D. Sebastião

domingo, março 17, 2013

António José Seguro considera-se o D. Sebastião da política, aquele que vai aparecer numa manhã de nevoeiro montado no seu cavalo branco e nos salvar da crise, da troika, do FMI, dos resgates e por aí adiante.

Mas a mim não me engana, porque pura e simplesmente há algum tempo que já deixei de acreditar em D. Sebastiões na nossa política. 
António José Seguro e Pedro Passos Coelho são iguais na diferença. A diferença é a partidária, a igualdade é a forma como ambos foram crescendo politicamente. De jotinhas passaram a líderes das respectivas juventudes partidárias e rodeando-se das pessoas certas tornaram-se líderes dos respectivos partidos. Um é o actual 1º ministro, ao outro falta somente esse cargo para ter um bom curriculum político, para ter a cereja no topo do bolo.

Curriculums profissionais coerentes, feitos na estrada, a trabalhar, nenhum deles tem. São políticos de mesa de cabeceira, que julgam que apenas por usarem umas palavras chavão conquistam as boas graças de um povo, que está farto de ver e de ouvir a mesma coisa, dita pelas mesmas pessoas.

O Português cada vez menos vai em filosofias baratas sobre política, em políticos de trazer por casa, em quem diz o que supostamente queremos ouvir. 
Filosofias e palavras bonitas já não nos chegam. É necessária atitude na e para a política. Pessoas que venham directamente de nós, que saibam verdadeiramente como somos, que estejam na política por verdadeiro gosto. 

Destes, estamos nós fartos...até à ponta dos cabelos. Deputados e políticos já previamente escolhidos, treinados e trabalhados. 

E eu para este peditório, para a causa do D. Sebastião não dou. Nem para este D. Sebastião nem para nenhum da mesma estirpe.

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