quarta-feira, outubro 31, 2012

Halloween

Apesar de termos importado o Halloween aqui para o cantinho à beira mar plantado, afirmo que não alinho na nova tradição.
Faço parte da malta que ia dia 1 de Novembro bater de porta em porta e dizer "Pão por Deus, pão por Deus".
E era encher o saco do pão com rebuçados, maçãs, doces, enfim o que nos dessem. E o que vinha à rede era peixe.

Já diz a frase que a tradição já não o que era, mas eu não gosto da "nova tradição", destas importações que não têm nada a ver com a nossa cultura.
Basicamente máscaras usam-se no carnaval, não nesta noite. E os doces dão-se amanhã.

terça-feira, outubro 30, 2012

Is coming to town...

Polar Post Crossing 2012...I'm in.
 

Para mais informações, basta irem aqui.

segunda-feira, outubro 29, 2012

Hora do Vitinho (157)

O quê???

A única droga que experimentei foi cannabis, nas suas duas formas: erva e haxixe.
E não só tinha idade para ter juízo, como sabia o que fazia quando experimentei. Tive as minhas mocas, conclui que não se pode misturar com alcool, e nunca abusei. Verdade seja dita preferia a bebedeira.  
No âmbito das drogas foi o que me bastou. Não quis experimentar nada mais.

Contudo, acabei de ver o repórter TVI e da minha boca ia saindo aos solavancos a expressão "o quê????"
Sei que existem smart shops no país, ondem são vendidas as chamadas "drogas legais". Apesar do presuposto que só maiores de idade podem comprar (aplica-se o mesmo a tabaco), na maior parte dos casos a lei não é cumprida.

Posto este facto é ver miúdos a entrar nestes estabelecimentos comerciais, para comprarem alguma coisa para fumar, terem a trip, quem sabe para passar o tempo. Contudo estava longe de pensar que os miúdos fumam ou inalam coisas tão diversas como fertilizantes, sais de banho e incenso. Bem como de saber que essas mesmas lojas vendem "substitutos" de cocaína.

Não me espanta a existência destas lojas, onde de facto se vendem chás, fertilizantes, sementes de plantas e afins, mas contudo surpreende-me a existência de uma legislação tão fraca no assunto.

Não estamos a falar de nicotina...a mim parece-me que não.

Mudanças

Mudou a hora e mudou o tempo.
E impressão minha ou ficou mais frio de repente?

"Gajices"

Sempre tive uma problemática com o calçado, na medida em que não consigo usar saltos ou cunhas muito altos. Com saltos arrisco a dar um grande tralho no chão, com as cunhas tenho vertigens por me sentir tão alta. Contas feitas, a minha praia é mesmo o calçado raso
Execpções são poucas, se bem que andam por aí umas botas com cunha engraçadas. Em contraponto assusto-me com os sapatões e botins que desafiam o equilibrio de muito boa gente, gosto de ver galochas e botas estilo pantufa nas outras pessoas, mas não em mim.
Após uma debandada pelo centro comercial e de torcer muito o nariz ao calçado e não só mas também ao preço de alguns, acabei por bater com o nariz nestas botitas aqui em baixo: rasas e elegantes. É o que eu acho.
 
Quem sabe se as ditas não vêm para aos meus pés....

domingo, outubro 28, 2012

Destino, mágoa, arrependimentos

Eu faço parte daqueles que acreditam que temos um destino marcado, independentemente de darmos 1001 voltas a este. A ser verdade que este está escrito nas palmas das nossas mãos, também é certo que não o alteramos.

Para mim, o simples facto de acharmos que podemos reescrever a nossa vida numa página em branco, já está decidido, faz parte da nossa sina.
E do mesmo modo que as páginas em branco nos são dadas a escrever ou reescrever, a borracha que nos é dada para apagarmos algumas das nossas atitudes, nunca apaga por completo o que fizémos.

Fica sempre a marca de algum arrependimento, de alguma mágoa. Deste modo, cabe a nós sabermos e conseguirmos viver com um arrependimento, uma mágoa, que nos irá acompanhar até ao fim dos nossos dias.

