Demências

quarta-feira, setembro 08, 2010

A minha filha (mãe) teve ontem alta e já está em casa.E se eu não soubesse o que se passa com ela iria dizer que ali não há problema nenhum a nível psiquiátrico e neurológico.
Logicamente que fui ler a nota de alta e os motivos da admissão dela e encontrei umas palavras novas que tenho que ir investigar,contudo diz que a senhora minha mãe (filha tem já o processo demencial instalado)
Não voltei a falar do assunto do internamento porque não havia muito para dizer.Fui contudo a entrevista (mais uma) com a psiquiatra que deu ordem de internamento e consegui saber minimamente como estava a demência dela.Fiquei a saber por alto que a minha mãe tem um déficit cognitivo de 11 a 15 anos (ela tem 51 anos).O que me preocupa nela não é tanto a bipolaridade porque já consigo detectar os sinais mínimos,mas sim a demência que já está instalada e que apesar da medicação própria irá tendencialmente evoluir.
Logicamente que tenho andado à procura de informação sobre a relação entre doenças mentais e a demência e é tudo muito subjectivo.Há quem diga que a demência está relacionada com a doença mental,há quem diga que a culpa é da medicação.Ora o que eu sei pela psiquiatra é que apesar de não ser muito comum,também não são raros ou excepcionais casos como o da minha mãe.Existem e ponto final.O que descobri e que me assusta um pouco é que um déficit cognitivo corresponde à idade mental de uma pessoa,não é relacionado com o envelhecimento celular,com o facto de ter uma memória equivalente por exemplo à de uma pessoa de 70 anos.Pelo que percebi pela psiquiatra e pelo que li a minha mãe tem uma idade mental situada entre os 11 e os 15 anos de idade.Ou seja, a minha mãe é uma adolescente.
Os déficits cognitivos têm como auge a demência que se mostra através do seguinte (informação retirada de fotosantesedepois ):

"Problemas de memória podem estar presentes se notar que a sua / o seu familiar está a ter dificuldades em alguns dos aspectos da lista que segue:

Esquece-se de tomar a medicação conforme indicada pela/o médica/o.
Toma mais medicação do que a indicada pela/o medica/o.
Não cumpre os compromissos programados.
Não consegue seguir até ao fim um plano que tem.
Não consegue encontrar “as coisas” em casa.
Perde a conta ao dinheiro que gasta.
Necessita de ser lembrada/o acerca de datas importantes (aniversários, férias).
Repete várias vezes as mesmas perguntas.
Tem dificuldades em movimentar-se por perto.
Não se lembra de direcções ou instruções.
Não aprende nova informação facilmente.
Esquece-se dos nomes das pessoas.
Não se lembra de acontecimentos actuais.
Esquece-se das rotinas familiares.

Problemas de atenção podem estar presentes se notar que a sua / o seu familiar está a ter dificuldades em alguns dos aspectos da lista que segue:



Parece confusa(o) ou abstraída(o).
Parece indiferente ao ambiente.
Perde a noção do tempo.
Não consegue concentrar-se ou perceber o que lhe é lido.
Não consegue participar numa conversa.
Interrompe os outros quando estes estão a falar.
Não consegue lembrar-se o que acabou de dizer a alguém.

Distrai-se a meio das coisas.
Diz, frequentemente, que está aborrecida(o) / chateada(o).
Tenta fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Fica, facilmente, destroçada(o).
Vagueia sem destino ou objectivos.


As dificuldades relacionadas com o pensamento crítico (relacionadas com a maneira de pensar que nos leva a resolver problemas) podem esta presentes se notar que o seu familiar está a ter dificuldades em alguns dos aspectos da lista que segue:

Responde rapidamente, de forma impulsiva.
Não parece compreender as consequências das acções.
Repete os erros sem aparente capacidade de aprender com os erros anteriores.
Tem dificuldade em começar seja o que for sozinha (o).
Não gosta de alterar as rotinas.
Tem dificuldade em adaptar-se a novas tarefas.
Tem dificuldade em lidar com situações novas e/ou inesperadas.
Não gosta de tomar decisões.
Nunca planeia com antecedência.
Mostra-se indiferente para solucionar problemas práticos.
Não gosta de pedir ajuda mesmo quando tem dificuldades.
Faz as coisas de uma forma desordenada ou desorganizada.
Frequentemente não termina aquilo que começa.
Parece preguiçoso e pouco motivado para compreender determinadas coisas.
Torna-se rígido e concreto quando lhe são apontados os erros.
Não avalia o risco de acções que podem ser perigosas.
Não é capaz de constatar os seus próprios erros.
Não pensa noutras alternativas e opções."

Olhando para isto chego à conclusão de que estes sinais já existiam mesmo antes de me dizerem que a minha mãe tinha um cérebro demasiado envelhecido para a idade,vejo também que para mim isto está muito relacionado com a bipolaridade (que também leva à degeneração de células).Ao que a demência e o déficit cognitivo vão levar????
Isso eu já sei.....e por isso quero sempre que a minha mãe tente levar uma vida normal,apesar de ter consciência de que pagar contas ou ir ao banco já são coisas muito dificeis de fazer.

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