sábado, dezembro 05, 2015

Living in America

Se no meu país o uso e posse de uma arma fosse tão normal como ir à farmácia comprar uma caixa de paracetamol, tenho a certeza de que não iria viver e dormir mais descansada. Muito pelo contrário. Tenho a certeza de que iria ficar bastante apreensiva e preocupada por saber-me a viver num país onde o lobby das armas domina e predomina, onde ter uma arma e achar-se no direito de usar a mesma para se proteger a si e aos seus é perfeitamente normal. É que a mim, a mim iria aterrorizar saber que o meu vizinho do lado tem em casa um arsenal de armas, coisa que aos olhos da lei e do estado é perfeitamente normal e ainda encorajado.

Bem sei e sabemos que os EUA tem este estúpido culto e esta estúpida necessidade de mostrar o poder e de achar que só assim protegem os seus. É qualquer coisa que sobrou dos tempos do wild wild west, vem consagrada na constituição e se junta com a mania de que são os polícias do mundo e com um qualquer complexo que não consigo descrever nem entender.
Que todos temos necessidade de proteger os nossos e a nós mesmos é perfeitamente compreensível. Mas o que não é compreensível por quem tem um pingo de bom-senso ou de juízo é achar que a protecção se faz apenas com o uso e posse de arma. E quanto mais e maior for tanto melhor.

E na mesma altura em que me interrogo em que ponto fica o limite entre a sanidade e a loucura para pessoas como esta "candidata" ao congresso dos EUA, admito que para muitos Norte-Americanos o maior acto de sanidade é este, o que para nós é a maior loucura.
Ouvi esta semana, que no ano de 2015 houveram cerca de 320 atentados nos Estados Unidos....quase um atentado por dia. E a resposta a este número não são políticas de restrição ao uso e posse de armas, são sim desejos de mais liberdade para o uso de uma arma.






1 comentário

  1. Esta foto é uma aberração. Quanto mais armas mais insegurança. Mas, por experiência própria, te posso dizer que, em Portugal, há muito mais armas em casa de particulares que aquilo que possamos imaginar.

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Maira Gall