domingo, outubro 28, 2012

Destino, mágoa, arrependimentos

Eu faço parte daqueles que acreditam que temos um destino marcado, independentemente de darmos 1001 voltas a este. A ser verdade que este está escrito nas palmas das nossas mãos, também é certo que não o alteramos.

Para mim, o simples facto de acharmos que podemos reescrever a nossa vida numa página em branco, já está decidido, faz parte da nossa sina.
E do mesmo modo que as páginas em branco nos são dadas a escrever ou reescrever, a borracha que nos é dada para apagarmos algumas das nossas atitudes, nunca apaga por completo o que fizémos.

Fica sempre a marca de algum arrependimento, de alguma mágoa. Deste modo, cabe a nós sabermos e conseguirmos viver com um arrependimento, uma mágoa, que nos irá acompanhar até ao fim dos nossos dias.

É desta forma que o destino também é feito: de mágoas, arrependimentos e erros. E neste ponto, cabe a nós ter a coragem de dizer que estamos arrependidos, que magoámos e ficámos magoados, que errámos e assumimos esses erros.


4 comentários

  1. E assim fiquei a saber que acreditas piamente no Destino! É uma questão filosófica que sempre mereceu a atenção dos grandes pensadores! Não te irei revelar se acredito ou não nesse tal Destino mas... gostei do que li!

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    1. Acredito sim, mas não da maneira convencional.Não sou uma resignada.

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  2. Já eu não acredito, não acredito mesmo. Não acredito que tenhamos o nosso destino traçado, que tenha de ser assim e pronto; a maior parte das pessoas que diz isso é por desculpa, ah é o destino, não posso fazer nada, está escrito e por mais que tente mudar não dá, oh coitada de mim. Não estou a dizer que tu pensas assim, mas infelizmente já conheci muita gentinha com este tipo de pensamento e isso irrita-me, não o facto de as pessoas acreditarem no destino, mas sim em ficarem presas nessa ideia e acharem que tudo é porque já estava destinado e que não se pode fazer nada para mudar. Nós não somos marionetas, somos seres humanos com a possibilidade de tomar decisões, escolher x ou y sem nada estar destinado, somos nós que traçamos o nosso caminho ,somos nós os responsáveis por toda nossa vida, para mim as coisas acontecem ou por escolhas minhas ou então por algo externo a mim, pex terceiros, coincidências, azar e sorte.
    A esta minha convicção ajuda o facto de não ser religiosa :)

    Beijinho

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  3. Eu não sou uma resignada no destino e também não sou religiosa.Fui muitas vezes contra ele e hei-de as necessárias, porque esse deve ser o meu destino.
    Acredito no destino, mas não da forma convencional.
    Acredito que se escolhi A em vez de B é porque o destino o quis.
    Também acho que o livre arbitrio que temos nos é dado pelo destino, bem como a capacidade de traçarmos caminhos e de pensarmos por nós mesmos
    A minha forma de ver o destino seria uma dor de cabeça para os filósofos.

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