Girls just wanna have fun

sexta-feira, março 04, 2011

Com esta minha pseudo-relação, que foi aberta, fechada, semi-aberta, semi-fechada, aprendi muito.
Aprendi coisas boas, que há quem goste, quem se preocupe, quem queira, quem estime, quem trate bem.
Mas também aprendi que as coisas não são como queremos, como sonhamos. Quando tomei consciência disso, de não ser o principe encantado nem a metade da laranja e afins, tornei-me não libertina, nem promiscua, mas desprendida.
O que veio a suceder nesse espaço de tempo e mesmo depois, foi que para além de pôr a minha capa, não me voltei a abrir para ninguém por completo. Fechei-me numa espécie de concha por não confiar, por o instinto dizer não, por não querer ser magoada, por não querer magoar. Aboli do dicionário a palavra gosto, a palavra quero, e subsitutui-a por algo como isto é sem compromisso.
Por este motivo escrevi a Carta II, a supôr, a pensar no que será para mim a paixão.
Mas neste momento olho e penso para comigo mesma se chegará o dia em que eu para além de sentir o que é estar apaixonada, ser desejada, irei deixar isso acontecer.
É que elas (as semi-relações e ditas sem compromisso), não matam mas moem, e quer queria quer não queira calejam uma pessoa, e eu calejei e deixei-me calejar.
O meu maior medo é se usar e deitar fora. Eu sei que é feio que não se faz, mas o calejamento está comigo.
É certo que tenho uma vida também ela calejada, e que com os meu trinta aninhos tenho um arcaboiço que não dou a ninguém, porque não é fácil de levar.
E por esse arcaboiço, pelas ditas semi-relações, ganhei medo de ser magoada e de magoar, daí ter esta estranha forma de vida.

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