaveco e ao fim da tarde, quando te ia buscar, das janelas escancaradas jorrava a Flauta Mágica, inundando a floreira e as plantas, sedentas e cultas. Tocava à campainha, a voz no intercomunicador, riso escondido, “desço ou ainda sobes?”. O ainda era tão prometedor…; “subo”. O olhar maroto, “estás com muita fome?”. Às vezes. A de ti, pelo contrário, gemia sempre alto nas entranhas, à medida que o crepúsculo da sala afagava esse andar de mulher madura, cruel de tão lenta, sabendo-me na sombra maravilhada dos seus passos. O rodopio gaiato, que só não fazia adejar a saia porque ela se agarrava, teimosa, às ancas. Enquanto, mais livres, duas coxas de luto alegre lhe fugiam, elegantes, rumo ao chão. “Vai daí…?”. O sorriso, de tão aberto, substituía convite de mãos ou boca. E tu à espera, maliciosa; eu a custo segurando as rédeas do desejo, toda a pressa me tornaria culpado e vítima de crime aceitável nos garotos mas assassino em quem já desce a outra encosta dos anos. Seria como ter pressa de chegar ao último verso de um poema... A cabeça inclinada para trás, o cabelo em liberdade pelo chão, o pescoço longo, arqueado por solidariedade com os rins e à mercê da minha língua, escondendo gemidos que acabavam por se escapar, para meu alívio e orgulho infantis. Botão a botão, até os dedos se perderem por montes e vales, os teus por perto, às vezes ensinando-lhes o caminho, crispados ao anúncio da carícia desejada; e partindo, ligeiros, a libertar-me também de prisões o corpo, que se juntava à nudez completa e agradecida que vestia a alma. O requebro da cintura e a saia, como por milagre, na alcatifa, entre nós e a lareira, apagada por inveja do fogo a seu lado. Meias, rendas, os sapatos altos com tiras que suportam os pés das mulheres sem os vestir, tudo se juntava à saia com lentidão suave, sem momentos penosos de atrapalhação canhestra; como se já tivéssemos nascido entrelaçados. As palavras tontas. A que só respondias, com alegre vergonha, quando afundavas em mim lábios e dentes. Uma vez, de tão juntos no acorde, sussurrámos “fala comigo” ao mesmo tempo e ainda sorrimos, antes de inventar diálogo obsceno noutras circunstâncias, mas sagrado quando o desejo esfarrapa as regras que ordenam os dias tristes e as cabeças normalizadas. A explosão que orlava as testas de suor e fazia apetecer o colo do outro. (Bom sinal!, a meiguice nem sempre acompanha o espasmo.) A tua mão distraída, passeando pelo meu peito, cheio de um estranho cansaço, juvenil e impaciente, “estou de rastos e quero mais”.

Será isso o amor?

O silêncio. Até me beijares ao de leve e te escapulires por momentos, para reapareceres tão fresca como antes, “cavalheiro, já abusou de mim, agora leve-me a jantar”. A carripana transfigurada pela conversa prazenteira, a tua ópera preferida no compacto, a eterna hesitação sobre restaurante primeiro e ementa depois. O olhar carinhoso dos empregados das minhas tascas de sempre, teus fãs incondicionais, prontos a franzir o cenho quando me viam chegar sozinho, “a senhora não vem?”. A rua e as noites húmidas do Porto, essa garrida forma de me enfiares o braço que trazia recordações de férias, quando atalhavas os meus protestos preguiçosos e exigias que te mostrasse o mundo, “só desisti das minhas queridas praias alentejanas porque prometeste fazer de mim uma rapariga culta”. O desvio, no caminho do regresso, para uma visita a amigos com beijo prometido há meses. Enterrado no sofá, bebia a golos avarentos o fascínio pelo teu modo preguiçoso de cruzar as pernas, acender um cigarro, sorrir. Com os olhos procuravas os meus, através de sala e conversas, carinho mudo. Quando, a alguma anedota minha mais desbragada, alguém risonhamente se te queixava, fazias um gesto de impotência, “os homens são todos assim”, mas perdoavas ao teu.

