Comentadores

quarta-feira, março 27, 2013

Todo e qualquer "ex politico" que comente a situaçao do país na tv está a fazer política, a vender o seu peixe. Comentadores "ex-políticos" não são de forma alguma imparciais, nem aqui nem na China.

Na minha óptica, Sócrates não escapa de forma alguma à minha opinião. O facto de dizer que não está de forma alguma a voltar à politica, que não tem pretensões de, mostra precisamente o contrário. Foi o que percebi nos poucos minutos em que vi a entrevista (mais que suficientes) e pelo que li aqui e aqui.

Por duas razões: já lá vão dois anos desde a crise política de 2011, havendo elementos para fazer análise mais distanciada. Por outro lado, era o momento de falar porque não aceito ser confrontado com todas as acusações dos adversários. Era uma narrativa sem contraditório. Chegou a hora de dar o meu ponto de vista"

Além do mais veio para começar por limpar a sua imagem. Para isso fez algo muito simples: afirmou que nunca quis a ajuda do FMI, e nas entrelinhas afirma que o culpado é o PSD.

Questionado acerca da imagem que tem do país, diz: "As consequências da crise política estão à vista". "Há outro embuste na narrativa: dizerem que o que estão a aplicar é o memorando assinado pelo anterior governo. É desculpa de mau pagador de quem não quer assumir as suas responsabilidades", defende, dizendo que o atual governo nunca aplicou o memorando inicial, devido às alterações que vêm sendo aplicadas após cada avaliação da troika. "Isso não aconteceu na Irlanda", diz, defendendo que o atual governo mudou o memorando "por sua própria iniciativa". O memorando não tinha o corte do 13.º mês ou do subsídio de férias ou aumento do IVA da restauração para taxa máxima ou aumento brutal de impostos, afirma. O ex-governante acusa depois o jornalista Paulo Ferreira de estar a fazer a defesa do governo. "Quando se muda de forma tão significativa, o memorando nada tem a ver com o anterior", conclui.

Parece-me ainda que Sócrates vive num outro país, ou num outro planeta.

Não aceito que responsabilizem a ação do governo socialista pela crise internacional", diz. "Nega responsabilidades?", perguntam-lhe. "A nossa gestão da crise teve as suas consequências", admite. "Foi a crise que levou à dívida e ao défice. Não o contrário", defende. "Assumo todas as responsabilidades da minha governação, não aquelas que me querem imputar". "É um embuste que se diga que foi a ação do anterior governo que levou ao pedido de ajuda externa.
E pelo caminho lavou-se uma roupa suja.

Quanto às críticas do presidente Cavaco Silva, que o acusou de falta de deslealdade institucional, José Sócrates diz que acha "extraordinário" esse comportamento. E acrescenta: "Não reconheço ao senhor presidente da República autoridade moral para dar lições de lealdade institucional". E acrescenta: "O problema do senhor presidente da república é que sempre usou dois pesos e duas medidas ao tratar com este e o anterior governo". "Na minha altura, achava que havia limites para os sacrifícios", defende, acusando Cavaco Silva de se ter assumido como um opositor ao Governo. "O senhor presidente da república, se queria intervir, promover, evitar uma crise política, teve tempo para o fazer. Mas o senhor presidente da república, não teve interesse nisso. O discurso foi de oposição ao governo, fez de tudo para provocar uma crise política. A crise política foi, de certa forma, despoletada pelo senhor presidente da república", defende. Depois, mostra estranheza por haver pessoas que não percebem porque é que o presidente "não faz nada". "Esteve na origem desta solução política, é um patrono desta nova solução política. Está vinculado a esta solução política, e isso vê-se facilmente na duplicidade de critérios com o anterior e este governo".

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