Ele

terça-feira, junho 19, 2012

Ter mencionado uma ex pessoa no post abaixo, devolveu-me-o à memória por breves instantes.


Mas, não....não sinto a falta dele, em momento ou situação alguma.


A única coisa que me passa pela cabeça é que a lei dos opostos é muito bonita, mas não pode ser levada totalmente à letra. Há que manter um lado racional neste complexo sistema social que são as relações entre duas pessoas.


Olhando para trás e analisando de maneira coerente, não amei, e não me apaixonei. Se me tivesse apaixonado, teria ficado alguma coisa de importante, de interessante na memória, de bom, de agradável, que me deixasse com uma espécie de sensação, Mas não ficou....nem a recordação do cheiro dele. Não sei se era um cheiro mais intenso ou menos, doce ou salgado. Não sei, simplesmente não sei...e bem vistas as coisas nunca soube. E isto por si só vem mostrar que nada....não ficou nada.


Nem desprezo ficou pela forma em como não fui tida e nem achada no fim de algo que nem sequer devia ter começado (devia ter dado sempre ouvidos ao instinto...)


Apesar de saber de quem são as chamadas anónimas que de vez em quando recebo, não me interessa....nem aí atendi para dizer 1001 coisas, nem atendo. 


Se o encontrar por aí, provavelmente vai ser igual a nada.


A grande ilação que retive: não deixar que ninguém me tente anular, nem sequer sentir que o estão a fazer, ou a tentar...


Também devo ter aprendido a ser mais racional, o acto do impulso e eu éramos quase um só...acho que aprendi a ponderar, a ter calma com a impulsividade, aprendi com o erro.


Se o tempo foi mal empregue??Não foi. Errei e fez desse erro uma aprendizagem
O resto...o resto é paisagem.

Se por esse lado alguém se pergunta se colmatei alguma espécie de falta de carência, mimo, calor...a resposta é simples e concisa: não.
Se sinto a falta: não.
Se preciso: não.



Ter-me-ei tornado num autómato, um robot??

Esta é que é a minha grande dúvida...tornei-me em quê??

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