É desta forma que o destino também é feito: de mágoas, arrependimentos e erros. E neste ponto, cabe a nós ter a coragem de dizer que estamos arrependidos, que magoámos e ficámos magoados, que errámos e assumimos esses erros.


sexta-feira, outubro 26, 2012

Mães

Tenho a minha mãe, mas tive e tenho muitas mães. Todas elas me ajudaram a educar e a crescer. Umas já não estão presentes na terra, mas acredito que estejam lá em cima a ver-me.
As outras felizmente ainda estão comigo.
Neste momento estou em casa de uma das minhas mães. E continua a saber-me bem a companhia, o falar de assuntos mais pessoais e mesmo os mais banais. E sabe-me sentir-me bem e saber sempre que me querem bem.

Uma fotografia por dia (15)


quinta-feira, outubro 25, 2012

Hora do Vitinho (156)





" Não há amor como o primeiro. Mais tarde, quando se deixa de crescer, há o equivalente adulto ao primeiro amor — é o primeiro casamento; mas não é igual. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de podermos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltámos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, seguramos as narinas com os dedos a fazer de mola de roupa, juramos fazer três ou quatro mortais de costas, e estatelamo-nos na água ou no chão, como patos disparados de um obus, com penas a esvoaçar por toda a parte.

Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer “Alto-e-pára-o-baile”, amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores — o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.

Podem ficar com a ternura dos 40 e com a loucura dos 30 e com a frescura dos 20 — não há outro amor como o amor doentio, fechado-no-quarto, o amor do armário, com uma nesga de porta que dá para o Paraíso, o amor delirante de ter sempre a boca cheia de coração e não conseguir dizer coisa com coisa, nem falar, nem pedir para sair, nem sequer confessar: “Adeus Mariana — desta vez é que me vou mesmo suicidar.” Podem ficar (e que remédio têm) com o «savoir-faire» e os «fait-divers» e o “quero com vista pró mar se ainda houver”. Não há paz de alma, nem soalheira pachorra de cafunés com champagne, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que toda a gente perde e toda a gente morre e ninguém fica para contar como foi.

Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: «Não pensar, não resistir, não duvidar». Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida — «e não há milagres em segunda mão». É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca".

Miguel Esteves Cardoso - O último volume

A propósito do orçamento de estado

Quando um governo mostra uma completa incoerência e ignorância sobre o futuro orçamento do país, anda para a frente e para trás nas medidas, e não dialoga com os parceiros sociais é sinal de que algo ali dentro está mal, muito mal.

Que a coligação é cada vez mais uma mera fachada, já se sabe. Contudo passar para a praça pública a imagem de "nem o pai morre e nem a gente almoça", não trás credibilidade nenhuma, muito pelo contrário.

E mais: se este avança e recua pretende mostrar um governo flexivel e que ouve os respectivos parceiros sociais, esta é a fórmula errada. A boa imagem de um governoé dada quando o diálogo é feito antes de toda e qualquer medida ser apresentada.

Não desta forma e nunca a brincar com as pessoas.
Esta é uma má imagem governamental.
É uma imagem de uma incoerência.
É uma imagem de completa ignorância.

terça-feira, outubro 23, 2012

Uma fotografia por dia (14)

"Onde a pessoa humana está condenada a viver na miséria, os direitos humanos são violados. Unir-se para os fazer respeitar é um dever sagrado."
P. Joseph Wresinski
 
 
 
 
 

segunda-feira, outubro 22, 2012

As pesquisas do blogger espantam-me

Ora bem, o que é que eu tenho a ver com a assunto?
Com o que gostam ou não gostam?
Por mim até podem gostar de tirar macacos do nariz....



domingo, outubro 21, 2012

Leituras

Veio parar-me às mãos o livro que está aqui em baixo.
Li pouco mais que um capítulo, mas já estou cativada.

sexta-feira, outubro 19, 2012

Uma fotografia por dia (13)


Solidariedade

Paulo Portas diz que o CDS vai votar a favor do criminoso Orçamento de Estado por solidariedade.
Solidariedade para com o governo, com uma coligação que não se vai aguentar até ao fim da legislatura???
Para se "evitar" uma crise política??
Para mantermos a nossa reputação no exterior???

Poupem-me...


terça-feira, outubro 16, 2012

Hora do Vitinho (155)

Não tem nada que agradecer

Vitor Gaspar quer "agradecer" pelo caro investimento que fizeram na sua educação. Bastante dispendiosa por sinal.

Eu digo que Vitor Gaspar não tem nada que agradecer porque existem três motivos possíveis para a sua educação não ser aquela que ensina os princípios básicos da economia:


1º Andou em más universidades (não percebe os princípios básicos da economia);

2º Teve maus docentes (não ensinaram os principios básicos da economia);

3º Baldou-se às aulas (principalmente as que ensinaram os princípios básicos da economia).

domingo, outubro 14, 2012

Bem....

