terça-feira, setembro 29, 2015

#Hora do Vitinho 207

A guitarra...
A guitarra e esta voz, roçam a perfeição.

Prejudicações

O que se faz quando se é deliberadamente prejudicado, ou quando se sabe que existe quem ganhe anos de vida com os erros dos outros?

Eu, ignoro. Ignoro e opto por dar a importância que quem prejudica me merece. Ou seja, nenhuma.
Opto por filtrar o que é necessário, o resto opto por ignorar. Pelo menos esforço-me para isso.
Ignorar.




segunda-feira, setembro 28, 2015

Dos interregnos

Muita coisa haveria a dizer.
Enquanto olhava para esta página em branco, deambulava sobre os interregnos da vida. Sobre os que fazemos por nossa liver e espontânea vontade e sobre aqueles que somos "convidados" a fazer por um qualquer motivo.

Este interregno no Brainstorming (que me leva a deambular nos seus primórdios que foram os rascunhos), foi como se fosse um misto de ambos: tive vontade/necessidade de o fazer, mas também foi "convidada" a fazê-lo. Digamos que foi impossível transcrever uma décima parte da amálgama de ideias, encontrar o fio condutor que me permitisse passá-las para o teclado e para o écran do computador. Quando a mente fervilha de ideias e de sensações, de vontades, indecisões, de mais do mesmo, quando se deixa de se conseguir focar neste prazer que é debitar letras no teclado do computador, quando o prazer se torna quase uma obrigação, quando me vejo "empurrada" a falar do que os outros falam, os mesmos assuntos, as mesma opiniões, sem daí conseguir discorrer algo que seja meu, verdadeiramente meu, a pausa impôs-se. Teve que se impôr, porque deixou de ter qualquer sentido o meu brainstorming, os meus antigos rascunhos, passar a ser somente um canto onde mais uma entre muitos manda para o ar uns quantos bitaites, publica umas fotos, partilha umas músicas, umas notícias, uma novidade.

Nisto dos interregnos, e disto de debitar palavras no teclado, ou bem que se mantém e se recupera a essência, o que levou e leva a escrever, ou não vale a pena. É que isto de me ter sentido tentada a ir com a "carneirada", não tem qualquer lógica ou fundamento. Simplesmente não tem.

   

quarta-feira, setembro 16, 2015

A três semanas das eleições

A três semanas das eleições ainda não descobri de que forma vou fazer do meu voto um voto útil.

Contudo sei que não vou fazer do meu voto um voto inútil.

http://tellado.es/tierra-de-ratones-mouseland/

quinta-feira, setembro 10, 2015

Porreiro pá


Muito resumidamente: da sua vida pessoal e social cada faz o que bem quer e entende.
Mas se por um lado me parece que estando em prisão domicilária e sabendo que está no centro da campanha eleitoral, deveria ter algum bom-senso e não contribuir ainda mais para a desastabilização da mesma (ficando quieto, sossegado e guardando-se para depois das 20h do dia 4 anos), por outro lado estou à espera de ver José Sócrates com contas super activas no Instagram, no facebook e no twitter.

Isto é José Sócrates, sempre ávido de chamar a atenção e de ser falado. Ter estado omnipresente no debate de ontem não é suficiente. Sócrates quer mais, mais e mais e nós damos o que quer.

terça-feira, setembro 08, 2015

Há sempre alguém

Foi preciso noticiar que vamos receber pelo menos 1500 refugiados, para nessas redes sociais fora, começaram a bater com a mão no peito e a teclar indignadamente e com caps lock??
É que sinceramente fico um bocado estupidificada com os zeladores da moral e dos bons costumes que andam por essas redes sociais. Foi preciso saber-se que vamos receber milhares de refugiados para se olharem para o próprio umbigo e constatarem o nível de pobreza que existe em Portugal?

Devemos sempre ajudar os nossos, mas não devemos nunca, mas nunca virar costas a quem precisa de nós. E no meio dos zeladores, há alguém, que vira as costas a quem precisa de ajuda.
Vira costas ao sem-abrigo, ao desempregado, ao pobre, independemente de cor, da raça ou da religião. Vira as costas na rua, mas é o primeiro a enbandeirar em arco pelos pobres nessas redes sociais....

Acordem....não há nada mais feio do que a xenofobia encapotada.

sábado, setembro 05, 2015

Caminhando



Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
caminhante, não há caminho,
se faz caminho ao andar
Ao andar se faz caminho
e ao voltar a vista atrás
se vê a senda que nunca
se há de voltar a pisar
Caminhante não há caminho
senão há marcas no mar…

António Machado
 
 
É talvez esta a forma mais fácil de dizer que por aqui estou, e que vou andando, caminhando, e com vontade de voltar a palmilhar por aqui.

Com assunto, ou sem assunto, a escrita (seja esta mais bem, ou mais mal feita), o debitar palavras fazem-me bem.



© Brainstorming
Maira Gall