Diz que a vida começa aos 30

quarta-feira, novembro 23, 2016

Diz que a vida começa aos 30 e eu hoje fiz 36 anos.

Quando fiz os 30, fiz um já realista (ainda que atabalhoado ) balanço dos 29 anos de vida. Não deixa de ser interessante observar que tudo o que ali explanei se viria a reflectir mais cedo ou mais tarde. E de facto foi isso o que aconteceu: apesar de ter encarado os 30 anos com relativa facilidade, a passagem para os 35 abanou-me muito os alicerces. De facto não é fácil entrar na segunda metade de uma década e constatar que nada, de nada, de nada se realizou ou estava em vias de tal. Não tanto a nível de relações amorosas , mas sim a nível profissional e emocional. Admito que parte deste ano que passou e que terminou, não foi fácil. Não é fácil interiorizar que nada, nada, mesmo nada pode ser por nós premeditado ou definido. Aprendi, e relembrei-me de que acredito no destino, e que aquilo que me estiver destinado a mim há-de chegar.

E hoje, aos 36 anos concluo mais uma vez que o caminho faz-se caminhando. Com altos e baixos, curvas e contra-curvas, numa auto-estrada com via verde ou numa estrada de terra batida, por ruas vielas e becos sem saída (em que a saída é exactamente voltar atrás e começar tudo de novo), o caminho é faz-se caminhando, independentemente da chuva e do sol da nossa vida e da bagagem que carregamos connosco.

E é com base, com base nesta premissa que entro nos 36, que começo o meu ano novo. A caminhar e com esperança.


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