terça-feira, outubro 27, 2015

Um pedacinho do meu dia

 O Canhão da Nazaré está a acordar.

quinta-feira, outubro 22, 2015

É simples, mas no entanto

É bastante simples: Cavaco Silva fez a meu ver o que é certo. Indigitou Passos Coelho conforme os resultados das eleições o mostram.
No entanto, e como estes cenários alternam entre um jogo de futebol e uma novela mexicana, o protagonismo e a bola estão novamente no PS. Nomeadamente nas mãos de António Costa e dos que são contra António Costa. Se vai haver disciplina de voto, e se ela vai ser cumprida por todos os deputados do PS.

E no entanto José Sócrates não fala, ainda não falou. E parece-me que José Sócrates vai ser um misto do anti-vilão e do jogador que sai do banco e faz uma jogada bestial, um remate incrível.

Simplesmente a bola passou para António Costa, mas no entanto Sócrates terá algo a dizer.

Disseminar

Cartoon de CARLOS LATUFF



Lançar lenha para a fogueira e responsabilizar uns desresponsabilizando o regime nazi de todos os males feitos é um acto de estupidez pura, que tem como objectivo disseminar o ódio contra os Árabes. 
E quando leio uma coisa destas, muito sinceramente penso que há por aí quem queira exterminar um povo com uma religião diferente, a bem da "Terra prometida".


 Tão cruéis foram os nazis, como cruel é o Estado Islâmico, e são cruéis todos os fundamentalistas religiosos.

Mas ler e ouvir estas declarações é de facto algo que me ultrapassa, pela maldade. Ninguém que tenha um pingo de bom-senso vai dizer uma monstruosidade no país que se disponibilizou para acolher milhares de refugiados árabes.


quarta-feira, outubro 21, 2015

E quando consigo abrir a alma

E quando consigo abrir a alma e falar da amargura e da mágoa que me toldam os sentimentos. Quando consigo finalmente explicar tal amargura e escuridão que me escurecem a vista, e que quase me substitui o coração por uma pedra.
Quando falo e vou tomando consciência do que digo, dos meus pensamentos, as lágrimas começam a cair. E caem as lágrimas da angústia pela escuridão que quer tomar posse de mim. Caem e eu penso e pergunto no que me estou a tornar, como permiti que o escuro me dominasse.

E depois diz-me a minha mãe, a minha mãe com as palavras de quem sabe e bem a filha que criou
"Tu tens um coração tão grande, apesar de tudo, da tua vida, do que tu viveste, tu tens um coração tão grande."

E eu choro devagarinho. E enquanto as lágrimas caem, a angústia e a amargura vão saindo juntamente com elas.


  

segunda-feira, outubro 19, 2015

Enfiei-me

Pergunto-me como é que deixei que a vida me fosse tornando na pessoa amarga que noto em que me estou a tornar....

Amarga e algo mesquinha....enfiei-me dentro de uma carapaça e parece-me que não consigo sair dela.

Tornou-se fácil ser amarga, é fácil sê-lo. Tão fácil sê-lo, que até dói. Basta juntar uma série de dias menos bons e que esses conjuguem com dias em que uma pessoa esteja mais em baixo e deixa-se fermentar.



quinta-feira, outubro 15, 2015

Bem conseguida

Não acho os DAMA nada de especial, pessoalmente não me cativam mas há que admitir que este dueto com o Gabriel o Pensador está muito bem conseguido. 
E mesmo não apreciando, ainda bem que há quem goste de quem canta em Português.

quarta-feira, outubro 14, 2015

#Horadovitinho208

Silence becomes it, uma das minhas companhias musicais na passagem para a idade adulta.

Passou-se

Passou-se o Setembro, Outubro está a passar e nada...não há uma data para a operação, nem sequer uma estimativa de quanto mais tempo pode demorar..... E quando uma pessoa telefona na semana passada para o Hospital a dizer que a porcaria de um tumor misto na parótida aumentou de tamanho e está a doer, para além de estar a afrontar os tecidos nervosos, a resposta que se houve é a típica
Não há salas, não há pessoal suficiente, há uma lista de espera, casos mais graves passam à frente (nem ponho isso em causa), e é perfeitamente normal que cresça porque é para crescer e como é benigno apesar da biópsia inconclusiva é assim que é tratado.

Esta semana telefona-se outra vez, e mais do mesmo, mas vamos falar com o director do serviço, mas já sabe que é assim, assado, cozido e grelhado. Tem que esperar, não é grave e não é maligno. Mandam esperar e nem dizem algo como "vamos chamar a sua mãe para novos exames, e averiguar o ponto de situação."

Amanhã irei falar com o nosso médico de família que pediu para falar comigo. E mesmo não querendo, a minha mente começa já a imaginar novamente o pior, porque praticamente de um dia para o outro, a minha mãe queixa-se de dores, mal engole e custa-lhe a respirar. E com estas dores vem outras que podem ser ou não devido à ansiedade que tudo isto lhe causa.

