sábado, janeiro 26, 2013

Tenho a dizer

Estive sem dormir um dia e meio.
O Hospital de Santa Maria não pode internar a minha mãe por não ter camas na psiquiatria, e o Hospital de Leiria, onde somos referenciados,onde a minha mãe tem as consultas externas, recusou-se a recebê-la para eventual internamento.

Posto isto, está internada em Alcobaça por dois dias, para tentarem estabilizá-la.
Resumindo e concluindo, fui alvo de discriminação, porque nenhum hospital pode recusar-se a receber um doente, seja em que especialidade for, ainda mais uma doente mental como a minha mãe que é uma doente de risco.

Assim, tenho a dizer que estou a ponderar em denunciar o que aconteceu.

12 comentários

  1. E fazes bem em fazê-lo... que incompetência é esta? É cada uma!

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  2. É lamentável, Inês!
    Fazes bem em denunciar.

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  3. Falta explicares a razão da recusa, certo? Eu trabalho num hospital e em casos destes há SEMPRE uma razão legítima para se terem de reencaminhar doentes dos serviços de internamento. De certeza que houve apenas uma falha de comunicação porque ninguém se daria ao capricho de recusar um doente só porque sim.
    As melhoras para a tua mãe.

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    1. Não, não foi falha de comunicação.
      Foi sugerido que contactasse nesse dia o médico assistente da minha mãe (tudo isto consta do relatório).
      Um contacto telefónico para uma situação destas, sobre uma doente já conhecida do serviço, parece-me que um telefonema não resolve nada e é descabido.
      Houve recusa, e ninguém pode recusar receber qualquer tipo de doente e seja em que especialidade for.Não ficou em Santa Maria por não haver camas.

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    2. Mas contactaste o médico para que ele pudesse dar ordem de internamento? Os serviços administrativos e os restantes profissionais de saúde não o podem fazer.

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    3. Ela não teve ordem de internamento em Santa Maria por não haver camas,daí terem pedido a transferência dela. Tudo isto foi tratado por médicos.
      Disseram não e foi "sugerido" que eu contactasse o médico assistente da minha mãe. Isto não foi é não é um assunto que se resolva com o telefonema. E não sou apenas eu a achar isso. Os médicos acham o mesmo.
      Neste momento ela está em casa e aparentemente, mas daqui a bocado não sei. Em Alcobaça disseram-me para eu estar atenta a algo que acontecesse

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  4. Isso é grave, muito grave. Queixa-te.

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  5. Faz queixa, Inês. Ainda que isso não resolva o sofrimento e a descriminação de que foram alvo, é uma forma de garantir que mais ninguém sofre o que vocês sofreram. Só assim e que podemos melhorar o que temos.

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