O último a sair

terça-feira, julho 23, 2013

O último a sair que feche o Portas

Paulo Portas está ligado à vida política portuguesa há mais de 20 anos.Quase tantos como Cavaco Silva que em 1985 chegou a primeiro-ministro. E como Passos Coelho que por essa altura militava na Juventude Social Democrática. Afinal, Portugal não mudou. 
 Portugal não muda. E são sempre os mesmos a manejar o País. Com Paulo Portas a ser dos principais protagonistas. Muitos se queixam, poucos conseguem derrubá-lo. Instinto matador e calculista são características atribuídas a Portas que voltam a colar-se à sua pele. Portas foi figura central nesta crise política, como já tinha sido noutras. Mantém-se à tona e sai reforçado. Conseguiu. Fala em danos reputacionais. Mas tem agora todo o palco para si. E vai voltar a emergir. Paulo Portas não cai. Nem pelos votos. Agora foram Passos Coelho e Cavaco Silva – outrora opositores – a darem-lhe nova vida. Uma vida que se vai perpetuando.
 Há quase 30 anos, Cavaco Silva chegava a primeiro-ministro. Passos Coelho chegou à presidência da Jota nos anos 90. Na mesma altura, Paulo Portas dirigia "O Independente", a principal oposição de Cavaco Silva, do qual se diz que ajudou a derrubar o cavaquismo. Paulo Portas sai d’ "O Independente" em 1995, no mesmo ano em que Cavaco Silva deixa a governação. Paulo Portas está ligado a esta mudança. 
 Guterres sai e o PSD chega ao poder sem maioria parlamentar em 2002. Paulo Portas ressurge como líder do partido que permite uma coligação maioritária ao governo de Durão Barroso e chega a ministro do Estado. A coligação treme quando Durão Barroso vai para Bruxelas, dando lugar a Santana Lopes. A coligação mantém-se, mas Paulo Portas e Santana Lopes tiveram de negar várias crises políticas que acabariam por levar ao fim do Governo depois de Cavaco Silva explicar como a má moeda expulsa a boa.

O País vai para eleições. José Sócrates ganha. Cavaco Silva e Paulo Portas continuam "amarrados" a esta evolução. Até que os dias de Sócrates terminam. É o momento de Passos Coelho, Cavaco Silva e Paulo Portas voltarem em sintonia aparente. 

Paulo Portas – que, como director d’ "O Independente", contestou a perpetuação do regime "laranjinha" – tem estado afinal todos estes anos a mexer os cordelinhos da política nacional. Vai saindo por cima. Aquele que foi o seu opositor no início, torna-se agora o "aliado" e ajuda na sua sobrevivência política. Chegamos assim ao momento em que Cavaco, Presidente, dará posse a Portas, vice-primeiro-ministro. 
Alexandra Machado - Jornal de Negócios 

Nem mais e nem menos. Sem tirar nem pôr, acrescentar uma vírgula ou um ponto final. Assim é aquele que amanhã se tornará vice PM, ou como prefiro dizer PM sem ter sido eleito.
Paulo Portas escrito e descrito de forma simples, prática e eficaz.
Texto retirado daqui.

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