Será isso o amor?

Chegado a tua casa, simplesmente ficar. Ver-te o gozo em último cigarro e meia dúzia de bolachas, pecavas com a consciência tranquila de quem decidiu viver a vida e não prolongá-la a todo o custo. O quarto impecável, envergonhando o meu, órfão no outro extremo da cidade. A figura esguia recortada na porta, “fecho a janela?”. Ainda e sempre os códigos, o “não” anunciava o triunfo do desejo sobre as horas, eu pasmava com o adolescente ressuscitado dentro de mim. Um sexo, como direi?, gentil, mas não menos intenso. A conversa adormecendo e nós com ela; abraçados. Sempre fui o terror dos lençóis e a delícia dos psicanalistas, sonhos terríficos abanando-me, e no entanto dava comigo, manhã cedo, enroscado à tua volta, na mesma posição em que segredara “dorme bem”. E sobretudo sem o movimento de repulsa que os corpos errados despertam nos acordares surpresos que se seguem a noites demasiado optimistas, às vezes queremos dormir com uma pessoa, mas não partilhar o sono com ela. Passara por isso antes, é sinistro ter mulher adormecida junto a nós e pensar “o que estou aqui a fazer?”. O pequeno almoço que me ensinaste a apreciar. Sumo de laranja, compota, o pão favorito que guardavas no congelador, e eu sem medo de fazer batota, inventando-te defeitos que me libertassem. Pelo contrário!, seguindo a fronteira entre o roupão e o teu peito com um frémito aprovador dentro do meu, quando dizia “até logo” era exactamente isso que pensava, “volto logo e vai ser bom; tudo”.

Será isso o amor?

Talvez, quem sabe? Por que não te perguntei? Decidias o rótulo, se dissesses amor ficava assim decretado, as mulheres sabem mais dessas coisas. Teria feito diferença? Estaríamos ainda juntos? Bem vês, quando pediste para discutir o futuro, desejei muito que estivesse cheio daquele presente. Tu com outros planos, expuseste-os com tremenda clareza, antes de deixares cair um “se verdadeiramente gostas de mim…” que soava a ameaça implorada. Vivermos juntos… Será isso o amor ou uma forma de amor que ponha outras em perigo?

Eu não tinha a certeza, mas como advogado já vira muita coisa. As pessoas esbarram umas nas outras constantemente e rilham, rilham, os amantes transformam-se em animais domésticos, vivendo ao ritmo das telenovelas e do futebol. Um dia a saudade do que foram pousa num colega do trabalho que sente o mesmo e acabam no meu escritório, convencidos de que a felicidade os espera no próximo “sim”, laico ou profano; acontece tudo outra vez. Ou não!, verdade é que eu tinha um medo enorme de encurtar as pequenas distâncias que me faziam correr para ti, sou um bicho instável, receio tanto o abandono como o sufoco. Bolinei com palavras sinuosas. Tu em silêncio dorido, eu sentindo-o como acusador. Fechados, cada um em sua concha, paranóicos e mal amados, dissemos adeus com um pretexto ignóbil que não recordo, mas foi o silêncio ressentido a liquidar-nos. A solidão. Outras mulheres, ignorantes do pano de fundo sobre o qual se moviam; inocentes. O sexo mecânico. A culpa por nem culpa sentir, apenas uma saudade imensa da tua silhueta na porta, “fecho a janela?”. Será isso o amor?

