Democracia

sexta-feira, janeiro 13, 2017

Na Rússia, essa estranha democracia Indo-europeia, a violência doméstica vai ser descriminalizada.
Por lá, de acordo com o provérbio Russo que diz "Não é amor, se ele não lhe bater", e com o alto patrocínio da Igreja Ortodoxa Russa vai ser permitido bater na mulher. A agressão a uma mulher vai ser considerada como um mero delito, a não ser que seja agredida mais que uma vez por ano, mas desde que se tenha dirigido ao hospital, ou tenha faltado ao emprego.

Num país, onde se estima que morram diariamente 14 mulheres vítimas de violência doméstica, foi precisamente uma mulher que apresentou esta proposta na Duma. Diz ela que na cultura Russa, a tradição familiar assenta numa cultura parental. Ou seja, numa boa família Russa, a autoridade é exercida através da presença do pai. E o pai, como ser omnipotente e omnipresente que é aos olhos da extrema direita Russa, não pode de forma alguma ser marginalizado por dar um par de estalos à mãe, ou por mostrar que quem manda na casa e na boa família Russa será sempre o homem.

Num país onde se calcula que diariamente sejam agredidas 36 mil mulheres, até a criminalização da violência doméstica é algo muito recente: apenas após Julho de 2016 a violência doméstica foi considerada um crime, e ao começar 2017 percebe-se que muito provavelmente essa decisão vai ser revogada.

Em pleno século XXI, na Rússia a mão violenta do homem é lei, é soberana.
São várias as vozes que dizem que em pleno século XXI são vários os direitos das mulheres que já estão assegurados. Há até os que se atrevem a dizer que o feminismo e o lutar pelos direitos é uma moda, ou uma mania. Mas, olhando para o que se passa na Rússia, será mesmo assim?



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