Já pertenço ao grupo de milhares de pessoas que se perderam no labirinto que é o hospital de Santa Maria.

Entra aqui, ali, vai para acolá,vira para um lado, para o outro.
Raio dos elevadores mais antigos que no display não têm -1, mas 01, do segurança, da saída fechada, da alternativa à saída e que é sei lá aonde...

O caos e os labirintos existem e estão personificados naquele edifício.

quarta-feira, outubro 10, 2012

Hora do Vitinho (154)

Saúde mental

Hoje é o dia mundial da saúde mental e todos conhecemos alguém que está deprimido, depressivo, ou que tem uma doença mental mais grave. Eu não vou e não aceito rótulos, mas verdade seja dita muitas pessoas não aceitam que têm uma depressão como medo da "discriminação" de que são alvo.
Uma depressão não torna ninguém inválido mas,  infelizmente existem aqueles que dizem que um
verdadeiro doente depressivo "precisa de ir trabalhar", que "depressão não é doença."
É doença sim e pode matar sim, e destruir.Mas assim como destrói reconstrói:
1º passo: conhecer os sinais.
2º passo: consultar um psiquiatra e falar do que afecta. Tal como noutra especialidades, em psiquiatria para o diagnóstico ser bem feito é preciso falar a verdade e não ocultar nada.
3º passo: tomar a medicação.
4º passo: ter força de vontade (sem esta, os passos acima são inúteis).


O número de depressões e de doenças a ela associadas bem como a taxa de pessoas que se tentam suicidar  e que o fazem está a subir em Portugal. A crise e as dificuldades económicas vão aumentar drasticamente o número de pessoas que vão a um psiquiatra, que tomam anti-depressivos e ansiolíticos.

Imaginemos alguém que tinha um nível de vida aceitável e que de repente se vê privado de tudo. Fica sem trabalho, arrisca-se a perder a casa, faz cortes exorbitantes no quotidiano. Estes factores são acontecimentos drásticos na vida de uma pessoa e podem ser o suficiente para se cair em depressão. E tratando-se de alguém mentalmente frágil, estes acentuam-se ainda mais.

Hora do Vitinho (153)

terça-feira, outubro 09, 2012

Corrosivo

Partilhei esta crónica de Miguel Sousa Tavares no facebook, mas não resisto a colocá-la aqui. Deve ser lida por todos.
Apesar de escrita em Junho fico com a sensação de que Miguel Sousa Tavares teletransportou-se para os meses de Setembro e Outubro antes de a escrever E já agora façam-na chegar a quem (des)governa. Estão aqui uns princípios básicos de economia que lhes serão de bastante utilidade. 

Despedir 40 mil funcionários públicos não cabe na cabeça de ninguém.

HÁ ALGUNS INCOMPETENTES, MAS POUCOS INOCENTES


Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reformas estruturais” — descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego.

Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro electrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo, é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstracção matemática. Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República.

Durão Barroso é uma espécie de cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o cata-vento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o cata-vento vira 180 graus e passa a indicar a direcção oposta.

Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direcção, uma ideia, um projecto lógico. Como é que se começou por brincar ao directório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, excepto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente.

Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista — a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia — e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro — isto é, a Alemanha e seus satélites — se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam.

Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos. O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?

O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as facturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente?

O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens?

Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?

A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva — sim, retroactiva — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.

Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.

Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!

Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem?

E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz. Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz. Pago eu, porque não tenho dinheiro para os juros que eles cobram se lhes ficar a dever...



Uma fotografia por dia (12)


Post potencialmente acutilante

Os nossos ex-deputados juntamente com a pobre reforma/ordenados auferidos no exercício das suas funções necessitam de uma associação que permita o salutar convívio entre estes, a troca e partilha de ideias bem como de conhecimentos. Possuem também um grupo desportivo para a prática de exercício físico, convívio e fomentação do espirito de equipa que deve existir entre os ex-deputados.

Desta feita, nos últimos cinco anos a associação e o grupo desportivo receberam a miserável quantia de 286 mil euros para os custos inerentes.
Quiçá andam também a construir instalações para acolher os ex-deputados.
Já agora efectuem também peditórios e jantares de angariação de fundos para essa nobre associação e esse grande desportivo.

É um peditório?
É angariação de fundos?
É uma causa?
É caridade?
É auxílio?
É esmola?
É beneficência?

