Bicho papão

sábado, março 16, 2013


A minha espécie de bicho papão é o gene da doença bipolar. Viver-se com alguém que é portador da dita ao mais alto nível e com uma série de agregados, ou como eu chamo "a sorte grande e a terminação".

Por eu saber dos riscos que existem pela carga genética envolvida, dos "sintomas" inerentes a qualquer uma das crises, e por ter que estar bastante atenta, sempre tive o receio de ser bipolar. A isto acresce o facto de ser uma gaja nervosinha, bastante nervosinha, de ter dias bons e menos bons, sentir-me "alterada dos nervos". 
Contudo sempre soube que não o era. Deve ser o raio do meu instinto..até porque tive e tenho a real noção de que se o gene da bipolaridade tivesse acordado em mim, já estaria desperto e com pujança há muito muito tempo.

Mas afirmo que sinto uma sensação de alívio quando os especialistas me dizem o mesmo ( e se eu sou chata com isto). É um respirar fundo e de alívio quando me dizem que não o sou e que nunca serei bipolar, que o gene não acordou em mim, que se fosse bipolar já o seria há muito tempo, mas que teria o discernimento necessário para saber lidar com o bicho papão.





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