E deito-me para aqui a pensar em que serviço nacional de saúde é este, onde doentes benignos e menos graves são deixados para trás, e mais para trás, na cauda das listas de espera....

segunda-feira, outubro 12, 2015

E mesmo que assim seja

Já diz o ditado que "nas costas dos outros vemos as nossas". E mesmo que assim seja, porque assim o é, importa que sigamos o nosso caminho, mas atentos. Sempre atentos.

terça-feira, outubro 06, 2015

Consegui pôr no "papel"

E hoje, ao comentar o post da Maria em Palco, consegui pôr no papel, o que verdadeiramente me passa pela cabeça e penso sobre a questão dos refugiados.
Admito que me custa não conseguir explanar o meu ponto de vista verbalmente, como o faço através da escrita. Mas acontece que na escrita não tenho ninguém a dizer-me que não sei nada, mas essencialmente é isto:

O que já tive de discussões acerca do assunto é algo que sinceramente me ultrapassa.
E os argumentos que ouço nem são os "temos que ajudar os nossos", mas sim, que não podemos receber muçulmanos porque são maus, tratam mal as mulheres, são todos terroristas, andam com armas, explodem-se a eles, explodem crianças, explodem mulheres.
E não temos nada que receber porque somos católicos, e para virem para cá não podem andar da cabeça tapada, não podem fazer isto, aquilo e outro. Os Estados árabes não nos respeitam, temos que cumprir as regras deles nos países deles, (um estado árabe rege-se por leis que não são as nossas, e logicamante que no meu país as nossas leis e costumes têm que ser respeitados por quem cá entra, e ninguém põe isso em causa).
E perante estes argumentos que ouço, ponho-me para aqui a pensar onde está a solidariedade para com as Pessoas, onde é que ele ficou.
Estamos a falar de pessoas,independemente da religião e dos fanatismos que estão por detrás.
E fanatismos por fanatismos, também existem católicos fundamentalistas, oh se existem.
As coisas devem ser feitas com conta, peso e medida.
Não nego que é necessário um rigoroso controle sobre quem entra, é necessário o registo. Não quero terroristas islâmicos na Europa e no nosso país. Mas sou solidária, vejo pessoas, pessoas como nós mas com outra religião. Mas nem todos vêem as coisas deste ponto de vista, e eu muito sinceramente já nem canso em rebater fundamentalismos.


 

E entretanto....

E entretanto, ali para os lados do Largo do Rato é  este o estado de espírito....


segunda-feira, outubro 05, 2015

Retenções e reflexões

O que retenho dos resultados das eleições é bastante simples:
apesar de a coligação ter ganho as eleições, os resultados finais que foram mais os que deram o voto à esquerda, do que os que reforçaram a direita. E isto, na minha modesta opinião, não é mais do que uma demonstração do descontentamento das pessoas com os governos que tomaram conta do país ao longo dos tempos.
As pessoas estão descontentes, indignadas, fartas de serem humilhadas, assaltadas e enganadas. E se eu faço um esforço para perceber o que leva a que se vote em quem nos tirou tudo em nome "do vamos mais além do que a troika, e do enorme aumento de impostos", e entender esse voto, espero, (ou pelo menos gostaria de esperar), que percebam que nem todos os que votaram à esquerda querem ser totalmente radicais.
Desde os meus 18 anos, que optei sempre por votar em projectos em pessoas, o que a meu ver me dá uma certa tolerância e capacidade de ver além dos partidos, além da esquerda e da direita.
Ontem, o meu voto foi feito com a base de querer a nossa dignidade de volta, querer de volta o que me tiraram. Que tiraram a mim, aos meus, a quem me rodeia.


Querer a dignidade de um povo e de um país é pedir muito??
Querer dignidade é ser radical?
É ser reaccionário ou extremista?

sexta-feira, outubro 02, 2015

E porque amanhã é dia de reflexão



Eu ansiei pelos 18 anos para ir votar pela primeira vez. Havia quem ansiasse pelos 18 para ser maior de idade e ser independente, eu queria exercer o meu direito e o meu dever de votar. Ao longo dos anos, apenas uma vez e por motivos pessoais não votei,e desde sempre que vi no meu voto a hipótese de poder escolher entre A e B, entre este, aquele e o outro. O meu voto podia fazer a diferença, o meu voto era uma arma, o meu voto era a minha escolha.

E  dizendo era, hoje em 2015 digo que é: é a minha hipótese de fazer a diferença, a minha arma, a minha escolha.

Logicamente que hoje, o meu voto não é delineado pela simples escolha. É ponderado, é bem pensado, não é feito ao acaso. Não é um voto útil na sua habitual definição, mas é o Meu voto útil.
Os Nossos votos são úteis, independemente do partido (seja grande, pequenos, assim-assim, um movimento de civíco). Independentemente de ser um voto em branco ou nulo, é importante, é por demais importante, domingo irmos votar: exercer o nosso direito e o nosso dever como Cidadãos Portugueses.

Pessoalmente, fico triste em ter visto que esta campanha eleitoral em vez de nos elucidar nos quis estupidificar. São várias as ilações que tiro, ao lembrar-me do que li, ouvi e vi nesta campanha. Uma campanha que teve como objectivo estupidificar o eleitor, ao invés de o elucidar, a começar pelos debates e acabando nas reportagens. Porque mal, mal estamos nós quando nos apercebemos que os principais candidatos a PM estão mais interessados em lavar roupa suja e bater bocas, do que em esclarecer os seus potenciais votantes.

E mal, mal estamos nós quando no próximo domingo não formos votar.
Não serve de muito, não serve de nada queixarmo-nos de quem nos governa, quando não exercemos o direito ao voto. O voto é uma arma, e felizmente dispomos dessa arma.
Domingo, vão votar, exerçam esse direito e esse dever. Façam do voto, o Vosso voto útil. A elevada taxa de abstenção será sempre um sinal de vitória, e dará sempre a imagem de que somos um bando de acomodados....

Breve constatação sobre a infância

Nada me faz mais confusão do que entrar na casa de hamburgers e kebabs daqui da zona, e deparar-me como uma festa de aniversário infantil.

Oscilo sempre entre a perda de magia das festas de aniversários com tudo a que se tem direito, e entre esta infância já tão adulta que vou vendo no dia-a-dia.

Podemos voltar ao ponto em que as crianças eram crianças? Se calhar seriamos bem mais felizes.
© Brainstorming
Maira Gall