Eis-nos aqui. Domingo de sol, passeio junto ao mar, esses olhos azuis que o desejo nublava fitam-me transparentes, agressivos de tão risonhos, “como estás?”. Como estou? E tu que achas, vendo-te assim acompanhada? Ele tem bom aspecto, sorriso franco, nada indica ciúme de paixão mal resolvida da tua parte, sente-se seguro. Esqueceste-me. Pior!, já és minha amiga. Pronto, querida, vou ser politicamente correcto, “bem”. O tempo, o amigo comum que encontraste e me acha cansado, a etiqueta, “este é o…”. Que interessa o nome?, é o teu homem, “muito prazer”. Ele sorri, sabe que não sinto a frase, mas compreende, afinal sou o tipo que ficou sem a mulher que ele não dispensa, “muito prazer”. Um silêncio constrangido entre os dois que resolves com à-vontade, “foi bom ver-te”. Era necessário humilhar-me tanto? Uma vontade imensa de te abanar – “sou eu, lembras-te?, tinhas a certeza que era o amor da tua vida…” -, acorda!, ainda podemos… Os dois afastando-se, o braço dele sobre os teus ombros, o segredo ao ouvido e esse cabelo, onde me perdia, volteando ao ritmo da gargalhada. Serias incapaz da chacota a meu respeito, é outra a razão, simples e infernal - estás feliz. E uma parte de mim, ainda tímida, quase clandestina, deixa cair os braços. Reconhece derrota e culpa, fica grata pelo que vivemos e murmura um “boa sorte” que todo o resto do que sou fita horrorizado.

Será isto, finalmente, o amor?




Julio Machado Vaz - Estes Difíceis Amores

Uma fotografia por dia (5)


domingo, setembro 02, 2012

Hora do Vitinho (144)

Sobre o forcado as touradas e afins

Antes de mais eu gosto da arte que é tourear, de ver o cavalo a dançar, a andar a trote. Mas acima de tudo o que sempre gostei e gostarei de ver é a pega que é feita ao touro.Fui educada e ver touradas e confesso que se me lembrar que dá uma tourada na tv, eu vejo um bocado e principalmente a pega.
Aquela malta que pega os touros fá-lo com uma dose de paixão e outra tanta de loucura. Sabe o perigo que corre mais vai e faz a pega, e farão pegas ou serão "ajudas" o máximo tempo que possam. Quando deixarem de poder estarão do outro lado da barricada a dar incentivo aos que lá estão com a mesma dose de amor e de loucura.
Já há algum tempo que queria escrever um texto sobre a tourada, porque há quem goste, há quem aprecie aquele enlevo, há que delire com um bom ferro, e há aquele e aqueles que tremem e vibram com uma pega. Mas há quem não goste, não suporte, não compreenda como o oposto existe.

Mas há opiniões e opiniões, mas todas devem e merecem ser respeitadas quando providas de bom senso, e aí é o que falta a muitos dos que são a favor da tourada (parte da nossa cultura e sim), e também aos que são contra. Mas neste momento e principalmente hoje, muitos dos que defendem a abolição das touradas causaram-me "impressão".

Por um motivo muito simples que fui observando ontem e especialmente hoje pelo facebook.
Um forcado do grupo de forcados amadores da Moita, foi colhido na praça e ficou paraplégico. É um motivo de tristeza para qualquer ser humano. Isto é simples: há quem morra e tenha acidentes graves a fazer o que gosta, e aí a expressão que usamos é a típica (pelo menos foi a fazer o que gostou). Este caso não é diferente, foi a fazer o que gostou, e consciente de todos os riscos que corria.

E sinceramente, faz-me "impressão" deparar-me com fotografias do momento, legendas a dizer "não desejo mal a ninguém,mas não terá sido castigo?", e comentários quase regozijantes como "colhemos o que plantamos".

É feio este "aproveitamento da situação". Dá-me a impressão de que há pessoas à espera de que ocorram estes e outras situações semelhantes para que a sua luta tenha fundamento. Mas para mim a luta de quem é contra as touradas feita desta maneira desrespeitosa perde muito valor.
Não se agarra numa situação grave para se fazer mais bandeira, uma causa, e não se pode tirar proveito de ter acontecido algo a alguém que estava a fazer o que gostava, e que muito provavelmente faria novamente o mesmo.


sábado, setembro 01, 2012

Limite

Estou a chegar ao meu limite.
Preciso de me equilibrar ou reequilibrar urgentemente.


© Brainstorming
Maira Gall