segunda-feira, outubro 05, 2015

Retenções e reflexões

O que retenho dos resultados das eleições é bastante simples:
apesar de a coligação ter ganho as eleições, os resultados finais que foram mais os que deram o voto à esquerda, do que os que reforçaram a direita. E isto, na minha modesta opinião, não é mais do que uma demonstração do descontentamento das pessoas com os governos que tomaram conta do país ao longo dos tempos.
As pessoas estão descontentes, indignadas, fartas de serem humilhadas, assaltadas e enganadas. E se eu faço um esforço para perceber o que leva a que se vote em quem nos tirou tudo em nome "do vamos mais além do que a troika, e do enorme aumento de impostos", e entender esse voto, espero, (ou pelo menos gostaria de esperar), que percebam que nem todos os que votaram à esquerda querem ser totalmente radicais.
Desde os meus 18 anos, que optei sempre por votar em projectos em pessoas, o que a meu ver me dá uma certa tolerância e capacidade de ver além dos partidos, além da esquerda e da direita.
Ontem, o meu voto foi feito com a base de querer a nossa dignidade de volta, querer de volta o que me tiraram. Que tiraram a mim, aos meus, a quem me rodeia.


Querer a dignidade de um povo e de um país é pedir muito??
Querer dignidade é ser radical?
É ser reaccionário ou extremista?

2 comentários

  1. a direita perdeu mas a esquerda poderia ter ganho bem mais. Enquanto o maior partido for a abstenção, o povo nunca terá a sua vontade expressa em resultados como deveria ter, como deveria ser obrigatório.

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    1. Concordo contigo.
      Mas mais que a obrigatoriedade de votar, faz falta a consciência da diferença que o seu voto tem. E isto tanto vale para a esquerda como para a direita.

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Maira Gall