Passou-se

quarta-feira, outubro 14, 2015

Passou-se o Setembro, Outubro está a passar e nada...não há uma data para a operação, nem sequer uma estimativa de quanto mais tempo pode demorar..... E quando uma pessoa telefona na semana passada para o Hospital a dizer que a porcaria de um tumor misto na parótida aumentou de tamanho e está a doer, para além de estar a afrontar os tecidos nervosos, a resposta que se houve é a típica
Não há salas, não há pessoal suficiente, há uma lista de espera, casos mais graves passam à frente (nem ponho isso em causa), e é perfeitamente normal que cresça porque é para crescer e como é benigno apesar da biópsia inconclusiva é assim que é tratado.

Esta semana telefona-se outra vez, e mais do mesmo, mas vamos falar com o director do serviço, mas já sabe que é assim, assado, cozido e grelhado. Tem que esperar, não é grave e não é maligno. Mandam esperar e nem dizem algo como "vamos chamar a sua mãe para novos exames, e averiguar o ponto de situação."

Amanhã irei falar com o nosso médico de família que pediu para falar comigo. E mesmo não querendo, a minha mente começa já a imaginar novamente o pior, porque praticamente de um dia para o outro, a minha mãe queixa-se de dores, mal engole e custa-lhe a respirar. E com estas dores vem outras que podem ser ou não devido à ansiedade que tudo isto lhe causa.

E deito-me para aqui a pensar em que serviço nacional de saúde é este, onde doentes benignos e menos graves são deixados para trás, e mais para trás, na cauda das listas de espera....

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