segunda-feira, setembro 24, 2018

Equinócios

Há 365 dias, o equinócio transformou a minha vida.

Com curvas e contra-curvas, com pontos e vírgulas......365 dias volvidos quero que o equinócio que ontem começou seja a evolução e a consolidação do anterior.

sábado, setembro 22, 2018

Por estes dias





terça-feira, setembro 18, 2018

Cântico negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo' 

Quase perfeito

O homem e a guitarra.

Ontem, hoje e sempre.


sábado, setembro 15, 2018

Por estes dias

quinta-feira, setembro 13, 2018

Descarrilamentos

Tal é o receio em descarrilar, e em não querer fazer mal, que termino por fazer o contrário, nesta ânsia estúpida e idiota de me querer de algo que não existe. Não consigo baixar as defesas.

Quem me dera mudar o chip, fazer um reset à minha mente.
Eliminar este bloqueio, carregar no stop, cortar o fio vermelho, o fusível, desligar o quadro, fazer qualquer coisa para parar as defesas e seguir em frente, e deixar de estar à beira de descarrilar.






terça-feira, abril 24, 2018

Fiquemos

Quando as palavras soam vãs e gastas, fiquemos então com o silêncio.

Deixemo-lo dizer o que as palavras não conseguem fazer.


domingo, março 04, 2018

Sobre os filtros


Esta escrita deriva de um comentário que fiz num post de facebook.
Num post que deriva sobre os "testes" que mostram como fica a nossa a aparência se fôssemos capas de revistas ou estrelas de Hollywood. O comentar a plasticidade da imagem remeteu-me desde logo para os filtros de cores e para as  "beauty faces" com que somos confrontados no momento em que abrimos as nossas páginas de facebook, e contas de instagram, onde pululam imagens com cores brilhantes e vibrantes...Sorrisos tão perfeitos, juntamente com o olhos e a face numa perfeita simbiose com a câmara. Tudo isto numa ânsia de mostrar um mundo perfeito, uma pessoa perfeita, e quando entramos no quotidiano, a casa perfeita, o fim-de-semana perfeito, as férias de sonho (e perfeitas), e, a refeição perfeita e perfeitamente alinhada num degradé de diferentes cores e texturas.
Pessoalmente, e com as excepções para o filtro básico, o que ajusta o essencial da imagem, não uso filtros. Assim como não uso "beauty faces", bem como não sei como me enquadrar com a câmara para fazer a imagem perfeita.
Nas imagens, e bem como no dia, no espaço e no tempo, não maquilho ou mascaro. Escolhi apenas fazer o ajuste básico e se for necessário. E o mesmo se aplica ao "beauty mode/face". Não apago rugas, nem ajusto o pormenor de intensificar a intensidade do olhar, ou de branquear o sorriso. Não procuro mostrar a perfeição.
Aliás, creio que essa procura e ânsia de mostrar a perfeição nos torna somente em autómotos: tornamo-nos iguais, somos iguais, e pensamos de forma igual.
Tudo isto para a vã tentativa de plasmar ao outro uma aparente felicidade e perfeição, quando a verdadeira imagem é baça, desenquadrada, imperfeita, mas real. Acima de tudo real.
As pessoas tentam tanto mostrar a imagem de felicidade e de perfeição, que se esquecem delas mesma, e assim se anulam, tornando-se em meros autómatos.

Ao som de uma bossa nova

A escrita liberta.

Liberta especialmente quando conseguimos abrir a alma (ou parte dela), e, colocamos num papel o que temos aprisionado dentro nós.

Nunca fui boa com as palavras na forma falada. As palavras na forma falada têm o dom costumeiro de me falharem. Ou talvez não me falhem, mas falharei eu.

Em contrapartida, creio ser melhor nos gestos. Creio conseguir pôr nos gestos e nas coisas mas simples do dia, aquilo que não consigo pôr na palavra falada.

A palavra, essa, não é pensada ou pré-concebida. É sentida. É tudo. E é nada. É escrita com alma, com o coração. Somente eles bastam: a alma e o coração.

E assim, sou eu, apenas eu. Nada mais, apenas eu.

E hoje, aqui escrevo. Escrevo porque sim. Apenas, porque sim.

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

#HoradoVitinho 210

Sobre a afixação de cartazes em Campolide

Apenas umas breves palavras: Ninguém comenta a traição, o que leva a trair, e o perdão da mesma. Comentam sim os vexames.
O vexame da amante de ver a sua cara afixada em cartazes com o título "A puta do Bairro".....(Sabia que o homem era casado?)
O vexame da esposa traída, que ao invés de resolver a situação em privado, avança com a humilhação pública, esquecendo-se ou alienando-se da sua própria humilhação (a da traição), e a óbvia consequência pública.

E numa sociedade machista e misógina, quem está obviamente isento de qualquer culpa é o marido. Sempre isento, obviamente incapaz de resistir ao instinto mais primitivo.

domingo, janeiro 28, 2018

Por favor



Preciso que desligue com a máxima urgência.

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Adjectivo


segunda-feira, janeiro 08, 2018

Alhos e bugalhos

Pediram a Álvaro Covões, Gestor da Everything is New para manifestar a sua opinião sobre a fatia orçamental destinada à cultura para o ano de 2018. 

Se é verdade que 1% do orçamento destinado à cultura é uma esmola, o que prova que a cultura continua a ser um luxo em Portugal, não tem nem pés nem cabeça querer-se misturar cultura com entretenimento. É somente misturar alhos com bugalhos e lançar mais uma semente da discórdia na governação da Geringonça. A Geringonça, ou os que devolveram um Ministério à Cultura, quando anteriormente ela se limitava a uma Secretaria de Estado.

Torna-se fácil de imaginar, e quase engraçado os indignados das redes sociais dizerem que a culpa do preço do bilhete diário e dos passes para o Alive ser caro porque o Estado (vulgo Geringonça), não patrocina o evento.

Misturar cultura e entretenimento é apenas idiota.
Cada um no seu lugar, a Cultura tutelada pelo Estado e em condições, com um bom orçamento, e acessível a todos. Os espectáculos onde devem estar: na esfera do privado, e com preços mais baixos, também eles acessíveis a todos.

domingo, janeiro 07, 2018

E de repente

E de repente, num repente (parte de mim são repentes, misturados com impulsos), mas ainda assim ponderado, pensado, re-pensado, reflectido, mas num dos meus ímpetos, decidi que vai sendo tempo (e mais que tempo), de continuar, ou de voltar novamente a esta espécie de escrita.

Se é verdade que pensei em eliminá-lo, também é verdade que não o consegui.

Quer queira, quer não queira, nestas páginas estão plasmados anos de vida, vivências, experiências, aprendizagens e confissões. Momentos altos, outros baixos. Momentos plenos de non-sense, outros nem tanto.

Creio e sei que o que se irá seguir, será como que o compêndio da minha "metamorfose". Sobre o que irá versar, não o sei.

Cá estaremos para ver.

Sobre as resoluções de Ano Novo

Sobre as resoluções de Ano Novo, apenas isto: mais responsabilidade.
© Brainstorming
Maira Gall