Exigências e dignidade

segunda-feira, setembro 10, 2012

Depois da fornicação de sexta-feira, surge a super hiper mega probabilidade de virmos a ser sodomizados esta quinta-feira. A frio, sem óleos, margarinas, manteigas ou vaselinas.

José Sócrates levou-nos à falência, Pedro Passos Coelho está a dar o último passo para nos tirar a dignidade que tínhamos não para viver, mas para sobreviver.
José Sócrates deixou-nos com tostões, Pedro Passos Coelho até as migalhas nos quer tirar.
Os governos de Sócrates e de Santana Lopes foram dissolvidos por muito menos.
Se estas medidas forem a avante e nada as travar nem "uma sardinha para seis pessoas" bastará. Será uma sardinha para quase 11 milhões de portugueses.
Estamos a um passo de termos o salário minimo mais baixo dos últimos 40 anos.
A indignação e a revolta gerou-se nos últimos dias de uma maneira que muitos provavelmente não esperavam, (basta ver os comentários feitos à declaração do "amigo" Pedro). E não se gerou só nos movimentos cívicos e apartidários, mas no seio do próprio PSD. Creio nunca ter visto uma Juventude partidária vir a público assumir-se contra as medidas anunciadas. Dentro do CDS já se exigem explicações a Paulo Portas que tem estado num silêncio agora especialmente absurdo.

Quanto tempo falta para porem um travão na pobreza em que nos querem deixar?
Para travarem a pouca dignidade que nos querem tirar?
Eu mais o meu pequeno ordenado não temos e nem devemos continuar a sustentar uma sociedade política e económica estupidamente viciada, nem contribuir para ajudas de custo, subvenções, reformas antecipadas, viaturas de estado, e ordenados milionários que por aí andam.
Eu e o meu pequeno ordenado não queremos contribuir para alimentar o vício de quem está no topo, e do topo observa todo um país a ir à ruína,e que se limita a dizer "assim não pode ser", mas nada faz.
Exigimos uma verdadeira equidade.
Exigimos um real corte na despesa do Estado.
Exigimos os nossos direitos.
Exigimos o retorno dos subsidios que foram retirados.
Exigimos o retorno de reformas em condições.
Exigimos um verdadeiro SNS, em que não se morra, ou sofra por não ter dinheiro para ir uma urgência.
Exigimos uma taxa de IVA adequada às nossas necessidades, e aos nossos rendimentos.
Exigimos o fim do fosso entre ricos e pobres e a volta da classe média.
Exigimos dignidade.
Exigimos viver.

Vocês e os vossos ordenados exigem?

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