Não se enquadra em nenhuma das questões anteriores, mas serve para ajudar a crescer os nobres e beneméritos associação e grupo desportivo de ex-deputados?

O Estado paga....(com os nossas "esmolas").


segunda-feira, outubro 08, 2012

Gabriela

Adoro a história do Mundinho Falcão e da Gerusa.
Parece-me uma espécie de Romeu e Julieta, com tudo a que se tem direito.

(Já andei à procura do final das personagens mas não encontro). 

Desafios

Juntar a timidez com alguma falta de confiança e gaguez faz com que fique relativamente "aterrorizada" por ter que falar em público. Aterroriza-me, enerva-me e saber que quero dar o melhor não ajuda muito à aparente calma que se deve ter. Dentro de umas semanas vou enfrentar um dos meus maiores desafios pessoais: falar para o público. Muito público neste caso, mesmo muito.Apresentar a minha empresa, explicá-la e despertar interesse.

Este é provavelmente o maior desafio da minha vidinha e, consequentemente o enfrentar de um dos meus maiores medos: falar para plateias. Mas vou fazê-lo, com maior ou menor engasganço, vou fazê-lo.

domingo, outubro 07, 2012

2000

Têm um ordenado de 2000€ por mês?
Escondam-no.

Acabam de ser considerados ricos neste país.


sábado, outubro 06, 2012

Uma fotografia por dia (11)

Marmelos.


sexta-feira, outubro 05, 2012

Eu pecadora me confesso

Não resisti aos convites e pedidos do facebook e, fui experimentar a jogar o Farmville 2, para ver quais eram as modificações.
E para além da imagem gráfica ser muito boa (eu gostei) e de ter umas coisas novas, pude constatar que ainda não perdi o jeito para a "coisa".

(Deixei plantado trigo, demora quatro horas a crescer).

Pergunta (não me espanquem)

Sou só eu, ou há por aí mais gente que não gosta da colecção de acessórios e de calçado desenhados pela Anna dello Russo para a H&M?
Os lagartos fazem-me lembrar as faianças Bordalo Pinheiro...
O azul ofusca-me a vista (e eu adoro azul)....
Não gosto de dourados.
Perdoem-me os fashions blogues, as pessoas fashion, quem adora a colecção e segue tudo o que é tendência,mas.... o que seria do mundo se todos gostássemos de amarelo????


Sobre o último 5 de Outubro como feriado

O problema nem é hastear a bandeira ao contrário, nós também de pernas para o ar e fazer toda a espécie de malabarismos para sobrevivermos.
O problema não é a cerimónia ser feita à porta fechada e, desse facto mostrar o medo que a "classe" política e restantes têm da população.
O problema, meus caros é apenas este: a manifestação e as queixas do povo. E quantos e quantas não se revêm na Dona Luisa Trindade,  que teve a coragem de poucos e foi a voz de muitos??
Como se terão sentido os "convidados", ao saírem do Pátio da Galé ao som da "Firmeza" de Fernando Lopes Graça?
Podemos ser o "melhor povo do mundo", mas já não estamos a dormir...
Imagem do Diário de Notícias - 05/10/2012

quinta-feira, outubro 04, 2012

Uma fotografia por dia (10)


quarta-feira, outubro 03, 2012

Alunos

Como fomos uns alunos mal-comportados e não aceitámos o aumento da TSU, colocaram-nos as orelhas de burro e, puseram-nos sentados num banco virados para a parede no fundo da sala de aulas com o aumento do IRS e restantes impostos como o tabaco.

Só faltou colocarem-nos em fila indiana com a mão estendida, para levarmos com a menina de cinco olhos na mão, tudo digno do tempo da "outra senhora".

E a bem da equidade acabou-se com a classe média neste país.

terça-feira, outubro 02, 2012

Palavras

Porca miseria Benfica!!!!

Porca miseria Pedro Passos Coelho!!

Porca miseria Vitor Gaspar, amanhã vais lixar a malta outra vez!!! 
(preparemos a vaselina, se ainda houver).

segunda-feira, outubro 01, 2012

Hora do Vitinho (152)

Cobras

Se eu vivesse em Setúbal andaria assustada da vida por saber que anda uma cobra à solta nos canos da cidade.
Só a perspectiva de poder ouvir um psssss psssss pelos canos do lava loiça ou da casa-de-banho, me iria tirar o sono. Não iria dormir descansada.

© Brainstorming
Maira Gall