O F60

quarta-feira, junho 09, 2010

Não, não venho falar do F60 da Ferrari (embora se percebesse fá-lo-ia). O F60 de que venho falar faz parte do diagnóstico actual da doença da minha mãe, como mencionei num post relacionado com a perda de tecidos cerebrais.
Quando fiz a pesquisa inicial (eu pesquiso tudo e mais alguma coisa que se relacione com a doença bipolar), descobri que F60 corresponde a um transtorno de personalidade. Ora, este F60 subdivide-se em vários sub-pontos que designam os diversos distúrbios de personalidade como a paranóia entre outros que desconhecia até à data.
Basicamente quem tem um transtorno destes não está apto a lidar com diversas situações próximas do seu eixo social e familiar, segundo percebo pelo que a Wikipedia explica.
Percebi também que o transtorno de personalidade não vem como consequência da doença mental, mas da própria pessoa.
O transtorno de personalidade divide-se em três grupos e cada um deles pode sim levar ao desenvolvimento de determinada doença mental.

O primeiro grupo reúne aquelas pessoas que consideramos estranhas que se isolam socialmente, que não são propensas a demonstrar emoções. Estas pessoas têm tendência a desenvolver episódios psicóticos.

O segundo grupo designa as pessoas que vemos como rebeldes, problemáticas ou umas grandes malucas. Gostam de quebrar regras e podem ser vistos aos nosso olhos como insensíveis, inconstantes, imprevisíveis, com gosto pelo risco e pela quebra de regras, e por aí adiante.Quem está integrado neste tipo de grupo, podem ter todos estes sintomas, e as pessoas mais afectadas por este transtorno não é tanto o individuo em si, mas sim que o rodeia e convive com ele.As pessoas que integram este grupo são mais preponderantes a sofrerem de depressões.


O terceiro grupo menciona aqueles que vemos como muito medrosos e frágeis, podem ser as chamadas florzinhas de estufa, mas também aqueles que são inflexíveis, que não quebram nenhuma regra, que são obsessivos com algo. Aqui encaixam-se os transtornos de ansiedade.


Apesar de estarem a pensar que podem pertencer a um destes grupos (como eu pensei quando li por alto), a coisa não é bem assim. Sendo uma doença do foro psiquiátrico o diagnóstico como é habitual parece ser feito tendo como base os nossos sentimentos e emoções, bem como o feitio. Mas isso não quer dizer nada, porque por exemplo eu sou uma pessoa que gosta de estar isolada e sou reservada, mas só quando não conheço as pessoas com quem falo. Logo se alguém que ler isto gostar de não quebrar regras, isto não faz dela uma doente mental como é lógico.
Segundo percebi existem cinco critérios principais que têm que surgir. A estes cinco juntam-se os que são característicos de cada um dos grupos e de cada um dos transtornos que lá surgem, portanto não pensem logo que o vizinho do lado pode ser psicótico por exemplo. 
Eu olhando para isto, penso que a minha mãe se pode encaixar nos dois primeiros grupos, porque já teve episódios psicóticos (uiiiiiiiiiii.......foi uma alegria esta época), e meia volta tem crises depressivas. 


Se isto vos interessou de alguma forma, vejam os links que deixo:
Wikipedia
F60-F69 Transtornos da personalidade e do comportamento do adulto

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